sexta-feira, 24 de julho de 2009

Síntese

Fonte:profmauricia.meublog.org/.../radial-2009-sintese-resumo-resenha.doc - Similares
SÍNTESE

Segundo o Dicionário Eletrônico Novo Aurélio Século XXI, as definições para algumas formas de síntese são as seguintes:

RESUMO [Deriv. de resumir]
S. m.
1. Ato ou efeito de resumir(-se)
2. Exposição abreviada de uma sucessão de acontecimentos, das características gerais de alguma coisa, etc., tendente a favorecer sua visão global: síntese, sumário, epítome, sinopse.
3. Apresentação concisa, do conteúdo de um artigo, livro, etc., a qual, precedida de sua referência bibliográfica, visa a esclarecer o leitor sobre a conveniência de consultar o texto integral. Ao contrário da sinopse (2) (q. v.), o resumo aparece em publicação à parte e é redigido por outra pessoa que não o autor do trabalho resumido.
4. Recapitulação em poucas palavras; sumário (2).
5. Fig. Compêndio (3)

SINOPSE [Do gr. synopsis, ‘vista de conjunto’, pelo lat. tard. synopse.]
S. f.
1. Golpe de vista lançado sobre uma ciência, um objeto de estudo ou pesquisa.
2. Narração breve; resumo, sumário, síntese, epítome.
3. Apresentação concisa do conteúdo de um artigo, comunicado científico, etc., redigida pelo autor, ou por um redator da revista onde sai o trabalho, e que, usualmente posta entre o título e o texto, permite ao leitor decidir se convém ou não a leitura integral.
[Cf., nesta acepç., resumo (3).]

SUMÁRIO [Do lat. summariu.]
Adj.
1. Resumido, breve, conciso, sintético.
2. Realizado sem formalidades; simples.
S. m.
3. V. resumo (2)
4. Linhas que, no começo de um capítulo, indicam o assunto nele tratado.
5. Bibliol. Enumeração das principais divisões (capítulo, seções, artigos, etc.) de um documento, na mesma ordem em que a matéria nele se sucede; visa a facilitar visão do conjunto da obra e a localização de suas partes, e, para tanto, deve aparecer no início da publicação e indicar, para cada parte, a paginação (conforme Normas Brasileiras); índice de matéria, índice sinóptico, tábua da matéria.
[Cf., nesta acepç., incide (1).]

ÍNDICE [Do lat. indice.]
S. m.
1. Edit. Lista detalhada dos assuntos, nomes de pessoas, nomes geográficos, acontecimentos, etc. (entradas), ordenados normalmente por ordem alfabética, com indicação de sua localização na publicação em que aparecem; índice analítico.
[Cf. sumário (5); dim.: indículo.]

O que mais nos importa é o resumo. Precisamos resumir livros, textos, pontos ensinados em sala de aula, informações em geral.
O resumo pode ser indicativo quando não dispensa a leitura do trabalho original; informativo, quando pode dispensar esta leitura; crítico, quando formula julgamentos sobre o trabalho resumido.
Só se consegue resumir bem o que se compreendeu. Caso não tenha compreendido tudo, apesar da leitura atenta, verifique pó que não entendeu. Pode ser problema de vocabulário, que a consulta a um bom dicionário resolve. Será falta de base, pois pressupõe conhecimentos anteriores? É preciso, então, voltar até o ponto básico que não tenha compreendido e estudá-lo convenientemente. Muitas vezes, não percebeu o relacionamento do trecho com os demais. Reestude a estrutura até determinar as relações das partes entre si e com o conjunto. Não tente resumir antes de entender o texto todo.
É necessário decidir o que é fundamental e o que é acessório. É a procura da idéia principal. Ela será a linha guia de seu resumo. O exame do sumário do livro ajuda a observar o conjunto e as partes do livro. Títulos, subtítulos, divisões, numeração indicam como o autor organizou a obra.
Perceber o método preferido pelo autor do texto a ser resumido facilita bastante a localização da idéia mais importante. Há alguns autores que apresentam os fatos, os exemplos logo no início do parágrafo ou do capítulo e sua teoria ou conclusão no final – é o método indutivo. Há outros que procedem ao contrário, iniciando com a regra, com a declaração e comprovam com fatos, casos, exemplos – é o método dedutivo. Se o leitor perceber o método, terá mais facilidade para resumir: ficará mais atento ao final no indutivo e ao início no dedutivo.
Encontrada a idéia principal, elimina-se tudo o que não é importante para a compreensão desta idéia. Alguns autores são muito repetitivos quanto às idéias, mas usam palavras diferentes, o que chega a confundir o leitor desatento. Por vezes, há comentários pessoais que podem ser deixados de lado, pois são acessórios. Se houver exemplo, escolha um que lhe pareça mais significativo. Um bom exemplo facilita a memorização.
Como o resumo é uma operação de síntese, pressupõe uma análise que decompõe o texto, possibilitando agrupar os elementos semelhantes e distinguir os que são diferentes.
Determinado o que é realmente importante, escreva o resumo com palavras que está mais acostumado a usar, mas não resuma enquanto lê. O novo texto lhe será mais familiar e mais fácil de ser memorizado. Use frases curtas com uma linguagem clara e breve, na ordem direta. Faça revisão comparando o texto original com o resumo.
Se estiver resumindo pequeno trecho, faça-o parágrafo por parágrafo. Normalmente, há, em cada parágrafo, uma só idéia principal que estará evidente no início ou no fim; mas pode estar fragmentada no texto. Se for um texto maior, um capítulo ou até um livro, procure perceber o plano que o autor empregou para escrever. Se você estiver habituado a fazer plano ou esquema para redigir, terá mais facilidade de perceber o plano dos outros.
Os pormenores podem ser a base da idéia central. Observe se é um exemplo, se é um elemento de comprovação ou parte de uma prova. Procure aguçar o espírito crítico não aceitando passivamente tudo o que vier escrito.

DESTACAR
Para auxiliar a resumir, uma técnica é sublinhar ou destacar. Como?
Para poder destacar bem, é preciso fazer duas leituras. Conheça antes o conjunto para distinguir a idéia principal das acessórias. Se o que deve ser resumido é um trecho longo, convém assinalar primeiro, à margem, com alguns sinais (não confie na memória) para, posteriormente, numa releitura, mesmo rápida, sublinhar a idéia principal, separar os pormenores mais importantes, os conceitos, as definições, os exemplos mais significativos. Não é preciso destacar o período ou a oração, só os termos que são essenciais. O uso de várias cores ajuda a perceber os conjuntos, as idéias afins.

ESQUEMATIZAR
Quem esquematiza refaz o plano do autor. Esta atividade faz memorizar de maneira mais fácil o que se assimilou. O esquema demonstra que se compreendeu como o autor organizou o conjunto de informações. Quando conseguimos relacionar as partes com o todo, lembramo-nos mais facilmente, pois classificamos e compomos um plano lógico. De acordo com as finalidades do esquema, colocamos mais indicações se o estudo é mais aprofundado e indicamos página para uma verificação posterior.
É claro que cada qual esquematiza da forma que julgar mais eficiente, com uso de símbolos gráficos, fluxogramas, desenhos, maiúsculas e outros recursos que achar convenientes.

