FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Autor: José Emmanuel Barbosa Ferraz
Data: 06-06-2005
Categoria: Concursos Públicos
Assunto: PORTUGUÊS PARA CONCURSOS
E-mail: emmanuel_ferraz@hotmail.com
INTRODUÇÃO
Neste tutorial iremos verificar a estrutura e a formação das palavras.
Primeiramente será estudada a estrutura da palavra, ou seja, como ela é formada. Em seguida o processo de formação das palavras.
ESTRUTURA DAS PALAVRAS
A palavra é subdivida em partes menores, chamadas de elementos mórficos.
Exemplo: gatinho – gat + inho
Infelizmente – in + feliz + mente
ELEMENTOS MÓRFICOS
Os elementos mórficos são:
Radical;
Vogal temática;
Tema;
Desinência;
Afixo;
Vogais e consoantes de ligação.
RADICAL
O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos.
Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha.
VOGAL TEMÁTICA
Tem como função preparar o radical para ser acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence.
Exemplo: cantar, vender, partir.
OBSERVAÇÃO:
Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática.
Exemplo: parto (radical + desinência)
TEMA
É o radical com a presença da vogal temática.
Exemplo: choro, canta.
DESINÊNCIAS
São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em:
DESINÊNCIAS NOMINAIS;
DESINÊNCIAS VERBAIS.
DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o; as desinências de número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria.
Exemplo: gat o
Radical desinência nominal de gênero
Gat o s
Radical d.n.g d.n.n
d.n.g » desinência nominal de gênero
d.n.n » desinência nominal de número
DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos verbos.
Exemplo: cant á va mos
Radical v.t d.m.t d.n.p
v.t » vogal temática
d.m.t » desinência modo-temporal
d.n.p » desinência número-pessoal
AFIXOS
São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras. Os afixos podem ser:
PREFIXOS – quando colocado antes do radical;
SUFIXOS – quando colocado depois do radical
Exemplo:
Pedrada.
Inviável.
Infelizmente
VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO
São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja, para facilitar a pronúncia de certas palavras.
Exemplo: silvícola, paulada, cafeicultura.
PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Inicialmente observemos alguns conceitos sobre palavras primitivas e derivadas e palavras simples e compostas:
PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras.
Exemplo: pedra, casa, paz, etc.
PALAVRASDERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já existentes.
Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro (derivada de ferro).
PALAVRASSIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical.
Exemplo: cidade, casa, pedra.
PALAVRASCOMPOSTAS - são palavras que apresentam dois ou mais radicais.
Exemplo: pé-de-moleque, pernilongo, guarda-chuva.
Na língua portuguesa existem dois processos de formação de novas palavras: derivação e composição.
DERIVAÇÃO
É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes maneiras:
Prefixal;
Sufixal;
Parassintética;
Regressiva;
Imprópria.
PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical.
Exemplo: desfazer, inútil.
Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados:
PREFIXO LATINO PREFIXO GREGO SIGNIFICADO EXEMPLOS
PREF. LATINO PREF. GREGO
Ab-, abs- Apo- Afastamento Abs ter Apo geu
Ambi- Anfi- Duplicidade Ambí guo Anfí bio
Bi- di- Dois Bí pede Dí grafo
Ex- Ex- Para fora Ex ternar Êx odo
Supra Epi- Acima de Supra citar Epi táfio
SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical.
Exemplo: carrinho, livraria.
Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos:
SUFIXO LATINO EXEMPLO SUFIXO GREGO EXEMPLO
-ada Paulada -ia Geologia
-eria Selvageria -ismo Catolicismo
-ável Amável -ose Micose
PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical.
Exemplo: anoitecer, pernoitar.
OBSERVAÇÃO :
Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo, mas não são formadas por parassíntese. Para que ocorra a parassíntese é necessários que o prefixo e o sufixo juntem-se ao radical ao mesmo tempo. Para verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada por derivação parassintética. Caso a palavra continue a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo ou do sufixo, ela terá sido formada por derivação prefixal e sufixal.
REGRESSIVA - processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos.
Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar)
O debate foi longo. (do verbo debater)
IMPRÓPRIA - processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere.
Exemplo: O jantar estava ótimo
COMPOSIÇÃO
É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas formas:
JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO.
JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como eram antes da composição.
Exemplo: girassol (gira + sol), pé-de-moleque (pé + de + moleque)
AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.
Exemplo: planalto (plano + alto)
Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, abreviação e onomatopéia.
ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO
É a forma reduzida apresentada por algumas palavras:
Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta).
HIBRIDISMO
É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes.
Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego).
ONOMATOPÉIA
Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza.
Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!.
Finda-se mais um tutorial onde pudemos observar o seguinte:
A estrutura das palavras contém o radical (elemento estrutural básico), afixos (elementos que se juntam ao radical para formação de novas palavras – PREFIXO e SUFIXO), as desinências (nominais – indicam gênero e número e verbais – indicam pessoa, modo, tempo e número dos verbos), a vogal temática (que indicam a conjugação do verbo – a, e, i) e o tema que é a junção do radical com a vogal temática.
Já no processo de formação das palavras temos a derivação, subdividida em prefixal, sufixal, parassíntese, regressiva e imprópria e a composição que se subdivide em justaposição e aglutinação. Além desses dois processos temos o hibridismo, a onomatopéia e a abreviação como processos secundários na formação das palavras.
PREFIXOS E SUFIXOS GREGOS E LATINOS
www.itaponet.com/math/pdfs/prefsuf.pdf
Prefixos
Latinos Sentido Exemplos
AB-, ABS- Afastamento; separação abuso, abster-se, abdicar
AD-, A- Aproximação; tendência; direção adjacente, adjunto, admirar, agregar
AMBI- Duplicidade Ambivalência, ambidestro
ANTE- posição anterior Antebraço, anteontem, antepor
BENE-,
BEN-, BEM- Bem; muito bom Benevolência, benfeitor, bem-vindo, bem-estar
BIS-, BI duas vezes bisavô, biconvexo, bienal, bípede, biscoito
CIRCUM-,
CIRCUN- ao redor; movimento em torno Circunferência, circum-adjacente
CONTRA- Oposição; ação contrária contra-ataque, contradizer
COM-,
CON-, CO- Companhia; combinação Compartilhar, consoante, contemporâneo, co-autor
DE-, DES-,
DISmovimento
para baixo;
afastamento; ação contrária;
negação
decair, desacordo, desfazer, discordar, dissociar,
decrescer
EX-, ES-, E- movimento para fora; mudança
de estado; separação
exonerar, exportar, exumar, espreguiçar, emigrar,
emitir, escorrer, estender
EXTRA- posição exterior; superioridade extra-oficial, extraordinário, extraviar
IN-, IM-, I-,
EN-, EM-,
INTRA-,
INTROposição
interna; passagem para
um estado; movimento para
dentro; tendência; direção para
um ponto
incisão, inalar, injetar, impor, imigrar, enlatar,
enterrar, embalsamar, intravenoso, intrometer,
intramuscular
IN-, IM-, I- negação; falta intocável, impermeável, ilegal
INTER-,
ENTREposição
intermediária;
reciprocidade Intercâmbio, internacional, entrelaçar, entreabrir
JUSTA- Proximidade Justapor, justalinear
POS- posição posterior; ulterioridade pós-escrito, pospor, postônico
PRE- anterioridade; superioridade;
intensidade prefixo, previsão, pré-história, prefácio
PRO- posição em frente; movimento
para frente; em favor de Proclamar, progresso, pronome, prosseguir
RE- repetição; intensidade;
reciprocidade realçar, rebolar, refrescar, reverter, refluir
RETRO- para trás Retroativo, retroceder, retrospectivo
SEMI- Metade semicírculo, semiconsoante, semi-analfabeto
SUB-, SOB-
, SOposição
abaixo de; inferioridade;
insuficiência subconjunto, subcutâneo, subsolo, sobpor, soterrar
SUPER-,
SOBRE-,
SUPRA
posição superior; excesso Superpopulação, sobreloja, supra-sumo, sobrecarga,
superfície
TRANS-,
TRAS-,
TRA-,
TRESatravés
de; posição além de;
mudança
Transbordar, transcrever, tradição, traduzir,
traspassar, tresloucado, tresmalhar
ULTRA- além de; excesso Ultrapassar, ultra-sensível
VICE-, VIS- posição abaixo de; substituição vice-reitor, visconde, vice-cônsul
PREFIXOS GREGOS
A-, NA Privação; negação Ateu, analfabeto, anestesia
ANA- Repetição; separação; inversão;
para cima Análise, anatomia, anáfora, anagrama
ANFI- Duplicidade; ao redor; de ambos
os lados Anfíbio, anfiteatro, anfibologia
ANTI- Oposição, ação contrária Antibiótico, anti-higiênico, antitérmico, antítese,
antípoda, anticristo
APO- Separação; afastamento; longe
de Apogeu, apóstolo, apóstata
ARQUI-,
ARCEPosição
superior; excesso;
primazia Arquitetura, arquipélago, arcebispo, arcanjo
CATA- Movimento para baixo; a partir
de; ordem Catálise, catálogo, cataplasma, catadupa
DIA- Através de; ao longo de Diafragma, diagrama, diálogo, diagnóstico
DI- Duas vezes Dipolo, dígrafo
DIS- Mau funcionamento; dificuldade Dispnéia, discromia, disenteria
EN-, EM-,
E-, ENDOPosição
interna; direção para
dentro Encéfalo, emblema, elipse, endotérmico
EX-, EC-,
EXOECTOMovimento
para fora; posição
exterior Êxodo, eclipse
EPI- Posição superior; acima de. Epiderme, epílogo
EU-, EV- Excelência; perfeição; verdade Euforia, evangelho
HEMI- metade Hemisfério
HIPER- Posição superior; intensidade;
excesso Hipérbole, hipertensão