Exemplo com destaque já feito:

Maneira de escrever

O estilo é o homem, e é na maneira de escrever que o estilo mais se revela. Muitas vezes, tudo quanto conhecemos de uma pessoa é o que ela escreve; por meio do estilo, vemos o homem. O homem de empresa, queira ou não queira, vive às voltas com a necessidade de comunicar-se por escrito.
Que pensaremos de um subordinado que nos solicita, por escrito, uma “lissencia”, para tratamento de “çaúde”?
Todos os anos, por ocasião dos exames vestibulares, professores vêm pelos jornais lamentando a ignorância dos candidatos no domínio da linguagem escrita. Erros de grafia e sintaxe acumulam-se nas provas. Dentro das empresas, as comunicações escritas constituem setor de atritos e desajustamentos porque, em geral, o homem que trabalha negligencia a redação e batalha para esconder a ignorância.
- Não tenho tempo para aprender!
É a escusa mais comum quando o homem de empresa não faz “blague”:
- Quem escreve as minhas cartas é a minha secretária!
Outros argumentam não necessitar em absoluto transformar-se em intelectuais para gerir negócios, o que não passa de distorção da necessidade que temos de escrever todos os dias cartas, memorandos ou simples recados.
A luta para esconder a ignorância é muito mais árdua do que a luta para aprender a escrever.
(PENTEADO, J. R. Whitaker. A técnica da comunicação humana.
São Paulo: Pioneira, 1974. p. 62)

Resumo
O homem se revela pelo estilo. O homem de empresa precisa comunicar-se por escrito. Há atritos e desajustamentos porque o homem, na empresa, se descuida da redação e quer esconder a ignorância. Argumenta que não tem tempo para aprender ou que tem secretária. A luta para esconder a ignorância é maior que de aprender a escrever.

Exercícios

1. Sublinhe as palavras-chave, esquematize e resuma o trecho de entrevista concedida pelo Dr. Euryclides de Jesus Zerbini a Lourenço Ethevaldo Siqueira e Lourenço Dantas Motta:

- O que o encaminhou para a especialização em cirurgia?
- A única disciplina pela qual eu realmente me interessei nos primeiros anos foi anatomia. Dessa eu gostava e, estudando-a, acostumei-me à Faculdade. E tornei-me médico por hábito. Depois da Revolução de 32, passei a ter aulas, na Santa Casa, com o professor Alípio Correa Neto, um homem esclarecido e muito bom cirurgião. Adaptei-me ao seu grupo, com o qual aprendi a fazer as primeiras operações. Em qualquer lugar em que o individuo se dedique ele progride, e foi o que aconteceu comigo. Sempre conto esta história para estudantes de Medicina, para mostrar-lhes que não é o Q.I. que distingue um do outro. De jeito nenhum. É a dedicação ao trabalho.
Se o indivíduo quiser ser bailarino ou pianista, basta dedicar-se dezoito horas por dia ao trabalho. É claro que as pessoas são diferentes, mas os que passam pela seleção de um exame vestibular para entrar numa universidade têm um Q.I praticamente igual. A dedicação ao trabalho é que vai distinguir um do outro. Todos os grandes homens do mundo foram grandes trabalhadores.
(O Estado de S. Paulo, 30.09.1997)

2. Sublinhe, esquematize e resuma:

O semanário O Popular, que circula na zona mineira do aço, noticiou em sua edição de 14 de janeiro a desventura ocorrida com Benedito Paranhos, morador em Timóteo, que registrou queixa na delegacia de polícia local contra a Padaria Colombo, localizada na cidade de Coronel Fabriciano.
Benedito pediu um pastel no balcão da padaria e a garçonete sugeriu que ele experimentasse a coxinha de galinha, especialidade da casa, que estava saindo do forno, quentinha. Assim que Benedito deu uma dentada na especialidade, a coxinha explodiu, queimando a parte externa e interna da sua boca, além do bruto susto. Interrogado pela polícia, o fabricante da coxinha declarou que ela possivelmente explodira devido ao excesso de farinha de mandioca, que teria criado gases combustíveis no interior do artefato. A polícia parece estar indecisa, sem saber se indicia o dono da padaria ou o encaminha a alguma indústria bélica...
(Visão, 02.02.1981)

3. Escreva uma carta a um amigo que se encontra no exterior e resuma.



DIFERENÇA ENTRE RESUMO E RESENHA


Para se fazer um resumo ou uma resenha é necessário que se faça primeiramente uma boa leitura.
E, para um melhor entendimento de um texto, você pode fazer a leitura em duas etapas.
1ª) Ler para se ter a visão do conjunto do tema
2ª) Retomar a leitura com maior atenção e sinalizar tópicos frasais de maior relevância.
Então, depois de realizada a leitura, cabe decidir se fará resumo ou resenha.

RESUMO
 É a condensação de conteúdo, sem análise crítica ou interpretação. Deve ter o mesmo vocabulário do autor e seguir a mesma ordem do texto.
O resumo deve ter:
a) brevidade
b) claridade
c) fidelidade

RESENHA
Não deixa de ser uma condensação do texto, mas também há a análise interpretativa do texto lido.
É um resumo crítico, deve existir uma apreciação crítica sobre a obra. Como fazer a resenha?
Primeiramente deve-se resumir o conteúdo e depois fazer a transição para a crítica, seguindo o esquema:
a) introdução
b) desenvolvimento
c) conclusão
d) crítica (quando for feita separadamente)
A resenha é muito utilizada em jornais e revistas
Se não houver segurança no tema é melhor chamar o trabalho de comentário ou fichamento.



Referência Bibliográfica


Elaboração de Resumos e Resenhas
Silvana Drumond Monteiro. Editora UEL.

Termos Integrantes da oração

Fonte: Recanto das Letras
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO

São termos que servem para complementar o sentido de certos verbos ou nomes, pois seu significado só se completa com a presença de tais termos.

Os termos integrantes da oração são:
1. Complemento verbal
2. Complemento Nominal

COMPLEMENTO VERBAL
• Objeto direto
• Objeto indireto

Objeto Direto
Termo não regido por preposição. Completa o sentido do verbo transitivo direto.
Exemplos: Eles esperavam o ônibus / Rita vendia doce.
PS: Um método bem prático para determinar o objeto direto é perguntar quem? ou o quê? depois do verbo. Exemplo: Ela vendia (o quê) doce.

Objeto Direto preposicionado
Mesmo não sendo regido de preposição, há casos em que o objeto direto necessita de uma preposição:
1. Quando é formado por pronomes oblíquos tônicos. Exemplo: Assim, prejudicas a ti.
2. Quando é formado por substantivos próprios ou referentes a pessoas. Exemplo: Amai a Deus sobre todas as coisas.
3. Quando é formado por pronomes demonstrativos, indefinidos e de tratamento. Exemplo: A foto sensibilizou a todos.
4. Quando é formado pelo pronome relativo quem. Exemplo: Queremos conhecer o professor a quem admiras tanto.
5. Quando o objeto direto é a palavra ambos. Exemplo: A chuva molhou a ambos.
6. Para evitar ambigüidade: Exemplo: Convenceu ao pai o filho mais velho.
7. Quando se quer indicar idéia de parte, porção. Exemplo: Beberemos deste vinho.


Objeto Direto Pleonástico
Quando se quer dar ênfase à idéia, o objeto direto aparece repetido na oração.
Exemplo: Este livro, eu o comprei.