HIPO- Posição inferior; insuficiência Hipotrofia, hipotensão, hipodérmico
META- Posteridade; através de;
mudança Metamorfose, metabolismo, metáfora, metacarpo
PARA- Proximidade; ao lado; oposto a Paradoxo, paralelo, paródia, parasita
PERI- Em torno de; Pericárdio, período, perímetro, perífrase
PRO- Posição anterior Prólogo, prognóstico
POLI- Multiplicidade; pluralidade Polinômio, poliedro
SIN-, SIM- Simultaneidade; reunião; resumo Sinfonia, simbiose, simpatia, sílaba
SUB-, SOB-
, SOposição
abaixo de; inferioridade;
insuficiência subconjunto, subcutâneo, subsolo, sobpor, soterrar
SUPER-,
SOBRE-,
SUPRA
posição superior; excesso Superpopulação, sobreloja, supra-sumo, sobrecarga,
superfície
TRANS-,
TRAS-,
TRA-,
TRESatravés
de; posição além de;
mudança
Transbordar, transcrever, tradição, traduzir,
traspassar, tresloucado, tresmalhar
ULTRA- além de; excesso Ultrapassar, ultra-sensível
VICE-, VIS- posição abaixo de; substituição vice-reitor, visconde, vice-cônsul
RADICAIS LATINOS
Forma Sentido Exemplo
Agri Campo Agricultura
Ambi Ambos Ambidestro
Arbori- Árvore Arborícola
Bis-, bi- Duas vezes Bípede, bisavô
Calori- Calor Calorífero
Cruci- cruz Crucifixo
Curvi- curvo Curvilíneo
Equi- igual Equilátero, eqüidistante
Ferri-, ferro- ferro Ferrífero, ferrovia
Loco- lugar Locomotiva
Morti- morte Mortífero
Multi- muito Multiforme
Olei-, oleo- Azeite, óleo Oleígeno, oleoduto
Oni- todo Onipotente
Pedi- pé Pedilúvio
Pisci- peixe Piscicultor
Pluri- Muitos, vários Pluriforme
Quadri-,
quadru- quatro Quadrúpede
Reti- reto Retilíneo
Semi- metade Semimorto
Tri- Três Tricolor
2º Elemento da Composição
Forma Sentido Exemplos
-cida Que mata Suicida, homicida
-cola Que cultiva, ou habita Arborícola, vinícola, silvícola
-cultura Ato de cultivar Piscicultura, apicultura
-fero Que contém, ou produz Aurífero, carbonífero
-fico Que faz, ou produz Benefício, frigorífico
-forme Que tem forma de Uniforme, cuneiforme
-fugo Que foge, ou faz fugir Centrífugo, febrífugo
-gero Que contém, ou produz Belígero, armígero
-paro Que produz Ovíparo, multíparo
-pede Pé Velocípede, palmípede
-sono Que soa Uníssono, horríssono
-vomo Que expele Ignívomo, fumívomo
-voro Que come Carnívoro, herbívoro
RADICAIS GREGOS
Forma Sentido Exemplos
Aero- ar Aeronave
Antropo- homem Antropologia
Arqueo- antigo Arqueologia
Auto de si mesmo Autobiografia
Biblio- livro Biblioteca
Bio- vida Biologia
Cali- belo Caligrafia
Cosmo- mundo Cosmologia
Cromo- cor Cromossomo
Crono- tempo Cronologia
Dactilo- dedo Dactilografia
Deca- dez Decaedro
Demo- povo Democracia
di- dois Dissílabo
Ele( c )tro- (âmbar) eletricidade Eletroímã
Enea- nove Eneágono
Etno- raça Etnologia
Farmaco- medicamento Farmacologia
Filo- amigo Filologia
Fisio- natureza Fisionomia
Fono- voz, som Fonologia
Foto- fogo, luz Fotosfera
Geo- terra Geografia
Hemo- sangue Hemorragia
Hepta- sete Heptágono
Hetero- outro Heterogêneo
Hexa- seis Hexágono
Hidro- água Hidrogênio
Hipo- cavalo Hipopótamo
Ictio- peixe Ictiologia
Iso igual Isósceles
Lito- pedra Litografia
Macro- grande, longo Macróbio
Mega- grande Megalomaníaco
Melo- canto Melodia
Meso- meio Mesóclise
Micro- pequeno Micróbio
Mito- fábula Mitologia
Mono- um só Monarca
Necro- morto Necrotério
Neo- novo Neolatino
Octo- oito Octaedro
Odonto- dente Odontologia
Oftalmo- olho Oftalmologia
Onomato- nome Onomatopéia
Orto- reto, justo Ortodoxo
Oxi- agudo, penetrante Oxítono
Paleo- antigo Paleontologia
Pan- todos, tudo Pan-americano
Pato- doença Patologia
Penta- cinco Pentágono
Piro- fogo Pirotecnia
Poli- muito Poliglota
Potamo- rio Potamografia
Proto- primeiro Protozoário
Pseudo- falso Pseudônimo
Psico- alma, espírito Psicologia
Quilo- mil Quilograma
Quiro- mão Quiromancia
Rino- nariz Rinoceronte
Rizo- raiz Rizotônico
Tecno- arte Tecnografia
Termo- quente Termômetro
Tetra- quatro Tetraedro
Tipo- figura, marca Tipografia
Topo- lugar Topografia
Tri- três Trissílabo
Zoo- Animal Zoologia
Forma Sentido Exemplos
-agogo Que conduz Pedagogo
-algia Dor Nevralgia
-arca Que comanda Monarca
-arquia Comando, governo Monarquia
-céfalo Cabeça Microcéfalo
-cracia Poder Democracia
-doxo Que opina Ortodoxo
-dromo Lugar para correr Hipódromo
-edro Base, fase Poliedro
-fagia Ato de comer Antropofagia
-fago Que come Antropófago
-filia Amizade Bibliofilia
-fobia Inimizade, ódio, temor Fotofobia
-fobo Que odeia, inimigo Xenófobo
-foro Que leva ou conduz Fósforo
-gamia Casamento Poligamia
-gamo Casa Bígamo
-gêneo Que gera Heterogêneo
-glota; -glossa Língua Poliglota, isoglossa
-gono Ângulo Pentágono
-grafia Escrita, descrição Ortografia
-grafo Que escreve Calígrafo
-grama Escrito, peso Telegrama, quilograma
-logia Discurso Arqueologia
-logo Que fala ou trata Diálogo
-mancia Adivinhação Quiromancia
-metria Medida Biometria
-metro Que mede Pentâmetro
-morfo Que tem a forma Polimorfo
-nomia Lei, regra Astronomia
-nomo Que regula Autônomo
-péia Ato de fazer Onomatopéia
-pólis; -pole Cidade Petrópolis, metrópole
-ptero Asa Helicóptero
-scopia Ato de ver Macroscopia
-scópio Instrumento para ver Microscópio
-sofia Sabedoria Logosofia
-teca Lugar onde se guarda Biblioteca
-terapia Cura Fisioterapia
-tomia Corte, divisão Dicotomia
-tono Tensão, tom Monótono
RADICAIS LATINOS
Forma Sentido Exemplo
Agri Campo Agricultura
Ambi Ambos Ambidestro
Arbori- Árvore Arborícola
Bis-, bi- Duas vezes Bípede, bisavô
Calori- Calor Calorífero
Cruci- cruz Crucifixo
Curvi- curvo Curvilíneo
Equi- igual Equilátero, eqüidistante
Ferri-, ferro- ferro Ferrífero, ferrovia
Loco- lugar Locomotiva
Morti- morte Mortífero
Multi- muito Multiforme
Olei-, oleo- Azeite, óleo Oleígeno, oleoduto
Oni- todo Onipotente
Pedi- pé Pedilúvio
Pisci- peixe Piscicultor
Pluri- Muitos, vários Pluriforme
Quadri-,
quadru- quatro Quadrúpede
Reti- reto Retilíneo
Semi- metade Semimorto
Tri- Três Tricolor
Forma Sentido Exemplos
-cida Que mata Suicida, homicida
-cola Que cultiva, ou habita Arborícola, vinícola, silvícola
-cultura Ato de cultivar Piscicultura, apicultura
-fero Que contém, ou produz Aurífero, carbonífero
-fico Que faz, ou produz Benefício, frigorífico
-forme Que tem forma de Uniforme, cuneiforme
-fugo Que foge, ou faz fugir Centrífugo, febrífugo
-gero Que contém, ou produz Belígero, armígero
-paro Que produz Ovíparo, multíparo
-pede Pé Velocípede, palmípede
-sono Que soa Uníssono, horríssono
-vomo Que expele Ignívomo, fumívomo
-voro Que come Carnívoro, herbívoro
PRINCIPAIS SUFIXOS
Tipos de sufixos Principais sufixos Exemplos
Nominais
formam
substantivos e
adjetivos
aumentativo: -alhão, -ão, -anzil, -arra,
-orra, -ázio... copázio, bocarra, corpanzil, casarão
diminutivo: -acho, -eto, -inho, -inha, -ote... riacho, filhote, livrinho
superlativo: -íssimo, érrimo, -limo... belíssimo, paupérrimo, facílimo
lugar: -aria, -ato, -douro, -ia... papelaria, internato, bebedouro
profissão: -ão, -dor, -ista... diarista, dentista, vendedor
origem: -ano, -eiro, ês... francês, alagoano, mineiro
coleção, aglomeração, conjunto: -al, -eira,
-ada, -agem... folhagem, cabeleira, capinzal
excesso, abundância: -oso, -ento, -udo... gostoso, ciumento, barbudo
Verbais
-ear, ejar, -ecer, -escer,
-entar, -fazer, -ficar, -icar, -iscar, -ilhar,
-inhar, -itar,-izar...
folhear, velejar, envelhecer, florescer,
afugentar, liquefazer, petrificar,
adocicar, chuviscar, dedilhar,
escrevinhar, saltitar, organizar
Adverbiais somente o sufixo –mente amavelmente, distraidamente
O PCIOANAL - P REFIXOS E SUFIXOS USADOS EM FARMÁCIA
•Adeno - prefixo grego, adénos significa glândula. Aenoma - tumos glandular.
•Adipo - prefixo latino adipis, significa gordura. Células de gordura
•Aero - prefixo originário do latim, aér, significa ar. Aerofagia - ingestão de ar.
•Algesia - sufixo grego, álgos, indica dor, sofrimento. Analgesia - tirar a dor. Podemos
também dizer análgésico - medicamento para tirar a dor.
•Algia - idem ao anterior. Mialgia - dor muscular.
•Andro - prefixo grego, andrós, significa homem, no sentido masculino. Androgênio -
hormônio masculino.
•Antropo - prefiso grego, ánthropos, significa homem, ser humano. Medidas antropométricas
- medidas do ser humano, como altura, peso etc.
•Arterio - prefixo grego, artería, significa artéria. Arteriografia - tipo de exame realizado nas
artérias.
•Artro - prefixo grego, árthron, significa articulação. Artrose - inflamação de uma
articulação.
•Astenia - sufixo grego, asthéneia, significa fraqueza. Miastenia - fraqueza muscular.
•Bio - prefixo grego, bios, significa vida. Biologia - estudo da vida.
•Capilo - prefixo latino, capillus, significa cabelo. Tônico capilar - tônico para cabelo.
•Carcino - prefixo grego, Karkínos, significa tumor. Carcinoadenoma - câncer glandular.
•Cárdia, cárdio - prefixo grego, kardia, coração. Cardíaco ´referente ao coração.
•Cida - sufixo originário do latim, caedere, significa matar. Bactericida - que mata as
bactérias.
•Ciste - prefixo grego, kystis, significa bexiga. Cistite - inflamação na bexiga.
•Cito - prefixo grego, kytos, significa cédula. Citologia - estudo das células.
•Cortico - prefixo originário do latim, cortex, significa casca. Corticosterona - hormônio
produzido no córtex da suprarenal.
•Dermo, dermato - prefixo grego, dérma, significa pele. Dermatol[ogico - uso na pele.
•Endo - do grego, ènden, significa dentro. Glândula endócrina - glândula de secreção interna.
•Entero - prefixo grego, ènteron, significa intestino. Enteropatia - doença intestinal.
•Eritro - prefixo grego, erythrós, significa vermelho. Eritrócito - cécula vermelha do sangue.
•Estesia - sufico grego, aésthesis, significa sensação. Anestesia - ausência de sensação.
•Fito - prefixo grego, phytón, significa planta. Fitoterapia - terapia através das plantas
•Epi - prefixo grego epí, significa sobre. Epiderme, camada externa da derme.
•Exo - prefixo grego, éxo, significa de fora. Glândula exócrina, glândula que elimina
homônio na parte externa do corpo, como a glândula sudorípara.