Objeto Indireto
Completa o sentido do verbo transitivo indireto e é regido por preposição.
Exemplos: Aline gosta de frutas. / Não confio em políticos.
P.S: Para reconhecer o objeto indireto, basta a pergunta quem ou quê depois do verbo + preposição adequada.
Exemplo: Aline gosta (de quê) de frutas.

Objeto Indireto Pleonástico
É quando o objeto indireto aparece duplamente na oração para se dar ênfase a idéia.
Exemplo: A mim ensinaram-me muito bem.


COMPLEMENTO NOMINAL
Complemento Nominal é o termo que completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios, ligando a esses nomes por meios de preposição.
Exemplos: Tenho a certeza de sua culpa. / A árvore está cheia de frutos.

Para determinar o complemento nominal basta seguir o seguinte esquema:
Nome + preposição + quem ou quê?
Exemplo: Ele é perito em computação.

DIFERENÇA ENTRE O COMPLEMENTO NOMINAL E O OBJETO INDIRETO
Enquanto o complemento nominal completa só sentido dos nomes (substantivo, adjetivo e advérbio), o objeto indireto completa o sentido de um verbo transitivo indireto.
Exemplos:
Lembrei-me de minha terra natal. (objeto indireto)
Ela manteve seu gosto pelo luxo. (complemento nominal)


AGENTE DA PASSIVA
Agente da Passiva Ocorre em orações cujo verbo se apresenta na voz passiva a fim de indicar o elemento que executa a ação verbal.
Exemplos: As terras foram invadidas pelos sem-terra. / A cidade estava cercada de belezas naturais.


OBSERVAÇÃO: O agente da passiva, o objeto indireto e o complemento nominal são regidos por preposição, muitas vezes há dúvidas na diferenciação dos três. Quando isso ocorrer, basta observar o sujeito da oração. Para ser agente da passiva o sujeito precisa ser paciente, ou seja, sofre a ação verbal.
Exemplos:
A estatueta havia sido levada pelos invasores. (agente da passiva)
Sentia-se livre de qualquer responsabilidade. (complemento nominal)
Vamos precisar de sua compreensão. (objeto indireto)

Paulo Cavalcante
Publicado no Recanto das Letras em 13/10/2008
Código do texto: T1226770


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Advérbio

Fonte:Vestibular1.com
Advérbio

Palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio e transmite uma circunstância de:
1. Lugar:
Aqui, ali, aí, perto, longe, cá, lá, além, aquém, etc.
2. Tempo:
Ontem, hoje, amanhã, sempre, nunca, jamais, agora, já, cedo, tarde, etc.
3. Modo:
Depressa, devagar, bem, mal, assim, etc.
4. Intensidade:
Muito, pouco, bastante, assaz, tão, tanto, mais, menos, quase, etc.
5. Afirmação:
Sim, deveras, etc.
6. Negação:
Não, tampouco, etc.
7. Dúvida:
Acaso, talvez, quiçá, porventura, etc.

Advérbios Formados Com o Sufixo -MENTE:
Para formar advérbios com o sufixo -MENTE, lembre-se de que:

a. se o nome é uniforme, basta acrescentar o sufixo:
real - realmente
b. se o nome é biforme, a forma feminina receberá o sufixo:
profundo/profunda - profundamente
c. se o nome termina em -ÊS ou -OR, o sufixo é acrescentado ao masculino:
inglês/inglesa - inglesmente
inferior/inferiora – inferiomente

Advérbios Interrogativos
Indicam circunstância de lugar, tempo, modo e causa (em interrogações diretas ou indiretas):

Onde ele mora?
Não sei quando ele chegará.
Por que ele não veio?
Diga-me como está ele.

Grau do Advérbio
1. comparativo:
a. de superioridade:
José mora mais perto que Pedro.
b. de igualdade:
José mora tão perto quanto Paulo.
c. de inferioridade:
Pedro mora menos perto que José.
1. superlativo absoluto:
a. analítico:
José mora muito perto.
b. sintético:
José mora pertíssimo.
Locução Adverbial
Grupo de palavras com valor de advérbio:
1. de lugar: à direita, à esquerda, ao lado, por fora, por dentro, de perto, de longe, etc.
2. de tempo: de manhã, à tarde, à noite, às vezes, em breve, de vez em quando, etc.
3. de modo: à vontade, à toa, de propósito, em geral, de cor, etc.
4. de afirmação: com certeza, de fato, em verdade, etc.
5. de negação: de forma alguma, de modo algum, em hipótese nenhuma, etc.
6. de dúvida: por certo, quem sabe, etc.
7. de meio ou instrumento: a mão, a máquina, a tinta, a pé, a cavalo, etc.

Verbo

Fonte:Wikipédia
Verbo
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Nota: Se procura pela editora portuguesa de livros, consulte Editorial Verbo.
Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma, sendo a outra o substantivo. É o verbo que determina o tipo do predicado, que pode ser predicado verbal, nominal ou verbo-nominal. O verbo pode designar ação, estado ou fenômeno da natureza.
Classificação
Os verbos admitem vários tipos de classificação, que englobam aspectos tanto semânticos quanto morfológicos. Podem ser divididos da seguinte forma:
Quanto à semântica
• Verbos transitivos: Designam ações voluntárias, causadas por um ou mais indivíduos, e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa, exigindo um ou mais objetos na ação. Podem ser transitivos diretos que não possuem sentido completo,logo ele necessita de um complemento,sendo este complemento chamado de objeto direto.E verbo transitivo indireto-Que também não possue sentido completo e necessita de um objeto indireto,que necessariamente exigem uma preposição antes do objeto. Exemplos: dar,comer, fazer, vender, escrever, amar etc.
• Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. Exemplos: andar, existir, nadar, voar etc.
• Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e, portanto, não têm sujeito nem objeto na oração. Exemplos: chover, anoitecer, nevar, haver (no sentido de existência) etc. Todo verbo impessoal é também intransitivo.
• Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações; apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. Exemplos: ser, estar, parecer, permanecer, continuar, andar, tornar-se, ficar, viver, virar etc.
Quanto à conjugação
• Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar, cortar, relatar, etc.
• Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber, conter, poder etc. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o), com seus compostos, também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste, puseste), decorrente de sua antiga forma latina poer.
• Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir, fugir, iludir, cair, colorir, etc..
Quanto à morfologia
• Verbos regulares: Flexionam sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. Exemplos: amar, vender, partir, etc.
• Verbos irregulares: Sofrem algumas modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. Exemplos: resfolegar, caber, medir ("eu resfolgo", "eu caibo", "eu meço", e não "eu resfolego", "eu cabo", "eu medo").
• Verbos anômalos: Verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence, sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. Exemplos: ir, ser, ter ("eu vou", "ele foi"; "eu sou", "tu és", "ele tinha", "eu tivesse", e não "eu io", "ele iu", "eu sejo", "tu sês", "ele tia", "eu tesse"). O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo.
• Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. Exemplos: reaver, precaver - não existem as formas "reei", "precavenha", etc.
• Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Exemplos: encher - enchido, cheio; fixar - fixado, fixo..
Flexão

Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:
• Número: singular e plural.
• Pessoa: primeira (transmissor), segunda (receptor), terceira (mensagem).
• Modo: indicativo,subjuntivo e imperativo, alem das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).
• Tempo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
• Voz: ativa, passiva (analítica ou sintética), reflexiva.
Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Ele sempre fica na frente da frase.
Ex : Os alunos resoveram todas questões.
Passiva : O sujeito recebe a ação.Ele sempre fica no final da frase.
Ex : Todas questões foram resovidas pelos alunos.
Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a acão.
Ex: Ana se cortou