•Fero - sufixo latino, ferre, significa levar, trazer. Sonífero que leva ao sono.
•Filático - sufixo latino, phylaktilós significa que proteje, preserva. Medicamento profilático,
usado para prevenir uma doença.Foto - prefixo grego, phótos, significa luz. Fotofobia,
aversão à luz.
•Hepato - prefixo grego, hepar, significa fígado. Hepatopatia, doença do fígado.
•Hidro - prefixo grego, hydor, significa água. Hidratação, repor água.
•Hipno - prefixo grego, hypnos, significa sono. Hipnose, provocart o sono.
•In - prefixo latino, in, significa provação, negação. Indolor não causa dor.
•Isso - prefixo grego, ísos, significa igual. Solução isotônica, solução com a mesma
concentração osmótica que o sangue.
•Leuco - prefixo grago, leukós, significa branco. leucócito, célula branca do sangue.
•Lipo - do grego, lópos, significa gordura. Lipídio, molécula de gordura.
•Logia - do grego, lógos, significa palavra, ciência. Farmacologia, ciência que estuda os
fármacos.
•Macro - prefixo grego, makós, significa grande. MAcroscópico, algo que se vê sem o
auxílio de microscópio.
•Micro - prefixo grego, mikrós, significa pequeno. Microscópico, algo que se vê com auxílio
de microscópio.
•Morfo - prefixo grego, morphé, significa forma. Morfoloia, estudo da forma.
•Necro - prefixo grego, nekrós, significa morte. Tecido necrosado, tcido morto.
•Nefro - prefixo grego, nephros, siginifica rim. Nefrotóxico, prejudica o funcionamento do
rim.
•Neuro - prefixo grego, neuron, significa nervo. Neurocirurgia, cirurgia do sistema nervoso.
•Oftalmo - prefixo grego, ophtalmós, significa olho. Oftalmologia, ciência que estuda o olho.
•Pnéia - sufico grego, pnéia, significa respiração. Dispnéia, dificuldade de
respiração./Pneumo - prefixo grego, pneúmon, significa pulmão. Pneumologia, estudo do
pulmão.
•Podo - prefixo grego, podos, significa pé. Podologia, estudo dos pés.
•Poise - sufixo grego, poísis, significa criação, formação. Hematopoiese, formação das céluas
do sangue
•Rragia - sufico grego. rhegnumai, significa romper, jorrar. Hemorrágia, rompimento de um
vaso.
•Raqui - prefixo grego, rháchis, significa espinha dorsal. Anestesia raquidiana, anestesia
dada na espinha dorsal.
•Re - prefixo latino, re, significa repetição. Refazer, fazer de novo.
•Rino - prefixo grego, rhis, rhinos, significa nariz. Rinorria, nariz escorrendo.
•Sanguino - prefixo latino, sanguis, significa sangue. Consaguineo, que tem o mesmo
sangue, parentes.
•Sepsia - sufixo grego, sépsis, significa petrefação, sujeira. Assepsia, sem sujeira, limpo,
estéril.
•Soni - prefixo latino, somnus, significa sono. Sonífero, medicamento que leva ao
sono.Spermo - sufico grego, spérma, significa semente. Espermatozóide, célula de
reprodução masculina.
•Sub - prefixo latino sub, significa posição abaixo. Subcutâneo, tecido abaixo da pele.
•Termia - suufixo grego, thérmos, significa calor. Hipotermia, baixa temperatura no corpo.
•Tomia - sufixo grego, tomé, significa corte. Lobotomia, corte feito nos lobos do cérebro.
•Tonia - sufixo gregom tónos, significa tensão. Isotonia, mesma pressão.
•Tóxico - sufixo latino, taxicum, significa veneno. Intoxicação consequente da ingestão de
substância tóxica.
•Trofia - sufixo grego, trophé, significa alimento, crescimento. Atrofia, não crescimento.
•Trombo - prefixo grego, thrómbos, significa goágulo. Trombose, doença causada por um
trombo.
•Uro - prefixo grego, aúron, significa urina. Urologia, especialidade médica que cuida de
doenças renais.
Fontes:
http://www.micropic.com.br/noronha/
http://www.sinprafarmas.org.br/Atuali_Balconista/prefixos_e_sufixos.htm
compilado por Emanuel Valente – emanuelvalente@gmail.com
domingo, 10 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
REFORMA ORTOGRÁFICA
As letras K, W e Y são consideradas consoantes ou vogais?
Conforme o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, as letras K, W e Y foram incluídas no alfabeto e obedecem às regras gerais que caracterizam consoantes e vogais. Do ponto de vista fonético-fonológico, consoante é um fonema pronunciado com a interrupção do ar feita por dentes, língua ou lábios. Já a vogal é um fonema pronunciado com a passagem livre do ar pela boca. Outra distinção entre um grupo e outro de letras recai sobre a pronúncia: a consoante precisa de uma vogal para formar sílabas e ser pronunciada, e a vogal, não. Ela se basta.
Seguindo essas regras, o Y é uma vogal, já que foi traduzido do alfabeto grego como I e mantém esse som nas palavras em que é usado, como em ioga. Quando aportuguesada, a palavra originalmente grafada com Y passa a ser grafada com I - como em iene, moeda japonesa. O K corresponde, em português, ao som do C ou QU - como vemos em Kuait -, sendo considerado consoante. Já o W deve ser empregado de acordo com sua pronúncia na língua original, isto é, ora com som de V, quando proveniente do alemão (como Wagner), ora com som de U, quando de origem inglesa (caso de web). Com isso, a letra W é considerada consoante ou vogal, conforme o uso.
Prof. Clóvis
GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações.
Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era: agüentar, argüir, bilíngüe, cinqüenta, delinqüente, eloqüente,ensangüentado, eqüestre, freqüente, lingüeta, lingüiça, qüinqüênio, sagüi,seqüência, seqüestro, tranqüilo,
Como fica: aguentar, arguir, bilíngue, cinquenta, delinquente, eloquente, ensanguentado, equestre, frequente, lingueta, linguiça, quinquênio, sagui, sequência, sequestro, tranquilo.
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.
Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era: alcalóide, alcatéia, andróide, apóia, apóio(verbo apoiar), asteróide, bóia,celulóide, clarabóia, colméia, Coréia, debilóide, epopéia, estóico, estréia, estréio (verbo estrear), geléia, heróico, idéia, jibóia, jóia, odisséia, paranóia, paranóico, platéia, tramóia.
Como fica: alcaloide, alcateia, androide apoia, apoio (verbo apoiar), asteroide, boia, celuloide, claraboia, colmeia, Coreia, debiloide, epopeia, estoico, estreia, estreio(verbo estrear), geleia, heroico, ideia, jiboia joia, odisseia, paranoia, paranoico, plateia tramoia.
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era: baiúca, bocaiúva, cauíla, feiúra.
Como fica: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura.
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era: abençôo, crêem (verbo crer), dêem (verbo dar), dôo (verbo doar), enjôo, lêem (verbo ler), magôo (verbo magoar), perdôo (verbo perdoar), povôo (verbo povoar), vêem (verbo ver), vôos, zôo.
Como fica: abençoo creem (verbo crer), deem (verbo dar), doo (verbo doar), enjoo, leem (verbo ler), magoo (verbo magoar), perdoo (verbo perdoar), povoo (verbo povoar), veem (verbo ver), voos, zoo.
4. Não se usa mais o acento que di-ferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era: Ele pára o carro. Ele foi ao póloNorte. Ele gosta de jogar pólo. Esse gato tem pêlos brancos. Comi uma pêra.
Como fica: Ele para o carro. Ele foi ao polo Norte. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pelos brancos. Comi uma pera.
Atenção: Permanece o acento diferencial em pôde/pode.
Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir, etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
Veja: a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos: (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.
Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo. As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, in-fra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice, etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano.
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.
Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco.
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.
Exemplos: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen.
Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.
Exemplos: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, microssistema, minissaia, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, Ultrassom.
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
Exemplos: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-almirante, contra-atacar, contra-ataque micro-ondas micro-ônibus semi-internato, semi-interno.
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.
Atenção: Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.
Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra.
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.
Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição.
Exemplos: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé.
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos: Na cidade, conta-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-alunos.
Resumo
Emprego do hífen com prefixos.
Regra básica - Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.
Outros casos:
1. Prefixo terminado em vogal: Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
Sem hífen diante de r e s.
Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Observações:
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc.
Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
Fonte: Guia Prático da Nova Ortografia - Douglas Tufano
Editora Melhoramentos - Agosto de 2008
EVOLUÇÃO DAS MUDANÇAS ORTHOGRÁFICAS
Os fhilólogos com a phalavra. Ontem eu fui à Pharmácia, comprar um vidro de Phimatosam. Ontem também foi um tempo ruim para nossa ortografia, tendo em vista as variações das palavras e acentuações. Supressão de letras do alphabeto etc. Estamos novamente à braços com esta re-ratificação da ortografia, com muitas inovações, que parecem ser lógicas e coerentes.
Mas ainda de difícil assimilação das exceções introduzidas no nosso idioma. Mas, pelo andar da carruagem, esta não será a última mudança. Estou estranhando muito e vai levar tempo para mudar completamente minha opinião. Porque meus próprios dedos e o cérebro estão acostumados a acentuar, colocar hífen (couve-flor), trema (tranqüilo) etc. E então, o correto é SHAMPOO ou XAMPU?
DISCUTINDO A LÍNGUA PORTUGUESA
Um panorama da evolução do registro escrito da língua portuguesa por Elis de Almeida Cardoso (www.discutindolinguaportuguesa.com.br) Hieróglifos, ideogramas ou, simplesmente, letras? Seja qual for o sinal gráfico utilizado, registrar as palavras para atingir um interlocutor distante no tempo e no espaço é o principal objetivo da escrita. O uso das letras (grafemas), representando os sons da fala, constitui a chamada escrita (grafia) alfabética. A ortografia, da combinação dos elementos de origem grega orto- (reto, direito, correto, normal) e -grafia (representação escrita de uma palavra), é, segundo o dicionário Houaiss, "o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa que ensina a grafia correta das palavras".
As pessoas que escrevem errado e cometem os chamados erros de português, tão criticadas por professores de língua, na maioria das vezes, são tidas como ignorantes. Trocar ch por x, g por j ou s por z, na verdade, não são propriamente erros de português, são erros de ortografia. As confusões ortográficas são, entretanto, totalmente compreensíveis, uma vez que nenhum sistema gráfico é perfeito - a escrita é uma tentativa de representação da fala e, por isso, ninguém conseguirá escrever exatamente como fala. A escrita é, portanto, artificial. Saber qual letra escolher na hora de escrever uma palavra é uma tarefa que exige memorização (principalmente a visual) e treino. Que atire a primeira pedra quem nunca se enganou.