Modo e tempo verbal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Modos e tempos verbais)
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Modos e tempos verbais são dois tipos de flexão (variação, mudança) que os verbos apresentam, a fim de dar uma maior clareza quanto ao momento e formas da ação, estado ou fenômeno natural.
Na língua portuguesa, o Verbo pode sofrer as flexões de:
• modo e tempo;
• número - singular e plural; e
• pessoa - primeira (eu; nós), segunda (tu, vós) e terceira (ele(a), eles(as) e você(s))
Modos verbais
As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado. Assim:
• uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu, que acontece ou que acontecerá, é característica do Modo Indicativo. Exemplos:
o Ele trabalhou ontem.
o Ela está em casa.
o Nós iremos amanhã.
• uma atitude que revela uma incerteza, uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo). Exemplos:
o Se eu trabalhasse, ...
o Quando eu partir, ...
• uma atitude que expressa uma ordem, um pedido, um conselho, uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. Exemplo:
o Faça isto, agora!
Com relação ao Tempo, podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes:
1. No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala;
2. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala;
3. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.
Entretanto, as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Neste contexto, a Língua Portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos Modos e Tempos:
Modo Indicativo
Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real, certa, positiva.
Presente do Indicativo
Expressa o fato no momento em que se fala.
• O aluno lê um poema.
• Posso afirmar que meus valores mudaram.
• Um aluno dorme.
Pretérito Imperfeito
Expressa o passado inacabado, um processo anterior ao momento em que se fala, mas que durou um tempo no passado, ou ainda, um fato habitual,diário. Por isto, chama-se este tempo verbal de pretérito imperfeito, pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado.
Emprega-se o pretérito imperfeito do Indicativo para assinalar:
• um fato passado contínuo, permanente ou habitual, ou casual.
o Eles vendiam sempre fiado.
o "Uma noite, eu me lembro... ela dormia"
Numa rede encostada molemente (Castro Alves, Adormecida).
o Ela vendia flores
o "Glória usava no peito um broche com um medalhão de duas faces." (Raquel de Queirós, As Três Marias).
• um fato passado, mas de incerta localização no tempo:
o Era uma vez, ...
• um fato presente em relação a outro passado, indicando a simultaneidade de ambos os fatos:
o Eu lia quando ela chegou.
o "Nessa mesma noite, leu-lhe o artigo em que advertia o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder." (poema de Quincas Borba).
Pretérito Perfeito
Indica um fato já ocorrido, concluído. Daí o nome: Pretérito Perfeito; referindo-se a um fato que se situa perfeitamente no passado. Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar:
• um fato já ocorrido ou concluído:
o "Trocaram beijos ao luar tranqüilo." (Augusto Gil, Luar de Janeiro)
o "Andei longe terras,
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras,
Dos vis Aimorés." (Gonçalves Dias, I-Juca-Pirama).
o Posso afirmar que meus valores mudaram.
o "Apanhou o rifle, saiu ao meio da trilha e detonou."(Coelho Neto, Banzo).
• Na forma composta, é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente; através da locução verbal, na qual se usa o particípio.
o Tenho estudado todas as noites.
o "Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo." (Fernando Pessoa, Poema em Linha Reta - caio)
Pretérito Mais-Que-Perfeito
Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado, algo que aconteceu antes de outro fato também passado).
O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas simples e composta, sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda, na fala coloquial.
• Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito simples:
o Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera.
o "Levava comigo um retrato de Maria Cora; alcançara-o dela mesma ... com uma pequena dedicatória cerimoniosa." (Machado de Assis, Relíquias de Casa)
o Morava .. no arraial de São Gonçalo da Ponte, cuja ponte o rio levara, deixando dela somente os pilares de alvenaria." (Gustavo Barroso, O Sertão e o Mundo)
• Exemplos de usos do pretérito mais que perfeito composto:
o Quando eu cheguei, ela já tinha saído.
o Tinha chovido muito naquela noite.
Te dou meu coração, quisera dar o mundo
Futuro do presente composto
Este tempo só existe na forma composta. Assinala um fato posterior ao tempo atual, mas anterior a outro fato futuro.
Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem, eu terei me aposentado".
Futuro do Presente
Emprega-se o futuro do presente para assinalar uma ação que ocorrerá no futuro relativamente ao momento em que se fala.
• Se eleito, lutarei pelos menores carentes.
• "... era Vadinho, herói indiscutível, jamais outro virá tão íntimo das estrelas, dos dados e das prostitutas, ... " (Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos)
• "A qual escolherei, se, neste estado,
Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto, Jôninha e Nice).
Exemplos de futuro composto:
• Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve.
Futuro do Pretérito / Condicional
Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar:
• Um fato futuro em relação a outro no passado
o "Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria. (Álvares Azevedo, Se Eu Morresse Amanhã).
o "Ia levar homens para o quarto. Como era boa de cama, pagar-lhe-iam muito bem." (Clarice Lispector, A Via-Crúcis do Corpo)
• Uma ironia ou um pedido de cortesia:
o Daria para fazer silêncio!
o Poderia fazer o favor de sair!?
Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo)
Revela um fato duvidoso, incerto.
Presente
Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar:
• um fato presente, mas duvidoso ou incerto.
o Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos.
o Talvez ele saiba sobre o que está falando.
• um facto futuro, mas duvidoso ou incerto
o Talvez eles venham amanhã.
• um desejo ou uma vontade
o Espero que eles façam o serviço correctamente.
o Se choro... bebe o meu pranto a areia ardente;
talvez... p'ra que meu pranto, ó Deus clemente!
Não descubras no chão... (Castro Alves, Vozes d'África)
o Espero que tragam-me o dinheiro
Pretérito Imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para assinalar:
• uma hipótese ou uma condição numa ação passada, mas posterior e dependente de outra ação passada.
o "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila ..." (Coelho Neto, Sertão)
o "Como fizesse bom tempo, as senhoras combinaram em tomar o café na chácara." (Aluísio Azevedo, Casa de Pensão)
o "Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje vencido, como se estivesse para morrer." (Fernando Pessoa, Tabacaria - Álvaro de Campos)
• uma condição contrafactual, ou seja, que não se verifica na realidade, que teria uma certa consequência; pode se referir ao passado, ao presente ou ao futuro.
o Se ele estivesse aqui ontem, poderia ter ajudado.
o Se ele estivesse aqui agora, poderia ajudar.
o Se ele viesse amanhã, poderia ajudar.
Futuro
Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro, uma ação vindoura, mas condicional a outra ação também futura.
• Quando eu voltar, saberei o que fazer.
• Quando os sinos badalarem nove horas, voltarei para casa.
Também pode indicar uma condição incerta, presente ou futura.
• Se ele estiver lá amanhã, certamente ela também estará.
Futuro Composto
Emprega-se para exprimir uma possibilidade incerta, num tempo passado, ou num tempo passado em relação a um tempo futuro.
• Se ela tiver chegado a tempo ontem, terá sido ótimo
• Ao final das provas, se ele tiver sido aprovado, pararão de falar mal dele.
Pretérito Perfeito
Emprega o passado com relação a um futuro certo.
• Caso eu tenha sido escolhido, ficarei muito feliz.
Pretérito Mais-que-Perfeito
formado pelo imperfeito do indicativo do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal: ex.: tinha(ou havia) cantado, vendido, partido
caso tenhas desencadeado foste á casa das cousas.
Imperativo
Exprime uma atitude de solicitação, mando. É formado por afirmativo e negativo.
Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu), pois não podemos mandar em nós mesmos. Uma atitude que expressa uma ordem, um pedido, um conselho, uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. Exemplo: Faça isto, agora! Com relação ao Tempo, podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes:
• No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala;
• No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala;
• No futuro: significa que o facto ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.
Entretanto, as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Neste contexto, a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo
Exemplo

o Parcele sua compra!
o Faça sua tarefa!
o Lave a louça!
o Escove os dentes!
o Compre aqui e ganhe um brinde!
Gerúndio
Uma ação que está acontecendo. No português, é terminado por "ando", "endo" e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados, terminado em "ondo"). Exemplos: "Eu estou falando contigo"; "Nós estamos correndo em círculos!"; "Eles estão indo para a escola."; "Estou pondo novas informações neste artigo".