Desconhecer ortografia não significa desconhecer gramática. É simplesmente desconhecer uma simples convenção, um decreto que tem o objetivo de sistematizar a forma das palavras. Cabeças e sentenças Mas nem sempre foi assim. Já houve uma época em que cada escritor grafava as palavras como queria e, assim, para uma mesma palavra podiam se encontrar inúmeras formas. Escrever hoje sem h, seria, hoje, algo inadmissível, porém, o primeiro documento escrito em terra brasileira, a Carta de Caminha, inicia-se desta maneira: "Datada deste porto seguro davosa jlha da vera cruz oje sesta feira primeiro de mayo de 1500..." - ainda bem que as versões escolares da carta apresentam a ortografia vigente, se não haveria muito professor de cabelo em pé, querendo corrigir os erros do escrivão da armada de Cabral. Até o século 16, havia uma tentativa de representar por meio da escrita os sons da fala, ou seja, o que se percebe, nos documentos mais antigos, é uma grafia fonética.
De qualquer maneira, não existia uma norma, uma padronização. Houve, portanto, nesse período, muita instabilidade gráfica. O som de /i/ podia ser representado graficamente por i ou y. Além disso, nota-se que a pronúncia das palavras varia de indivíduo para indivíduo e de região para região, o que pode alterar uma grafia que se baseia na fonética. Em documentos dos séculos 12 ao 15, uma palavra tão comum como igreja aparece com dez grafias diferentes: ygreja, eygreya, eygleyga, eigreia, eygreia, eygreyga, igleja, igreia, igreja e ygriga. No século 16, com o Renascimento, o latim volta a ter muito prestígio.
Os latinismos enriquecem o léxico português, e passam a ser valorizadas formas gráficas restauradas, com base no latim - regno por reino, fructo por fruto. O bonito complicado Há nesse momento, segundo gramáticos como J.J. Nunes, um recuo nos tempos. A ortografia fonética era muito mais simples, mas, para fazer com que a língua portuguesa ganhasse status de língua de cultura e se aproximasse do almejado padrão clássico, foram valorizados os grupos ch (com som de k), ph, rh, th. A palavra tipografia, por exemplo, era grafada typographia. Essa fase da ortografia, chamada de pseudo-etimológica, perdura até o início de século 20. Pseudo-etimológica, porque, no afã do uso do elegante y, uma palavra como lírio - do grego leírion por meio do latim lilìum - era grafada lyrio, ou seja, o y não existia na forma original da palavra. Essa vontade de escrever complicado para ficar bonito permanece até hoje.
Em pleno século 21, há quem prefira grafias que chamem a atenção, principalmente para registrar nomes próprios: Thays e Raphael são formas tão comuns quanto Taís e Rafael. Se, por um lado, no século 16, a ortografia pseudo-etimológica agradava, por outro, gramáticos tentavam a volta da simplificação. Em 1576, Duarte Nunes de Leão publicou a sua Orthographia da Lingoa Portuguesa (a própria palavra ortografia era grafada com th e ph), tentando melhorar a "scriptura" que, segundo o autor, andava "mui depravada". Em Ortographia ou Arte para Escrever Certo na Lingua Portuguesa (1633), Álvaro Ferreira de Vera criticou o desrespeito à pronúncia na escrita. No século 18, foi a vez de Luiz António Verney ir contra a escrita de base etimológica.
Em sua obra Verdadeiro Método de Estudar (1746), criticou o emprego das letras dobradas (quando não pronunciadas), o uso do c antes do t, do ch por /k/. Achava ainda que consoantes não pronunciadas como o g e o h deveriam simplesmente desaparecer.
Simplificação
No século 19, Antonio de Moraes Silva, no prefácio de seu Diccionario da Lingua Portugueza (7ª edição, Lisboa, 1877), diz que a falta de uma ortografia fixa causava muitas oscilações e trazia, sem dúvida, muitos problemas ao dicionarista.
Escritores como Garrett e Castilho brigavam pela simplificação ortográfica. Dessa forma, o século 20 começou com a ortografia mergulhada no mais perfeito caos, ou melhor, chaos. Cada um escrevia de acordo com suas próprias idéias, ou seja, havia praticamente uma ortografia para cada escritor. Em 1904, Gonçalves Viana, foneticista, filólogo e lexicólogo português, apresentou em um volume intitulado Ortografia Nacional uma proposta de simplificação ortográfica. Ele próprio sabia que se tratava de um grande desafio. Afinal, valorizar aspectos da fala, afastando-se do latim, tornava a língua mais popular. Isso desagradava, sem dúvida, aos doutos. Gonçalves Viana não se abateu diante das críticas, ao contrário, enfrentou-as, dizendo que a ortografia etimológica "é uma superstição herdada, um erro científico, filho de um pedantismo que (...) assoberbou os deslumbrados adoradores da antiguidade clássica". Para ele, o domínio da escrita deveria atingir o maior número possível de pessoas: quem soubesse ler, teria que saber escrever.
Novos tempos
As regras apresentadas por Gonçalves Viana estão muito próximas das que vigoram hoje. Basicamente eram as seguintes: 1) supressão de todos os símbolos da etimologia grega: th, ph, ch (= k), rh e y; 2) redução das consoantes dobradas, com exceção de rr e ss; 3) eliminação das consoantes nulas, quando não influíssem na pronúncia da vogal anterior; 4) regularização da acentuação gráfica. Se apenas em 1911 uma comissão de filólogos se reuniu em Portugal para oficializar a nova ortografia, em 1907 as influências de Gonçalves Viana já haviam chegado ao Brasil. Nesse ano, foi elaborado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), a partir de uma proposta de Medeiros de Albuquerque, um projeto de reformulação ortográfica. Em 12 regras, o Brasil se antecipava, modernizando a ortografia. Em 1912, João Ribeiro redigiu a regulamentação desse projeto, aprovado em 1907, e, em 1915, a Academia Brasileira de Letras aprovou o projeto de Silva Ramos, que ajustou a reforma brasileira aos padrões da reforma portuguesa de 1911. Porém, dando um passo para trás, em 1919, o Brasil, que se havia antecipado em relação a Portugal, revoga, por indicação do acadêmico Osório Duque Estrada, tudo que tinha sido estabelecido em 1907.
Ou seja, nada de reformas e nada de simplificações. Enquanto Portugal aplicava a nova ortografia, o Brasil regredia três séculos. Simplificação Em 1929, a Academia tentou restaurar o sistema ortográfico simplificado, mas não houve aceitação popular. Em 30 de abril de 1931, finalmente é assinado um acordo Brasil-Portugal. O Brasil adota o projeto português de 1911. O vaivém ortográfico, entretanto, não parava por aí. Depois de oficializado em 1933, o acordo de 1931 é derrubado pela Constituição Brasileira de 1934, que mandava voltar à ortografia da Constituição de 1891. Isso é verdadeiramente incrível! Em pleno século 20, depois de toda a revolução modernista, voltar ao ph! Não é preciso dizer que a revolta foi geral. Professores, escritores, editores, juristas e até a própria ABL clamavam contra esse infeliz decreto. Só em 1938 a paz ortográfica é restabelecida com a volta do acordo de 31. Iniciou-se a partir daí um processo de uniformização da ortografia brasileira e portuguesa, que culminou no acordo de 1943. Nesse momento, os governos dos dois países assinaram a convenção "para a Unidade, Ilustração e Defesa do Idioma Comum". Foi nomeada uma comissão responsável pela preparação do Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Em 1945, o acordo tornou-se lei em Portugal. O Brasil manteve a ortografia do Vocabulário de 1943. Em 1971, no governo Médici, um novo decreto é assinado. A ortografia de 1943 sofreu pequenas alterações. Essa foi a última reforma e perdura até hoje.
Em Portugal, o decreto de 1945 não foi alterado. Sem fim Mas, ao que parece, o ponto final dessa história não chega nunca. Descontentes com a existência de duas grafias diferentes e alegando que isso pode trazer problemas não só lingüísticos, mas também políticos, os acadêmicos voltaram a insistir em uma nova reforma. A partir de 1975, após a independência das colônias portuguesas africanas (São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola e Moçambique), o problema se agravou, já que passaram a ser sete os países envolvidos numa tentativa de uniformização ortográfica. Em maio de 1986, no governo Sarney, houve uma primeira tentativa de se estabelecer um acordo ortográfico, envolvendo os sete países de língua portuguesa.
Após um encontro, no Rio de Janeiro, foi elaborado um novo acordo. Por ser considerado muito radical - o projeto propunha a supressão dos acentos nas proparoxítonas e paroxítonas -, acabou sendo rejeitado, principalmente por Portugal, e condenado ao fracasso. Contudo, se a persistência vence, em 1990 lá estavam os acadêmicos e representantes de governo novamente reunidos - agora em Lisboa -, debatendo (e batendo-se por) uma unificação ortográfica. Desse encontro, ficou decidido que: os signatários do acordo deveriam transformá-lo em lei; a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras seriam responsáveis pela publicação de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa.
Novo acordo
Esse novo texto, bem menos problemático que o de 1986, tinha dois grandes objetivos: 1) fixar e delimitar as diferenças entre os falantes da língua e 2) criar uma comunidade com uma unidade lingüística expressiva para ampliar seu prestígio no âmbito internacional. Publicado por Antônio Houaiss (A Nova Ortografia da Língua Portuguesa, São Paulo, Ática, 1991), o novo acordo deveria entrar em vigor em 1994. Não foi o que aconteceu. Ratificado, em 1996, apenas por Portugal, Brasil e Cabo Verde - prevendo-se que Timor Leste também o aceite, já que, depois de sua independência, tornou-se membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) -, o acordo continua adormecido.
Quase dez anos se passaram e, até agora, a ortografia vigente no Brasil é a do acordo luso-brasileiro de 1943 (sancionado pelo Decreto-Lei nº 2.623, de 21 de outubro de 1955, e simplificado pela Lei nº 5.765, de 18 de dezembro de 1971). Além das diferenças em relação ao uso do trema (em Portugal esse sinal gráfico não é usado e no Brasil é obrigatório nos grupos que, qui, gue, gui, quando o u for átono e pronunciado), ao emprego do hífen e principalmente à acentuação (o Antônio brasileiro é o António português), é o tratamento dado às chamadas consoantes mudas o que mais chama a atenção entre a ortografia européia e a brasileira: acto, baptismo, correcção e óptimo, em Portugal, correspondem a ato, batismo, correção e ótimo no Brasil.
O acordo de 1994 dava conta dessa questão. Dificuldades atuais Viu-se, até aqui, o quanto é difícil chegar a um consenso em relação às regras ortográficas. Parece que nunca se alcançará o ideal. Por mais que a ortografia se aproxime da fonética - e já ficou provado que é realmente o desejável -, a língua falada, além de apresentar variações geográficas, muda no tempo muito rapidamente e não há forma de escrita que consiga acompanhar todos esses matizes e todas essas transformações. É necessário que haja uma única forma gráfica, sem dúvida. O que seria do português brasileiro se para a palavra colégio o paulista grafasse coléjo, o carioca culégio e o baiano cólégio.
Haveria uma retomada da confusão medieval. O pior problema, entretanto, é o fato de um único grafema ser correspondente a vários fonemas (sons). O x corresponde a /s/ - máximo, /z/ - exame, /ch/- Xuxa - além de ks (dois fonemas) - tóxico -, e a um único fonema corresponderem vários grafemas: o som /s/ pode ser escrito com c, ç, s, ss, sc, sç, x, xc, z. Muitas vezes, o que se percebe é que o uso atropela as regras, principalmente no que diz respeito à grafia das palavras de origem estrangeira. Diz a regra que o x, deve ser usado em palavras provenientes de línguas modernas. Daí a grafia de shampoo deveria ser xampu. Assim registra o dicionário. Não há, porém, nenhuma marca de xampu disponível nos supermercados brasileiros. O ç, por convenção, deve ser usado em palavras de origem tupi. É o que deveria ocorrer com o sufixo -açu, por ter essa origem. A cidade paulista de Pirassununga não segue a regra. Foz do Iguaçu, recentemente, quis ser Foz do Iguassu, alegando que o ç não faz parte do universo on-line. A mudança não pegou. Já que o assunto é ss, a velha e boa mussarela, aquela, da pizza (e não pítça), simplesmente não existe. O que existe é a muçarela, isso mesmo, com ç, ou ainda a mozarela. Mozarela? Sim, do italiano mozzarella. Dá para engolir?
O século 20 acabou, e a questão ortográfica não se resolveu por completo. Há muito ainda o que discutir sobre o uso das letras, dos acentos e até do hífen. Enquanto os problemas continuam atormentando acadêmicos e parece que não terão fim tão cedo, adolescentes do novo milênio adotam em seus blogs uma nova ortografia. No chamado internetês, o k substitui o qu (aki = aqui), o x vale por ss (axim = assim) e o h transforma-se em acento agudo (ateh = até). Seria o prenúncio da ortografia virtual? Só o tempo dirá.
Autora: Elis de Almeida Cardoso é doutora em Letras, professora de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo e autora do capítulo A Formação Histórica do Léxico da Língua Portuguesa (A Língua que Falamos: São Paulo: Globo, 2005. org. Luiz Antônio da Silva).
Enviado por: Rivaldo Cavalcante
Conforme o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, as letras K, W e Y foram incluídas no alfabeto e obedecem às regras gerais que caracterizam consoantes e vogais. Do ponto de vista fonético-fonológico, consoante é um fonema pronunciado com a interrupção do ar feita por dentes, língua ou lábios. Já a vogal é um fonema pronunciado com a passagem livre do ar pela boca. Outra distinção entre um grupo e outro de letras recai sobre a pronúncia: a consoante precisa de uma vogal para formar sílabas e ser pronunciada, e a vogal, não. Ela se basta.
Seguindo essas regras, o Y é uma vogal, já que foi traduzido do alfabeto grego como I e mantém esse som nas palavras em que é usado, como em ioga. Quando aportuguesada, a palavra originalmente grafada com Y passa a ser grafada com I - como em iene, moeda japonesa. O K corresponde, em português, ao som do C ou QU - como vemos em Kuait -, sendo considerado consoante. Já o W deve ser empregado de acordo com sua pronúncia na língua original, isto é, ora com som de V, quando proveniente do alemão (como Wagner), ora com som de U, quando de origem inglesa (caso de web). Com isso, a letra W é considerada consoante ou vogal, conforme o uso.
Prof. Clóvis
GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações.
Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era: agüentar, argüir, bilíngüe, cinqüenta, delinqüente, eloqüente,ensangüentado, eqüestre, freqüente, lingüeta, lingüiça, qüinqüênio, sagüi,seqüência, seqüestro, tranqüilo,
Como fica: aguentar, arguir, bilíngue, cinquenta, delinquente, eloquente, ensanguentado, equestre, frequente, lingueta, linguiça, quinquênio, sagui, sequência, sequestro, tranquilo.
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.
Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era: alcalóide, alcatéia, andróide, apóia, apóio(verbo apoiar), asteróide, bóia,celulóide, clarabóia, colméia, Coréia, debilóide, epopéia, estóico, estréia, estréio (verbo estrear), geléia, heróico, idéia, jibóia, jóia, odisséia, paranóia, paranóico, platéia, tramóia.
Como fica: alcaloide, alcateia, androide apoia, apoio (verbo apoiar), asteroide, boia, celuloide, claraboia, colmeia, Coreia, debiloide, epopeia, estoico, estreia, estreio(verbo estrear), geleia, heroico, ideia, jiboia joia, odisseia, paranoia, paranoico, plateia tramoia.
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era: baiúca, bocaiúva, cauíla, feiúra.
Como fica: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura.
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era: abençôo, crêem (verbo crer), dêem (verbo dar), dôo (verbo doar), enjôo, lêem (verbo ler), magôo (verbo magoar), perdôo (verbo perdoar), povôo (verbo povoar), vêem (verbo ver), vôos, zôo.
Como fica: abençoo creem (verbo crer), deem (verbo dar), doo (verbo doar), enjoo, leem (verbo ler), magoo (verbo magoar), perdoo (verbo perdoar), povoo (verbo povoar), veem (verbo ver), voos, zoo.
4. Não se usa mais o acento que di-ferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era: Ele pára o carro. Ele foi ao póloNorte. Ele gosta de jogar pólo. Esse gato tem pêlos brancos. Comi uma pêra.
Como fica: Ele para o carro. Ele foi ao polo Norte. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pelos brancos. Comi uma pera.
Atenção: Permanece o acento diferencial em pôde/pode.
Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir, etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
Veja: a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos: (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.
Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo. As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, in-fra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice, etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano.
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.
Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco.
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.
Exemplos: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen.
Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.
Exemplos: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, microssistema, minissaia, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, Ultrassom.
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
Exemplos: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-almirante, contra-atacar, contra-ataque micro-ondas micro-ônibus semi-internato, semi-interno.
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.
Atenção: Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.
Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra.
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.
Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição.
Exemplos: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé.
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos: Na cidade, conta-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-alunos.
Resumo
Emprego do hífen com prefixos.
Regra básica - Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.
Outros casos:
1. Prefixo terminado em vogal: Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
Sem hífen diante de r e s.
Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Observações:
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc.
Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
Fonte: Guia Prático da Nova Ortografia - Douglas Tufano
Editora Melhoramentos - Agosto de 2008
EVOLUÇÃO DAS MUDANÇAS ORTHOGRÁFICAS
Os fhilólogos com a phalavra. Ontem eu fui à Pharmácia, comprar um vidro de Phimatosam. Ontem também foi um tempo ruim para nossa ortografia, tendo em vista as variações das palavras e acentuações. Supressão de letras do alphabeto etc. Estamos novamente à braços com esta re-ratificação da ortografia, com muitas inovações, que parecem ser lógicas e coerentes.
Mas ainda de difícil assimilação das exceções introduzidas no nosso idioma. Mas, pelo andar da carruagem, esta não será a última mudança. Estou estranhando muito e vai levar tempo para mudar completamente minha opinião. Porque meus próprios dedos e o cérebro estão acostumados a acentuar, colocar hífen (couve-flor), trema (tranqüilo) etc. E então, o correto é SHAMPOO ou XAMPU?
DISCUTINDO A LÍNGUA PORTUGUESA
Um panorama da evolução do registro escrito da língua portuguesa por Elis de Almeida Cardoso (www.discutindolinguaportuguesa.com.br) Hieróglifos, ideogramas ou, simplesmente, letras? Seja qual for o sinal gráfico utilizado, registrar as palavras para atingir um interlocutor distante no tempo e no espaço é o principal objetivo da escrita. O uso das letras (grafemas), representando os sons da fala, constitui a chamada escrita (grafia) alfabética. A ortografia, da combinação dos elementos de origem grega orto- (reto, direito, correto, normal) e -grafia (representação escrita de uma palavra), é, segundo o dicionário Houaiss, "o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa que ensina a grafia correta das palavras".
As pessoas que escrevem errado e cometem os chamados erros de português, tão criticadas por professores de língua, na maioria das vezes, são tidas como ignorantes. Trocar ch por x, g por j ou s por z, na verdade, não são propriamente erros de português, são erros de ortografia. As confusões ortográficas são, entretanto, totalmente compreensíveis, uma vez que nenhum sistema gráfico é perfeito - a escrita é uma tentativa de representação da fala e, por isso, ninguém conseguirá escrever exatamente como fala. A escrita é, portanto, artificial. Saber qual letra escolher na hora de escrever uma palavra é uma tarefa que exige memorização (principalmente a visual) e treino. Que atire a primeira pedra quem nunca se enganou.
Desconhecer ortografia não significa desconhecer gramática. É simplesmente desconhecer uma simples convenção, um decreto que tem o objetivo de sistematizar a forma das palavras. Cabeças e sentenças Mas nem sempre foi assim. Já houve uma época em que cada escritor grafava as palavras como queria e, assim, para uma mesma palavra podiam se encontrar inúmeras formas. Escrever hoje sem h, seria, hoje, algo inadmissível, porém, o primeiro documento escrito em terra brasileira, a Carta de Caminha, inicia-se desta maneira: "Datada deste porto seguro davosa jlha da vera cruz oje sesta feira primeiro de mayo de 1500..." - ainda bem que as versões escolares da carta apresentam a ortografia vigente, se não haveria muito professor de cabelo em pé, querendo corrigir os erros do escrivão da armada de Cabral. Até o século 16, havia uma tentativa de representar por meio da escrita os sons da fala, ou seja, o que se percebe, nos documentos mais antigos, é uma grafia fonética.
De qualquer maneira, não existia uma norma, uma padronização. Houve, portanto, nesse período, muita instabilidade gráfica. O som de /i/ podia ser representado graficamente por i ou y. Além disso, nota-se que a pronúncia das palavras varia de indivíduo para indivíduo e de região para região, o que pode alterar uma grafia que se baseia na fonética. Em documentos dos séculos 12 ao 15, uma palavra tão comum como igreja aparece com dez grafias diferentes: ygreja, eygreya, eygleyga, eigreia, eygreia, eygreyga, igleja, igreia, igreja e ygriga. No século 16, com o Renascimento, o latim volta a ter muito prestígio.
Os latinismos enriquecem o léxico português, e passam a ser valorizadas formas gráficas restauradas, com base no latim - regno por reino, fructo por fruto. O bonito complicado Há nesse momento, segundo gramáticos como J.J. Nunes, um recuo nos tempos. A ortografia fonética era muito mais simples, mas, para fazer com que a língua portuguesa ganhasse status de língua de cultura e se aproximasse do almejado padrão clássico, foram valorizados os grupos ch (com som de k), ph, rh, th. A palavra tipografia, por exemplo, era grafada typographia. Essa fase da ortografia, chamada de pseudo-etimológica, perdura até o início de século 20. Pseudo-etimológica, porque, no afã do uso do elegante y, uma palavra como lírio - do grego leírion por meio do latim lilìum - era grafada lyrio, ou seja, o y não existia na forma original da palavra. Essa vontade de escrever complicado para ficar bonito permanece até hoje.
Em pleno século 21, há quem prefira grafias que chamem a atenção, principalmente para registrar nomes próprios: Thays e Raphael são formas tão comuns quanto Taís e Rafael. Se, por um lado, no século 16, a ortografia pseudo-etimológica agradava, por outro, gramáticos tentavam a volta da simplificação. Em 1576, Duarte Nunes de Leão publicou a sua Orthographia da Lingoa Portuguesa (a própria palavra ortografia era grafada com th e ph), tentando melhorar a "scriptura" que, segundo o autor, andava "mui depravada". Em Ortographia ou Arte para Escrever Certo na Lingua Portuguesa (1633), Álvaro Ferreira de Vera criticou o desrespeito à pronúncia na escrita. No século 18, foi a vez de Luiz António Verney ir contra a escrita de base etimológica.