Formas nominais do verbo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
São três as formas nominais do verbo, que não apresentam flexão de tempo e modo, perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos. Por serem tomadas como nomes (substantivos, adjetivos e advérbios), recebem o nome de formas nominais.
As três formas são:
• Infinitivo: indica a ação propriamente dita, sem situá-la no tempo, desempenhando função semelhante a substantivo.
É preciso aumentar o número de verbetes.
O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa, constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal.
É melhor estudarmos agora. (infinitivo pessoal, com sujeito nós implícito).
Viver aqui é muito bom. (infinitivo impessoal)
• Particípio: indica uma ação já acabada, finalizada, adquirindo uma função parecida com a de um adjetivo ou advérbio.
Finalizado o wikiconcurso, os ganhadores serão notificados.
O particípio é reconhecido pelas terminações ado,ido. Exemplo:acabado,finalizado,vivido. Contradições: feito(fazido-errado),escrito (escrevido-errado), coberto(cobrido-errado).
• Gerúndio: indica uma ação em andamento, um processo verbal ainda não finalizado. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho, quando adquire uma função de advérbio.
Estou finalizando os exemplos deste verbete. (tempo composto)
Fazendo teu trabalho antecipadamente, não terás preocupações. (gerúndio sozinho com função de advérbio).
O gerúndio é reconhecido pela terminação ndo. Exemplo: andando, comendo, rindo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Emprego da Crase

FONTE:SHVOONG
LÍNGUA PORTUGUESA
EMPREGO DA CRASE
CONCEITO:
Fusão ou contração de dois "a" (a+a) num só (à, marcado
pelo acento grave), sendo um deles preposição e o outro
artigo feminino ou pronome demonstrativo.
CASOS DE EMPREGO DA CRASE
_ Emprega-se a crase quando houver uma palavra de sentido incompleto que venha seguida da preposição "a",
mais o artigo feminino "a" no singular ou plural, antes de substantivo feminino determinado.
Exemplos:
Pedro dirigiu-se a (preposição) + a (artigo) praça.
Pedro dirigiu-se à praça.
Ana dedica-se a+a igreja todo o tempo.
Ana dedica-se à igreja todo o tempo.
Meu tio era fiel a+a disciplina militar.
Meu tio era fiel à disciplina militar.
Todos estamos sujeitos a+as leis de Deus.
Todos estamos sujeitos às leis de Deus.
O rei ficava indiferente a+as súplicas do povo.
O rei ficava indiferente às súplicas do povo.
Você deve obedecer a+as normas do colégio.
Você deve obedecer às normas do colégio.
_ Em função de só poder haver crase quando da contração da preposição "a" com o artigo feminino "a",
conseqüentemente não haverá crase antes de nomes masculinos, verbos, pronomes indefinidos.
Exemplos:
Os camponeses iam a pé para o trabalho, mas o capataz ia a cavalo.
O baile será promovido a partir das 20 horas.
Tenho muito a receber de indenização.
Com essa blusa não irei a nenhuma festa.
Ela lançava olhares maliciosos a certo rapaz no restaurante.
_ Também não acontecerá a crase antes de nomes próprios de cidade e da palavra "casa", a não ser que venham
determinados.
Exemplos:
2
Amanhã regressarei a Brasília.
Amanhã regressarei à Brasília de meus sonhos.
Cansado, chegou tarde a casa. (Não há artigo definido antes da palavra casa quando se refere a sua própria casa:
"Fiquei em casa", "Venho de casa".)
Cansado, chegou tarde à casa de seus pais.
_ Igualmente, não haverá crase antes dos vocábulos "cuja", "quem", "ela", "esta", "essa", "mim", "você", "vossa
senhoria", "vossa excelência", etc.
Exemplos:
Este é o policial a quem devo minha vida.
Hoje foi empossada a nova diretoria a cuja determinação devemos de agora em diante obedecer.
Dei a ela uma bela flor e ela ofereceu a mim um lindo sorriso.
Darei a esta criança abandonada todo meu carinho.
Falarei a você todos os detalhes do filme.
_ Entretanto, existem alguns pronomes demonstrativos e de tratamento (como os pronomes referentes às mulheres)
que aceitam a anteposição do artigo feminino, favorecendo, assim, o surgimento do fenômeno da crase.
Exemplos:
Contarei tudo à senhora (à senhorita, à madame, à dona, à dama, etc.)
Darei todos esses livros à mesma pessoa.
Só devolverei o dinheiro à própria dona.
Observação: Quando somente acontecer um simples "a" antes de um substantivo feminino plural, não ocorrerá a
crase logicamente por falta do artigo.
Exemplos:
Esta lei se destina a casadas e solteiras.
Neste Congresso, falarei apenas a mulheres.
Note-se, no entanto, uma pequena alteração semântica na frase, se houver a presença do artigo feminino,
passando-se de um sentido mais genérico (como no caso dos exemplos acima), para um sentido mais restrito.
Exemplo: Neste Congresso sobre sexualidade, falarei em especial às mulheres. (Aqui, pressupõe-se um grupo, uma
platéia, onde as mulheres configuram uma parte desse grupo.)
_ Nas locuções adverbiais (expressões que indicam circunstâncias de tempo, lugar, modo, etc.), recomenda-se o
emprego do acento grave nas
formadas de "a" mais palavra feminina no singular.
Exemplos:
Rita disse que chegaria à noite. (tempo)
Paulinho só comia à força. (modo)
3
A canoa estava à margem do rio. (lugar)
Miguel adora viver à toa.
(Como locução adverbial de modo, significando "a esmo, ao acaso, sem fazer nada, em vão" referindo-se ao verbo,
à toa não leva hífen: "Passou a vida à toa"; "Anda à toa pelas ruas"; no entanto, quando aparece como adjetivo junto
a um substantivo, significando "inútil, desprezível, desocupado, insignificante", à-toa deve ser escrito com hífen: "Erauma mulher à-toa"; "Não passava de um sujeitinho à-toa".)
Eles travaram um duelo à espada. (instrumento)
Prefiro escrever cartas à caneta do que à máquina. (instrumentos)
Pedro foi ferido à bala. (instrumento)
Outras locuções adverbiais muito empregadas: à beça, à deriva, à frente, à luz (dar à luz), À MÃO, à parte, à revelia,
à tarde, à última hora, à unha, à vontade, às avessas, às claras, às ordens.
Incluem-se nessas expressões as indicações de horas especificadas.
Exemplos: à meia-noite, às duas horas, à uma hora, às três e vinte, etc.
Observação: Não confundir com as indicações não especificadas como: "Isso acontece a qualquer hora"; "Estarei lá
daqui a uma hora".
_ Será facultativo o emprego da crase quando também for livre o uso do artigo. Isto acontecerá antes de nomes
próprios de pessoas e antes de pronomes possessivos.
Exemplos:
Ofereci um presente a (à) Bruna.
Entregue essa documentação a (à) minha assessora que depois devolverá a (à) sua secretária.
Observação: Note-se que, quando se deseja mostrar mais intimidade com a pessoa de quem se fala, o emprego do
artigo feminino junto à preposi- ção é mais aconselhável. Todavia, se o tratamento é puramente formal, ou se a
pessoa se tratar de personalidade pública, recomenda-se somente o emprego da preposição, não acontecendo,
dessa forma, o fenômeno da crase.
Exemplos:
Contarei tudo à Raquel, minha melhor amiga.
Dedico esta homenagem a Rachel de Queiroz.
_

Vícios de Linguagem.