Em sua obra Verdadeiro Método de Estudar (1746), criticou o emprego das letras dobradas (quando não pronunciadas), o uso do c antes do t, do ch por /k/. Achava ainda que consoantes não pronunciadas como o g e o h deveriam simplesmente desaparecer.
Simplificação
No século 19, Antonio de Moraes Silva, no prefácio de seu Diccionario da Lingua Portugueza (7ª edição, Lisboa, 1877), diz que a falta de uma ortografia fixa causava muitas oscilações e trazia, sem dúvida, muitos problemas ao dicionarista.
Escritores como Garrett e Castilho brigavam pela simplificação ortográfica. Dessa forma, o século 20 começou com a ortografia mergulhada no mais perfeito caos, ou melhor, chaos. Cada um escrevia de acordo com suas próprias idéias, ou seja, havia praticamente uma ortografia para cada escritor. Em 1904, Gonçalves Viana, foneticista, filólogo e lexicólogo português, apresentou em um volume intitulado Ortografia Nacional uma proposta de simplificação ortográfica. Ele próprio sabia que se tratava de um grande desafio. Afinal, valorizar aspectos da fala, afastando-se do latim, tornava a língua mais popular. Isso desagradava, sem dúvida, aos doutos. Gonçalves Viana não se abateu diante das críticas, ao contrário, enfrentou-as, dizendo que a ortografia etimológica "é uma superstição herdada, um erro científico, filho de um pedantismo que (...) assoberbou os deslumbrados adoradores da antiguidade clássica". Para ele, o domínio da escrita deveria atingir o maior número possível de pessoas: quem soubesse ler, teria que saber escrever.
Novos tempos
As regras apresentadas por Gonçalves Viana estão muito próximas das que vigoram hoje. Basicamente eram as seguintes: 1) supressão de todos os símbolos da etimologia grega: th, ph, ch (= k), rh e y; 2) redução das consoantes dobradas, com exceção de rr e ss; 3) eliminação das consoantes nulas, quando não influíssem na pronúncia da vogal anterior; 4) regularização da acentuação gráfica. Se apenas em 1911 uma comissão de filólogos se reuniu em Portugal para oficializar a nova ortografia, em 1907 as influências de Gonçalves Viana já haviam chegado ao Brasil. Nesse ano, foi elaborado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), a partir de uma proposta de Medeiros de Albuquerque, um projeto de reformulação ortográfica. Em 12 regras, o Brasil se antecipava, modernizando a ortografia. Em 1912, João Ribeiro redigiu a regulamentação desse projeto, aprovado em 1907, e, em 1915, a Academia Brasileira de Letras aprovou o projeto de Silva Ramos, que ajustou a reforma brasileira aos padrões da reforma portuguesa de 1911. Porém, dando um passo para trás, em 1919, o Brasil, que se havia antecipado em relação a Portugal, revoga, por indicação do acadêmico Osório Duque Estrada, tudo que tinha sido estabelecido em 1907.
Ou seja, nada de reformas e nada de simplificações. Enquanto Portugal aplicava a nova ortografia, o Brasil regredia três séculos. Simplificação Em 1929, a Academia tentou restaurar o sistema ortográfico simplificado, mas não houve aceitação popular. Em 30 de abril de 1931, finalmente é assinado um acordo Brasil-Portugal. O Brasil adota o projeto português de 1911. O vaivém ortográfico, entretanto, não parava por aí. Depois de oficializado em 1933, o acordo de 1931 é derrubado pela Constituição Brasileira de 1934, que mandava voltar à ortografia da Constituição de 1891. Isso é verdadeiramente incrível! Em pleno século 20, depois de toda a revolução modernista, voltar ao ph! Não é preciso dizer que a revolta foi geral. Professores, escritores, editores, juristas e até a própria ABL clamavam contra esse infeliz decreto. Só em 1938 a paz ortográfica é restabelecida com a volta do acordo de 31. Iniciou-se a partir daí um processo de uniformização da ortografia brasileira e portuguesa, que culminou no acordo de 1943. Nesse momento, os governos dos dois países assinaram a convenção "para a Unidade, Ilustração e Defesa do Idioma Comum". Foi nomeada uma comissão responsável pela preparação do Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Em 1945, o acordo tornou-se lei em Portugal. O Brasil manteve a ortografia do Vocabulário de 1943. Em 1971, no governo Médici, um novo decreto é assinado. A ortografia de 1943 sofreu pequenas alterações. Essa foi a última reforma e perdura até hoje.
Em Portugal, o decreto de 1945 não foi alterado. Sem fim Mas, ao que parece, o ponto final dessa história não chega nunca. Descontentes com a existência de duas grafias diferentes e alegando que isso pode trazer problemas não só lingüísticos, mas também políticos, os acadêmicos voltaram a insistir em uma nova reforma. A partir de 1975, após a independência das colônias portuguesas africanas (São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola e Moçambique), o problema se agravou, já que passaram a ser sete os países envolvidos numa tentativa de uniformização ortográfica. Em maio de 1986, no governo Sarney, houve uma primeira tentativa de se estabelecer um acordo ortográfico, envolvendo os sete países de língua portuguesa.
Após um encontro, no Rio de Janeiro, foi elaborado um novo acordo. Por ser considerado muito radical - o projeto propunha a supressão dos acentos nas proparoxítonas e paroxítonas -, acabou sendo rejeitado, principalmente por Portugal, e condenado ao fracasso. Contudo, se a persistência vence, em 1990 lá estavam os acadêmicos e representantes de governo novamente reunidos - agora em Lisboa -, debatendo (e batendo-se por) uma unificação ortográfica. Desse encontro, ficou decidido que: os signatários do acordo deveriam transformá-lo em lei; a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras seriam responsáveis pela publicação de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa.
Novo acordo
Esse novo texto, bem menos problemático que o de 1986, tinha dois grandes objetivos: 1) fixar e delimitar as diferenças entre os falantes da língua e 2) criar uma comunidade com uma unidade lingüística expressiva para ampliar seu prestígio no âmbito internacional. Publicado por Antônio Houaiss (A Nova Ortografia da Língua Portuguesa, São Paulo, Ática, 1991), o novo acordo deveria entrar em vigor em 1994. Não foi o que aconteceu. Ratificado, em 1996, apenas por Portugal, Brasil e Cabo Verde - prevendo-se que Timor Leste também o aceite, já que, depois de sua independência, tornou-se membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) -, o acordo continua adormecido.
Quase dez anos se passaram e, até agora, a ortografia vigente no Brasil é a do acordo luso-brasileiro de 1943 (sancionado pelo Decreto-Lei nº 2.623, de 21 de outubro de 1955, e simplificado pela Lei nº 5.765, de 18 de dezembro de 1971). Além das diferenças em relação ao uso do trema (em Portugal esse sinal gráfico não é usado e no Brasil é obrigatório nos grupos que, qui, gue, gui, quando o u for átono e pronunciado), ao emprego do hífen e principalmente à acentuação (o Antônio brasileiro é o António português), é o tratamento dado às chamadas consoantes mudas o que mais chama a atenção entre a ortografia européia e a brasileira: acto, baptismo, correcção e óptimo, em Portugal, correspondem a ato, batismo, correção e ótimo no Brasil.
O acordo de 1994 dava conta dessa questão. Dificuldades atuais Viu-se, até aqui, o quanto é difícil chegar a um consenso em relação às regras ortográficas. Parece que nunca se alcançará o ideal. Por mais que a ortografia se aproxime da fonética - e já ficou provado que é realmente o desejável -, a língua falada, além de apresentar variações geográficas, muda no tempo muito rapidamente e não há forma de escrita que consiga acompanhar todos esses matizes e todas essas transformações. É necessário que haja uma única forma gráfica, sem dúvida. O que seria do português brasileiro se para a palavra colégio o paulista grafasse coléjo, o carioca culégio e o baiano cólégio.
Haveria uma retomada da confusão medieval. O pior problema, entretanto, é o fato de um único grafema ser correspondente a vários fonemas (sons). O x corresponde a /s/ - máximo, /z/ - exame, /ch/- Xuxa - além de ks (dois fonemas) - tóxico -, e a um único fonema corresponderem vários grafemas: o som /s/ pode ser escrito com c, ç, s, ss, sc, sç, x, xc, z. Muitas vezes, o que se percebe é que o uso atropela as regras, principalmente no que diz respeito à grafia das palavras de origem estrangeira. Diz a regra que o x, deve ser usado em palavras provenientes de línguas modernas. Daí a grafia de shampoo deveria ser xampu. Assim registra o dicionário. Não há, porém, nenhuma marca de xampu disponível nos supermercados brasileiros. O ç, por convenção, deve ser usado em palavras de origem tupi. É o que deveria ocorrer com o sufixo -açu, por ter essa origem. A cidade paulista de Pirassununga não segue a regra. Foz do Iguaçu, recentemente, quis ser Foz do Iguassu, alegando que o ç não faz parte do universo on-line. A mudança não pegou. Já que o assunto é ss, a velha e boa mussarela, aquela, da pizza (e não pítça), simplesmente não existe. O que existe é a muçarela, isso mesmo, com ç, ou ainda a mozarela. Mozarela? Sim, do italiano mozzarella. Dá para engolir?
O século 20 acabou, e a questão ortográfica não se resolveu por completo. Há muito ainda o que discutir sobre o uso das letras, dos acentos e até do hífen. Enquanto os problemas continuam atormentando acadêmicos e parece que não terão fim tão cedo, adolescentes do novo milênio adotam em seus blogs uma nova ortografia. No chamado internetês, o k substitui o qu (aki = aqui), o x vale por ss (axim = assim) e o h transforma-se em acento agudo (ateh = até). Seria o prenúncio da ortografia virtual? Só o tempo dirá.
Autora: Elis de Almeida Cardoso é doutora em Letras, professora de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo e autora do capítulo A Formação Histórica do Léxico da Língua Portuguesa (A Língua que Falamos: São Paulo: Globo, 2005. org. Luiz Antônio da Silva).
Enviado por: Rivaldo Cavalcante
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Literatura Informativa - Fonte: Helena Webdesigner
* Período Histórico
As grandes navegações trazem para o homem ibérico a expansão cultural e material. De um lado, havia a preocupação da conquista material - principalmente ouro, prata, ferro madeira - e de outro lado, a preocupação espiritual resultante da Contra-Reforma. (veja explicação histórica em Barroco)
* Período Literário
Quinhentismo é o nome dado às primeiras manifestações literárias ocorridas no Brasil durante o século XVI e à introdução da cultura européia em terras brasileiras.
É a literatura dos navegantes, dos argonautas descobridores das novas terras, um reflexo das Grandes Navegações. A Literatura Informativa, não tem grande valor literário, no entanto, os documentos que a compõem são a única fonte de informação sobre o Brasil - flora, fauna e indígenas - que os viajantes registraram em seus diários de bordo. A correspondência que trocavam entre si e os diários são de valor histórico, pois seu cunho altamente descritivo, empenha-se em fazer um levantamento da "Nova Terra" - Brasil.
A principal característica desses documentos é a exaltação à terra brasileira, resultante do assombro do europeu diante do exotismo e da exuberância tropical. O uso exagerado de adjetivos, quase sempre utilizados no modo superlativo, demonstram o encanto pela paisagem e expressam uma visão paradisíaca, associando a nova terra aos mitos edênicos (éden, paraíso) e às lendas de Eldorado.