Fonte: Wikipédia.
Ambiguidade
Ambiguidade é a possibilidade de uma mensagem ter dois sentidos. Ela geralmente é provocada pela má organização das palavras na frase. A ambiguidade é um caso especial de polissemia, a possibilidade de uma palavra apresentar vários sentidos em um contexto.
Ex:
• "Onde está a cachorra da sua mãe?" (Que cachorra? A mãe ou a cadela criada pela mãe?)
• "Este líder dirigiu bem sua nação"("Sua"? Nação da 2ª ou 3ª pessoa (o líder)?).
Obs 1: O pronome possessivo "seu(ua)(s)" Gera muita confusão por ser geralmente associado ao receptor da mensagem. Obs 2: A preposição "como" também gera confusão com o verbo "comer" na 1ª pessoa do singular.
A ambiguidade normalmente é indesejável na comunicação unidirecional, em particular na escrita, pois nem sempre é possível contactar o emissor da mensagem para questioná-lo sobre sua intenção comunicativa original e assim obter a interpretação correta da mensagem.hfd
[editar] Barbarismo
Barbarismo, peregrinismo, idiotismo ou estrangeirismo (para os latinos qualquer estrangeiro era bárbaro) é o uso de palavra, expressão ou construção estrangeira no lugar de equivalente vernácula.
De acordo com a língua de origem, os estrangeirismos recebem diferentes nomes:
• galicismo ou francesismo, quando provenientes do francês (de Gália, antigo nome da França);
• anglicismo, quando do inglês;
• castelhanismo, quando vindos do espanhol;
• etc.
Ex:
• Mais penso, mais fico inteligente (galicismo; o mais adequado seria "quanto mais penso, (tanto) mais fico inteligente");
• Comeu um roast-beef (anglicismo; o mais adequado seria "comeu um rosbife");
• Havia links para sua página (anglicismo; o mais adequado seria "Havia ligações (ou vínculos) para sua página".
• Eles têm serviço de delivery. (anglicismo; o mais adequado seria "Eles têm serviço de entrega").
• Premiê apresenta prioridades da Presidência lusa da UE (galicismo, o mais adequado seria Primeiro-ministro)
• Nesta receita gastronômica usaremos Blueberries e Grapefruits. (anglicismo, o mais adequado seria Mirtilo e Toranja)
• Convocamos para a Reunião do Conselho de DA's (plural da sigla de Diretório Acadêmico). (anglicismo, e mesmo nesta língua não se usa apóstrofo 's' para pluralizar; o mais adequado seria DD.AA. ou DAs.)
Há quem considere barbarismo também divergências de pronúncia, grafia, morfologia, etc., tais como "adevogado" ou "eu sabo", pois seriam atitudes típicas de estrangeiros, por eles dificilmente atingirem alta fluência no dialeto padrão da língua.
Em nível pragmático, o barbarismo normalmente é indesejável porque os receptores da mensagem frequentemente conhecem o termo em questão na língua nativa de sua comunidade linguística mas nem sempre conhecem o termo correspondente na língua ou dialeto estrangeiro à comunidade com a qual ele está familiarizado. Em nível político, um barbarismo também pode ser interpretado como uma ofensa cultural por alguns receptores que se encontram ideologicamente inclinados a repudiar certos tipos de influência sobre suas culturas. Pode-se assim concluir que o conceito de barbarismo é relativo ao receptor da mensagem.
Em alguns contextos, até mesmo uma palavra da própria língua do receptor poderia ser considerada como um barbarismo. Tal é o caso de um cultismo (ex: "abdômen") quando presente em uma mensagem a um receptor que não o entende (por exemplo, um indivíduo não escolarizado, que poderia compreender melhor os sinônimos "barriga", "pança" ou "bucho").
[editar] Cacofonia
A cacofonia é um som desagradável ou obsceno formado pela união das sílabas de palavras contíguas. Por isso temos que cuidar quando falamos sobre algo para não ofendermos a pessoa que ouve. São exemplos desse fato:
• "Ele beijou a boca dela."
• "Bata com um mamão para mim, por favor."
• "Ela se disputa para ele."
• "Deixe ir-me já, pois estou atrasado."
• "Eu amo ela demais !!!"
• "Não tem nada de errado a cerca dela"
• "Vou-me já que está pingando."
• "Instrumento para socar alho."
• "Eu vi ela."
Como cacofonias são muitas vezes cômicas, elas são algumas vezes usadas de propósito em certas piadas, trocadilhos e "pegadinhas".
[editar] Plebeísmo
O plebeísmo normalmente utiliza palavras de baixo calão, gírias e termos considerados informais. Exemplos:
• "Ele era um tremendo mané!"
• "Tô ferrado!"
• "Tá ligado nas quebradas, meu chapa?"
• "Esse bagulho é 'radicaaaal'!!! Tá ligado mano?"
Por questões de etiqueta, convém evitar o uso de plebeísmos em contextos sociais que requeiram maior formalismo no tratamento comunicativo.
[editar] Prolixidade
É a exposição fastidiosa e inútil de palavras ou argumentos e à sua superabundância. É o excesso de palavras para exprimir poucas idéias. Ao texto prolixo falta objetividade, o qual quase sempre compromete a clareza e cansa o leitor.
A prevenção à prolixidade requer que se tenha atenção à concisão e precisão da mensagem. Concisão é a qualidade de dizer o máximo possível com o mínimo de palavras. Precisão é a qualidade de utilizar a palavra certa para dizer exatamente o que se quer.
[editar] Pleonasmo vicioso
O pleonasmo é uma figura de linguagem. Quando consiste numa redundância inútil e desnecessária de significado em uma sentença, é considerado um vício de linguagem. A esse tipo de pleonasmo chamamos pleonasmo vicioso.
Ex:
• "Ele vai ser o protagonista principal da peça".
• "Meninos, entrem já para dentro!"
• "Estou subindo para cima."
• "Não deixe de comparecer pessoalmente."
• "As palavras são de baixo calão".
O pleonasmo nem sempre é um vício de linguagem, mesmo para os exemplos supra citados, a depender do contexto. Em certos contextos, ele é um recurso que pode ser útil para se fornecer ênfase a determinado aspecto da mensagem.
Especialmente em contextos literários, musicais e retóricos, um pleonasmo bem colocado pode causar uma reação notável nos receptores (como a geração de uma frase de efeito ou mesmo o humor proposital). A maestria no uso do pleonasmo para que ele atinja o efeito desejado no receptor depende fortemente do desenvolvimento da capacidade de interpretação textual do emissor. Na dúvida, é melhor que seja evitado para não se incorrer acidentalmente em um uso vicioso.
[editar] Solecismo
Solecismo é uma inadequação na estrutura sintática da frase com relação à gramática normativa do idioma. Há três tipos de solecismo:
De concordância:
• "Fazem três anos que não vou ao médico." (Faz três anos que não vou ao médico.)
• "Aluga-se salas nesse edifício." (Alugam-se salas nesse edifício.)
De regência:
• "Ontem eu assisti um filme de época." (Ontem eu assisti a um filme de época.)
De colocação:
• "Me empresta um lápis, por favor." (Empresta-me um lápis, por favor.)
• "Me parece que ela ficou contente." (Parece-me que ela ficou contente.)
• "Eu não respondi-lhe nada do que perguntou." (Eu não lhe respondi nada do que perguntou.)
[editar] Eco
O Eco (ou rima) ocorre quando há na frase terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância.
• "Falar em desenvolvimento é pensar em alimento, saúde e educação."
• "O aluno repetente mente alegremente."
• O presidente tinha dor de dente constantemente.
[editar] Colisão
O uso de uma mesma vogal ou consoante em várias palavras é denominado aliteração. Aliterações são preciosos recursos estilísticos quando usados com a intenção de se atingir efeito literário ou para atrair a atenção do receptor. Entretanto, quando seus usos não são intencionais ou quando causam um efeito estilístico ruim ao receptor da mensagem, a aliteração torna-se um vício de linguagem e recebe nesse contexto o nome de colisão. Exemplos:
• "Eram comunidades camponesas com cultivos coletivos."
• "O papa Paulo VI pediu a paz."
Uma colisão pode ser remediada com a reestruturação sintática da frase que a contém ou com a substituição de alguns termos ou expressões por outras similares ou sinônimas.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADcio_de_linguagem"
Categoria: Linguística
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Ortoépia e Prosódia.

Fonte: Portal São Francisco.
Ortoépia e Prosódia

Ortoépia
Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos.

A ortoépia está relacionada com: a perfeita emissão das vogais, a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos.

Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia. Alguns exemplos:

a- pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre:

pronúncia correta, timbre fechado (ê, ô):

omelete
alcova
crosta...
pronúncia errada, timbre aberto (é, ó):

omelete
alcova
crosta...
b- omitir fonemas:

cantar/ canta
trabalhar/trabalha
amor/amo
abóbora/abóbra,prostrar/ prostar, reivindicar/revindicar...
c- acréscimo de fonemas:

pneu/peneu
freada/ freiada
bandeja/ bandeija...
d- substituição de fonemas:

cutia/cotia
cabeçalho/ cabeçário
bueiro/ boeiro
e- troca de posição de um ou mais fonemas:

caderneta/ cardeneta
bicarbonato/ bicabornato
muçulmano/ mulçumano
f- nasalização de vogais

sobrancelha/ sombrancelha
mendigo/ mendingo
bugiganga/ bungiganga ou buginganga
g- pronunciar a crase:

A aula iria acabar às cinco horas./ A aula iria acabar àas cinco horas
h- ligar as palavras na frase de forma incorreta:

correta:

A aula/ iria acabar/ às cinco horas.
exemplo de ligação incorreta:

A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.
PROSÓDIA
A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta.

Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que freqüentemente geram dúvidas quanto à prosódia:

1) oxítonas:
cateter
Cister
condor
hangar
mister
negus
Nobel
novel
recém
refém
ruim
sutil
ureter
2) paroxítonas:
avaro
avito
barbárie
caracteres
cartomancia
ciclope
erudito
ibero
gratuito
ônix
poliglota
pudico
rubrica
tulipa
3) proparoxítonas:
aeródromo
alcoólatra
álibi
âmago
antídoto
elétrodo
lêvedo
protótipo
quadrúmano
vermífugo
zéfiro
Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto, oscilante, mesmo na língua culta.

Exemplos

acrobata e acróbata
crisântemo e crisantemo
Oceânia e Oceania
réptil e reptil
xerox e xérox
e outras
Outras assumem significados diferentes, de acordo a acentuação:

Exemplos

valido/ válido
Vivido /Vívido
Fonte: www.portugues.com.br

ORTOÉPIA E PROSÓDIA
Ortoepia (ou ortoépia) e prosódia são partes da gramática que, relacionadas à fonética e à fonologia, registram a pronúncia correta de determinadas palavras.

A ortoepia (ou ortoépia) trata da correta enunciação da palavra. Assim, manda que se observe bem a pronúncia das consoantes, e não diga escrevê, mas escrever; nem pissicologia, mas psicologia, com p brando. Manda também que se observe bem a pronúncia das vogais, e não se troque seu timbre; assim, devemos pronunciar sempre: socórrus, e não socôrrus; chofér e não chofêr, etc. Manda finalmente que os ditongos sejam emitidos de modo claro e correto: eu rôubu, e não róbu; eu me intêiru, e não intéru; Rorãima, e não Roáima etc.

A prosódia trata da correta acentuação tônica as palavras. Ao erro prosódico se dá o nome de silabada.

Exemplos:

Filantropo e não filântropo
gratúito e não gratuíto
recórde e não récorde
etc
A entonação também é objeto de estudo da prosódia.

Plurais metafônicos
Nossa língua possui inúmeras palavras que mudam o timbre da vogal tônica, ao serem pluralizadas, fenômeno conhecido pelo nome de metafonia.

Exemplos

ôlho / ólhos
pôsto / póstos
Estes são os principais plurais metafônicos:

aposto / apostos
caroço / caroços
choco / chocos
corcovo / corcovos
corno / cornos
coro / coros
despojo / despojos
destroço / destroços
esforço / esforços
fogo / fogos
forno / fornos
fosso / fossos
grosso / grossos
imposto / impostos
jogo / jogos
miolo / miolos
morto / mortos
novo / novos
olho / olhos
osso / ossos
ovo / ovos
poço / poços
porco / porcos
posto / postos
povo / povos
rebordo / rebordos
reforço / reforços
rogo / rogos
socorro / socorros
tijolo / tijolos
torto / tortos
troco / trocos
troço / troços
Todos as palavras terminadas em – oso e em – posto sofrem metafonia no plural:

amistoso / amistosos
bondoso / bondosos
corajoso / corajosos
teimoso / teimosos
disposto / dispostos
preposto / prepostos
etc

BIBLIOGRAFIA
1. MAIA.João Domingues, Português ,Novo Ensino Médio, vol. Único,Editora Ática, SP,3a edição, 2000.
2. CADORE. Luís Agostinho, Curso Prático De Português,, volume único, Editora Ática, SP, 3a ed., 1995.
3. PLATÃO ET FIORIN, Lições de textos: leitura e redação, Editora Ática, São Paulo, 3a edição, 1998.
4. INFANTE. Ulisses, Curso de Gramática Aplicada aos textos, 2ª edição, São Paulo, Scipione, 1995.
5. MESQUITA. Roberto Melo, Gramática da Língua Portuguesa, 3ª edição, São Paulo, Saraiva, 1995.