Descrevendo a paisagem, o índio e os primeiros grupos sociais, documenta também a intenção do colonizador em conquistar, explorar, dominar e comerciar gananciosamente, sob o pretexto da difusão do Cristianismo. A "dilatação da fé e do Império" marcou-se por um clima teológico e mercantil, similar ao espírito das cruzadas, na Era Medieval.
O primeiro documento histórico-literário é a certidão de nascimento brasileira - A Carta de Achamento do Brasil - escrita por Pero Vaz de Caminha, escrivão-mor da frota de Pedro Álvares Cabral, dirigida a El Rei Dom Manuel.
A partir desse primeiro documento, encontramos na Literatura Informativa textos que nos remetem ora ao mito edênico, com descrições fervores de busca fantasiosa ao paraíso prometido, ora a visão realista das dificuldades de exploração da terra e o confronto indígena.
* Literatura Jesuítica
No mesmo período em que ocorrem as explorações à terra brasileira, logo após a vinda da frota de Pedro Álvares Cabral, a Igreja Católica começa a enviar para cá os jesuítas, principalmente os da Ordem da Cruz de Malta, conhecidos padres guerreiros, com o intuito de catequizar os índios - nova perspectiva vislumbrada pela Igreja para ampliar sua dominação.
Os textos dos jesuítas aliam poesia religiosa e preocupação com a conversão indígena, a preservação dos costumes ibéricos e o avanço dos ideais contra-reformistas.
Padre Anchieta escreveu peças teatrais religiosas, com linguagem portuguesa de fácil compreensão pelos índios. Para encená-las, utilizava os próprios índios como atores, personificando sentimentos duais como Bem x Mal, Riqueza x Pobreza, Ganância x Avareza, etc..., em clara exposição dos valores europeus e da decadência social que a sociedade ibérica atravessava. Para o índio, tudo era novidade, embora com valores culturais diferentes, gostava das quinquilharias com que era presenteado.
Padre Anchieta elaborou, também, uma gramática e um dicionário em língua tupi com o objetivo de facilitar a comunicação entre os demais sacerdotes e os indígenas.
As grandes navegações trazem para o homem ibérico a expansão cultural e material. De um lado, havia a preocupação da conquista material - principalmente ouro, prata, ferro madeira - e de outro lado, a preocupação espiritual resultante da Contra-Reforma. (veja explicação histórica em Barroco)
* Período Literário
Quinhentismo é o nome dado às primeiras manifestações literárias ocorridas no Brasil durante o século XVI e à introdução da cultura européia em terras brasileiras.
É a literatura dos navegantes, dos argonautas descobridores das novas terras, um reflexo das Grandes Navegações. A Literatura Informativa, não tem grande valor literário, no entanto, os documentos que a compõem são a única fonte de informação sobre o Brasil - flora, fauna e indígenas - que os viajantes registraram em seus diários de bordo. A correspondência que trocavam entre si e os diários são de valor histórico, pois seu cunho altamente descritivo, empenha-se em fazer um levantamento da "Nova Terra" - Brasil.
A principal característica desses documentos é a exaltação à terra brasileira, resultante do assombro do europeu diante do exotismo e da exuberância tropical. O uso exagerado de adjetivos, quase sempre utilizados no modo superlativo, demonstram o encanto pela paisagem e expressam uma visão paradisíaca, associando a nova terra aos mitos edênicos (éden, paraíso) e às lendas de Eldorado.
Descrevendo a paisagem, o índio e os primeiros grupos sociais, documenta também a intenção do colonizador em conquistar, explorar, dominar e comerciar gananciosamente, sob o pretexto da difusão do Cristianismo. A "dilatação da fé e do Império" marcou-se por um clima teológico e mercantil, similar ao espírito das cruzadas, na Era Medieval.
O primeiro documento histórico-literário é a certidão de nascimento brasileira - A Carta de Achamento do Brasil - escrita por Pero Vaz de Caminha, escrivão-mor da frota de Pedro Álvares Cabral, dirigida a El Rei Dom Manuel.
A partir desse primeiro documento, encontramos na Literatura Informativa textos que nos remetem ora ao mito edênico, com descrições fervores de busca fantasiosa ao paraíso prometido, ora a visão realista das dificuldades de exploração da terra e o confronto indígena.
* Literatura Jesuítica
No mesmo período em que ocorrem as explorações à terra brasileira, logo após a vinda da frota de Pedro Álvares Cabral, a Igreja Católica começa a enviar para cá os jesuítas, principalmente os da Ordem da Cruz de Malta, conhecidos padres guerreiros, com o intuito de catequizar os índios - nova perspectiva vislumbrada pela Igreja para ampliar sua dominação.
Os textos dos jesuítas aliam poesia religiosa e preocupação com a conversão indígena, a preservação dos costumes ibéricos e o avanço dos ideais contra-reformistas.
Padre Anchieta escreveu peças teatrais religiosas, com linguagem portuguesa de fácil compreensão pelos índios. Para encená-las, utilizava os próprios índios como atores, personificando sentimentos duais como Bem x Mal, Riqueza x Pobreza, Ganância x Avareza, etc..., em clara exposição dos valores europeus e da decadência social que a sociedade ibérica atravessava. Para o índio, tudo era novidade, embora com valores culturais diferentes, gostava das quinquilharias com que era presenteado.
Padre Anchieta elaborou, também, uma gramática e um dicionário em língua tupi com o objetivo de facilitar a comunicação entre os demais sacerdotes e os indígenas.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Advérbio
Advérbio
sobre Português Por Algosobre
conteudo@algosobre.com.br
Publicidade
É uma palavra que modifica (que se refere) a um verbo, a um adjetivo, a um outro advérbio.
A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescenta uma circunstância. Só os de intensidade é que podem também modificar adjetivos e advérbios.
• Mora muito longe. (muito = modifica o advérbio longe).
• Sairei cedo para alcançar os excursionistas (cedo = modifica o verbo sairei).
• Eram exercícios bem difíceis (bem = modifica o adjetivo difíceis).
Classificação Dos Advérbios
1º) De Afirmação: sim, certamente, deveras, realmente, incontestavelmente, efetivamente.
2º) De Dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, provavelmente, decerto, certo.
3º) De Intensidade: muito, mui, pouco, assaz, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo, completamente, profundamente, demasiadamente, excessivamente, demais, nada, ligeiramente, levemente, quão, quanto, bem, mas, quase, apenas, como.
4º) De Lugar: abaixo, acima, acolá, cá, lá, aqui, ali, aí, além, algures, aquém, alhures, nenhures, atrás, fora, afora, dentro, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte, aonde, donde, detrás.
5º) De Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, melhor, pior, aliás, calmamente, livremente, propositadamente, selvagemente, e quase todos os advérbios terminados em "mente".
6º) De Negação: não, absolutamente.
7º) De Tempo: agora, hoje, amanhã, depois, ontem, anteontem, já, sempre, amiúde, nunca, jamais, ainda, logo, antes, cedo, tarde, ora, afinal, outrora, então, breve, aqui, nisto, aí, entrementes, brevemente, imediatamente, raramente, finalmente, comumente, presentemente, etc.
Há ainda advérbios interrogativos: onde? aonde? quando? como? por quê?: Onde estão eles? Quando sairão? Como viajaram? Por que não telefonaram?
Locuções Adverbiais
São duas ou mais palavras com função de advérbio: às tontas, às claras, às pressas, às ocultas, à toa, de vez em quando, de quando em quando, de propósito, às vezes, ao acaso, ao léu, de repente, de chofre, a olhos vistos, de cor, de improviso, em breve, por atacado, em cima, por trás, para trás, de perto, sem dúvida, passo a passo, etc.
sobre Português Por Algosobre
conteudo@algosobre.com.br
Publicidade
É uma palavra que modifica (que se refere) a um verbo, a um adjetivo, a um outro advérbio.
A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescenta uma circunstância. Só os de intensidade é que podem também modificar adjetivos e advérbios.
• Mora muito longe. (muito = modifica o advérbio longe).
• Sairei cedo para alcançar os excursionistas (cedo = modifica o verbo sairei).
• Eram exercícios bem difíceis (bem = modifica o adjetivo difíceis).
Classificação Dos Advérbios
1º) De Afirmação: sim, certamente, deveras, realmente, incontestavelmente, efetivamente.
2º) De Dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, provavelmente, decerto, certo.
3º) De Intensidade: muito, mui, pouco, assaz, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo, completamente, profundamente, demasiadamente, excessivamente, demais, nada, ligeiramente, levemente, quão, quanto, bem, mas, quase, apenas, como.
4º) De Lugar: abaixo, acima, acolá, cá, lá, aqui, ali, aí, além, algures, aquém, alhures, nenhures, atrás, fora, afora, dentro, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte, aonde, donde, detrás.
5º) De Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, melhor, pior, aliás, calmamente, livremente, propositadamente, selvagemente, e quase todos os advérbios terminados em "mente".
6º) De Negação: não, absolutamente.
7º) De Tempo: agora, hoje, amanhã, depois, ontem, anteontem, já, sempre, amiúde, nunca, jamais, ainda, logo, antes, cedo, tarde, ora, afinal, outrora, então, breve, aqui, nisto, aí, entrementes, brevemente, imediatamente, raramente, finalmente, comumente, presentemente, etc.
Há ainda advérbios interrogativos: onde? aonde? quando? como? por quê?: Onde estão eles? Quando sairão? Como viajaram? Por que não telefonaram?
Locuções Adverbiais
São duas ou mais palavras com função de advérbio: às tontas, às claras, às pressas, às ocultas, à toa, de vez em quando, de quando em quando, de propósito, às vezes, ao acaso, ao léu, de repente, de chofre, a olhos vistos, de cor, de improviso, em breve, por atacado, em cima, por trás, para trás, de perto, sem dúvida, passo a passo, etc.
sábado, 11 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
TRABALHO - FONÉTICA
TRABALHO AVALIATIVO.(FONÉTICA)
1. Assinale a alternativa errada a respeito da palavra "churrasqueira".
A. apresenta 13 letras e 10 fonemas
B. apresenta 3 dígrafos: ch, rr, qu
C. divisão silábica: chur-ras-quei-ra
D. é paroxítona e polissílaba
E. apresenta o tritongo: uei
2. Qual das alternativas abaixo possui palavras com mais letras do que fonemas?
A. Caderno
B. Chapéu
C. Flores
D. Livro
E. Disco
3. Ele chegou às carreiras, trazendo do colégio a notícia da saída do professor. As palavras em itálico na frase anterior apresentam respectivamente:
A. hiato, ditongo decrescente, ditongo crescente
B. ditongo crescente, ditongo decrescente, hiato
C. ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato
D. ditongo decrescente, ditongo crescente, ditongo decrescente
E. hiato, ditongo crescente, ditongo decrescente
4. Assinale a melhor resposta. Em papagaio, temos:
A. um ditongo
B. um tritongo
C. um trissílabo
D. um oxítono
E. um proparoxítono
5. Assinale a série em que apenas um dos vocábulos não possui dígrafo:
A. folha - ficha - lenha - fecho
B. lento - bomba - trinco - algum
C. águia - queijo - quatro - quero
D. descer - cresço - exceto - exsudar
D. serra - vosso - arrepio – assinar
6. Assinale a alternativa que inclui palavras da frase abaixo que contêm, respectivamente, um ditongo oral crescente e um hiato.