Fonte: recantodasletras.uol.com.br

ORTOÉPIA E PROSÓDIA
A ortoépia trata da pronúncia correta das palavras. Quando as palavras são pronunciadas incorretamente, comete-se cacoépia.

É comum encontrarmos erros de ortoépia na linguagem popular, mais descuidada e com tendência natural para a simplificação.

Podemos citar como erros de ortoépia:

“guspe” em vez de cuspe.
“adevogado” em vez de advogado.
“estrupo” em vez de estupro.
“cardeneta” em vez de caderneta.
“peneu” em vez de pneu.
“abóbra” em vez de abóbora.
“prostrar” em vez de prostar.
A prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras.

Cometer erro de prosódia é transformar uma palavra paroxítona em oxítona, ou uma proparoxítona em paroxítona etc.

“rúbrica” em vez de rubrica.
“sútil” em vez de sutil.
“côndor” em vez de condor.
Fonte: redacaoescola.blogspot.com

ORTOÉPIA E PROSÓDIA
Ortoepia trata da correta pronúncia das palavras.

Exemplo

"advogado", e não "adevogado" (o d é mudo).
Prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras.

Exemplo

"rubrica" (palavra paroxítona), e não "rúbrica" (palavra proparoxítona).
Dessa forma, segue abaixo uma lista das principais palavras que normalmenteapresentam dúvidas quanto à sua pronúncia e tonicidade corretas.

ACRÓBATA / ACROBATA
Esta palavra, COMO MUITAS OUTRAS DE NOSSAlÍNGUA, admite as duas pronúncias: acróbata, com ênfase na sílaba "cró", ou acrobata,com força na sílaba "ba". Também é indiferente dizer Oceânia ou Oceania, transístor outransistor (com força na sílaba "tor", com o "ô" fechado).ALGOZ: (carrasco): palavra oxítona, cuja pronúncia do "o" deve ser fechada (algôz, =arroz).

AUTÓPSIA / NECROPSIA
Apesar de autópsia ter como vogal tônica o "ó", a formanecropsia, que possui o mesmo significado, deve ser pronunciada com ênfase no "i"

AZÁLEA / AZALÉIA
Segundo os melhores dicionários, estas duas formas sãoaceitáveis

AVARO (indivíduo muito apegado ao dinheiro)
Deve ser pronunciada comoparoxítona (acento tônico na sílaba va), e por terminar em "o", não deve ser acentuada.BOÊMIA: de origem francesa, relativa à cidade de Boéme, esta palavra tem sua sílabaforte no "ê", e não no "mi"

CARÁTER
Paroxítona que apresenta o plural caracteres, tendo o acréscimo da letra"c", e o deslocamento do acento tônico da sílaba "ra" para a sílaba "te", sem o empregode acento gráfico.

CATETER, MISTER e URETER
Todas possuindo sua acentuação tônica na últimasílaba (tér), sendo assim oxítonas.

CHICLETE / CHOPE / CLIPE / DROPE
Quando se referindo a uma só unidade decada um destes produtos, deve-se falar "um chiclete, um chope, um clipe, um drope", enão "um chicletes, um chopes, um clipes, um dropes". Existe, ainda, a variante "chiclé"(um chiclé, dois chiclés).

CUPIDO e CÚPIDO
A primeira forma (paroxítona e sem acento) significa o deus aladodo amor; a segunda (proparoxítona) tem o sentido de ávido de dinheiro, ambicioso,também pode ser usada como possuído de desejos amorosos.

EXTINGUIR
A sílaba "guir" desta palavra deve ser pronunciada como nas palavras"perseguir", "seguir", "conseguir". Isso também vale para "distinguir".

FLUIDO
Pronuncia-se como a forma verbal "cuido", verbo cuidar (com força no u).Assim também GRATUITO, CIRCUITO, INTUITO, fortuito. No entanto, o particípiodo verbo fluir é "fluído", acontecendo aqui um hiato, onde a vogal tônica agora passa aser o "í"

IBERO
Pronuncia-se como paroxítona (ênfase na sílaba BE, IBÉRO)

INEXORÁVEL: (= austero, rígido, inabalável...):
Esse "x" lê-se como os de exemplo,exame, exato, exercício, isto é, com o som de "z".

LÁTEX
Tendo seu acento tônico na penúltima sílaba e terminando com a letra x, é umapalavra paroxítona, e como tal deve ser pronunciada e acentuada.

MAQUINARIA
O acento tônico deve recair na sílaba "ri", e não sobre a sílaba "na"

NÉON
Muitos dicionários apresentam esta palavra como paroxítona, sendo acentuadapor terminar em "n"; no entanto, o dicionário Michaelis Melhoramentos, recentementeeditado, traz as duas grafias: néon (paroxítona) e neon (oxítona).

NOVEL e NOBEL
Palavras oxítonas que não devem ser acentuadas.

OBESO
Palavra paroxítona que deve ser pronunciada com o "e" aberto (obéso).Também são abertos o "e" de outras paroxítonas como "coeso" (coéso), "obsoleto"(obsoléto), o "o" de "dolo" (dólo), o "e" de "extra" (éxtra) e o "e" de "blefe" (bléfe).Apresentam-se, porém, fechados o "e" de "nesga" (nêsga), o de "destro" (dêstro), e o "o""torpe" (tôrpe).

OPTAR
Ao se conjugar este verbo na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo,deve-se pronunciar "ópto", e não "opito". Assim também em relação às formas verbais"capto, adapto, rapto" - todas com força na sílaba que vem antes do "p".

PROJÉTIL / PROJETIL
Ambas as formas têm o mesmo significado, apesar de aprimeira ser paroxítona e a segunda oxítona. Plurais: PROJÉTEIS / PROJETIS.PUDICO: (aquele que tem pudor, envergonhado): palavra paroxítona (ênfase na sílaba"di").

RECORDE
Deve ser pronunciada como paroxítona (recórde).

RÉPTIL / REPTIL
Mesmo caso da palavra PROJÉTIL. Plurais. RÉPTEIS / REPTIS.RUBRICA: palavra paroxítona, e não proparoxítona como se costuma pensar (ênfase nasílaba "bri").

RUIM
Palavra oxítona (ruím)

RUPIA / RÚPIA
A primeira forma se refere à moeda utilizada na Indonésia (força no"i") e a segunda é relativa a uma planta aquática (com ênfase no "ú").

SUBSÍDIOS
A pronúncia correta é com som de "ss", e não "z" (subssídios).

SUTIL e SÚTI
A primeira forma, sendo oxítona, significa "tênue, delicado, hábil"; asegunda, paroxítona, significa "tudo aquilo que é composto de pedaços costurados".

TÓXICO
Pronuncia-se com o som de "cs" = tócsico.NotaExiste alguma discordância quanto ao som do "x" de "hexa-". O Dicionário Aurélio -Século XXI, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - da Academia Brasileirade Letras, e o dicionário de Caldas Aulete dizem que esse "x" deve ter o som de "cs", edeve ser pronunciado como o "x" de "fixo", "táxi", "tóxico", etc. Já o "Houaiss" diz queesse "x" corresponde a "z", portanto deve ser lido como o "x" de "exame", "exercício","êxodo", etc.. Na língua falada do Brasil, nota-se interessante ambigüidade: o "x" de"hexágono" normalmente é lido como "z", mas o de "hexacampeão" costuma ser lidocomo "cs".

Por: Eduardo Fernandes Paes

Fonte: vilayara.ca.g12.br