As mágoas de minha mãe, que sofria em silêncio, jamais foram compreendidas por mim e meus irmãos.
A)foram - minha
B. sofria - jamais
C. meus - irmãos
D. mãe - silêncio
E. mágoas – compreendidas
7. Na palavra armazém:
A. há dígrafo e ditongo
B. não há dígrafo, mas há ditongo
C. não há ditongo nem dígrafo
D. há dígrafo, mas não há ditongo
E. n. d. a.
8. Assinale a seqüência em que todas as palavras estão partidas corretamente.
A. trans-a-tlân-ti-co / fi-el / sub-ro-gar
B. bis-a-vô / du-e-lo / fo-ga-réu
C. sub-lin-gual / bis-ne-to / de-ses-pe-rar
D. des-li-gar / sub-ju-gar / sub-scre-ver
E. cis-an-di-no / es-pé-cie / a-teu
9. Segundo as normas do vocabulário oficial, a separação silábica está corretamente efetuada em ambos os vocábulos das opções:
A. to-cas-sem, res-pon-dia
B. mer-ce-ná-rio, co-in-ci-di-am
C. po-e-me-to, pré-dio
D. ru-i-vo, pe-rí-o-do
E. do-is, pau-sas
10. Assinale a alternativa que não apresenta todas as palavras separadas corretamente.
A. de-se-nho, po-vo-ou, fan-ta-si-a, mi-lhões
B. di-á-rio, a-dul-tos, can-tos, pla-ne-ta
C. per-so-na-gens, po-lí-cia, ma-gia, i-ni-ci-ou
D. con-se-guir, di-nhei-ro, en-con-trei, ar-gu-men-tou
E. pais, li-ga-ção, a-pre-sen-ta-do, au-tên-ti-co
11. Dadas as palavras: des-a-ten-to / sub-es-ti-mar / trans-tor-no, constatamos que a separação silábica está correta:
A. apenas n° 1
B. apenas n° 2
C. apenas n° 3
D. em todas as palavras
E. n. d. a.
12. Dadas as palavras: tung-stê-nio / bis-a-vô / du-e-lo, constatamos que a separação silábica está correta:
A. apenas n° 1
B. apenas n° 2
C. apenas n° 3
D. em todas as palavras
E. n. d. a.
1. Nas palavras alma, sinto e porque, temos, respectivamente:
A. 4 fonemas - 5 fonemas - 6 fonemas.
B. 5 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.
C. 4 fonemas - 4 fonemas - 5 fonemas.
D. 5 fonemas - 4 fonemas - 6 fonemas.
E. 4 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.
2. A alternativa que apresenta uma incorreção é:
A. o fonema está diretamente ligado ao som da fala.
B. as letras são representações gráficas dos fonemas.
C. a palavra "tosse" possui quatro fonemas.
D. uma única letra pode representar fonemas diferentes.
E. a letra "h" sempre representa um fonema.
3. Todas as palavras abaixo possuem um encontro vocálico e um encontro consonantal, exceto:
A. destruir.
B. magnésio.
C. adstringente.
D. pneu.
E. autóctone.
4. A série em que todas as palavras apresentam dígrafo é.
A. assinar / bocadinho / arredores.
B. residência / pingue-pongue / dicionário.
C. digno / decifrar / dissesse.
D. dizer / holandês / groenlandeses.
E. futebolísticos / diligentes / comparecimento.
5. Verificamos a presença de um hiato em:
A. entendia.
B. trabalho.
C. conjeturou.
D. mais.
E. saguão.
6. A alternativa que apresenta certa dificuldade de distinção entre ditongo crescente e hiato é:
A. pai-saúde-mau-juízo.
B. Saara-preencher-cruel-doer.
C. faísca-degrau-chapéu-voo.
D. piada-miolo-poente-miudeza.
E. frear-foi-saída-rei.
7. A alternativa que apresenta uma incorreção é:
A. "chapéu" possui um dígrafo e um ditongo decrescente.
B. "guerreiro" possui dois dígrafos e um ditongo decrescente.
C. "mangueira" possui dois dígrafos e um ditongo decrescente.
D. "enxagüei" possui dois dígrafos e um tritongo.
E. "exato" não possui dígrafos e nem encontro vocálico.
8. A alternativa em que as letras sublinhadas nas palavras constituem, respectivamente, dígrafo e encontro consonantal é:
A. exceção / étnico
B. banho / desça
C. seguir / nascimento
D. aquático / psicologia
E. occipital / represa
Nas questões 9 e 10, observe os encontros vocálicos e os dígrafos e assinale a única afirmativa incorreta:
9.
A. na palavra cãibra ocorre um ditongo nasal decrescente.
B. na palavra frequente ocorre um ditongo oral crescente.
C. na palavra radiouvinte ocorre um tritongo oral.
D. na palavra pneumonia ocorrem um ditongo decrescente e um hiato.
E. na palavra zoologia ocorrem dois hiatos.
10.
A. a palavra discente tem dígrafo consonantal e um dígrafo vocálico.
B. a palavra entranhas tem um dígrafo vocálico e um dígrafo consonantal.
C. a palavra também tem dois dígrafos vocálicos.
D. a palavra tranqüilo tem um dígrafo vocálico e não apresenta dígrafo consonantal.
E. a palavra borracha tem dois dígrafos consonantais.
11. O vocábulo cujo número de letras é igual ao número de fonemas está em:
A. sucedida.
B. habitando.
C. grandes.
D. espinhos.
E. ressoou.
12. A palavra que apresenta ditongo crescente é:
A. acordou.
B. teriam.
C. noites.
D. jamais.
E. quando.
13. Só não existe hiato em:
A. atoleiros.
B. miaram.
C. ruído.
D. defendiam.
E. haviam.
14. Indique a palavra que tem 5 fonemas:
A. ficha.
B. molhado.
C. guerra.
D. fixo.
E. hulha.
15. Assinale o vocábulo com ditongo nasal decrescente:
A. quando.
B. zangou.
C. misteriosos.
D. vitória.
E. moravam.
16. A palavra "charuto" apresenta:
A. um dígrafo e seis fonemas.
B. um dígrafo e sete fonemas.
C. sete letras e sete fonemas.
D. sete letras e dois dígrafos.
E. sete letras e cinco fonemas.
17. Marque o item que apresenta erro na divisão silábica:
A. téc-ni-co
B. de-ce-pção
C. ad-jun-to
D. con-fec-ção
E. obs-tá-cu-lo
1. Assinale a alternativa errada a respeito da palavra "churrasqueira".
A. apresenta 13 letras e 10 fonemas
B. apresenta 3 dígrafos: ch, rr, qu
C. divisão silábica: chur-ras-quei-ra
D. é paroxítona e polissílaba
E. apresenta o tritongo: uei
2. Qual das alternativas abaixo possui palavras com mais letras do que fonemas?
A. Caderno
B. Chapéu
C. Flores
D. Livro
E. Disco
3. Ele chegou às carreiras, trazendo do colégio a notícia da saída do professor. As palavras em itálico na frase anterior apresentam respectivamente:
A. hiato, ditongo decrescente, ditongo crescente
B. ditongo crescente, ditongo decrescente, hiato
C. ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato
D. ditongo decrescente, ditongo crescente, ditongo decrescente
E. hiato, ditongo crescente, ditongo decrescente
4. Assinale a melhor resposta. Em papagaio, temos:
A. um ditongo
B. um tritongo
C. um trissílabo
D. um oxítono
E. um proparoxítono
5. Assinale a série em que apenas um dos vocábulos não possui dígrafo:
A. folha - ficha - lenha - fecho
B. lento - bomba - trinco - algum
C. águia - queijo - quatro - quero
D. descer - cresço - exceto - exsudar
D. serra - vosso - arrepio – assinar
6. Assinale a alternativa que inclui palavras da frase abaixo que contêm, respectivamente, um ditongo oral crescente e um hiato.
As mágoas de minha mãe, que sofria em silêncio, jamais foram compreendidas por mim e meus irmãos.
A)foram - minha
B. sofria - jamais
C. meus - irmãos
D. mãe - silêncio
E. mágoas – compreendidas
7. Na palavra armazém:
A. há dígrafo e ditongo
B. não há dígrafo, mas há ditongo
C. não há ditongo nem dígrafo
D. há dígrafo, mas não há ditongo
E. n. d. a.
8. Assinale a seqüência em que todas as palavras estão partidas corretamente.
A. trans-a-tlân-ti-co / fi-el / sub-ro-gar
B. bis-a-vô / du-e-lo / fo-ga-réu
C. sub-lin-gual / bis-ne-to / de-ses-pe-rar
D. des-li-gar / sub-ju-gar / sub-scre-ver
E. cis-an-di-no / es-pé-cie / a-teu
9. Segundo as normas do vocabulário oficial, a separação silábica está corretamente efetuada em ambos os vocábulos das opções:
A. to-cas-sem, res-pon-dia
B. mer-ce-ná-rio, co-in-ci-di-am
C. po-e-me-to, pré-dio
D. ru-i-vo, pe-rí-o-do
E. do-is, pau-sas
10. Assinale a alternativa que não apresenta todas as palavras separadas corretamente.
A. de-se-nho, po-vo-ou, fan-ta-si-a, mi-lhões
B. di-á-rio, a-dul-tos, can-tos, pla-ne-ta
C. per-so-na-gens, po-lí-cia, ma-gia, i-ni-ci-ou
D. con-se-guir, di-nhei-ro, en-con-trei, ar-gu-men-tou
E. pais, li-ga-ção, a-pre-sen-ta-do, au-tên-ti-co
11. Dadas as palavras: des-a-ten-to / sub-es-ti-mar / trans-tor-no, constatamos que a separação silábica está correta:
A. apenas n° 1
B. apenas n° 2
C. apenas n° 3
D. em todas as palavras
E. n. d. a.
12. Dadas as palavras: tung-stê-nio / bis-a-vô / du-e-lo, constatamos que a separação silábica está correta:
A. apenas n° 1
B. apenas n° 2
C. apenas n° 3
D. em todas as palavras
E. n. d. a.
1. Nas palavras alma, sinto e porque, temos, respectivamente:
A. 4 fonemas - 5 fonemas - 6 fonemas.
B. 5 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.
C. 4 fonemas - 4 fonemas - 5 fonemas.
D. 5 fonemas - 4 fonemas - 6 fonemas.
E. 4 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.
2. A alternativa que apresenta uma incorreção é:
A. o fonema está diretamente ligado ao som da fala.
B. as letras são representações gráficas dos fonemas.
C. a palavra "tosse" possui quatro fonemas.
D. uma única letra pode representar fonemas diferentes.
E. a letra "h" sempre representa um fonema.
3. Todas as palavras abaixo possuem um encontro vocálico e um encontro consonantal, exceto:
A. destruir.
B. magnésio.
C. adstringente.
D. pneu.
E. autóctone.
4. A série em que todas as palavras apresentam dígrafo é.
A. assinar / bocadinho / arredores.
B. residência / pingue-pongue / dicionário.
C. digno / decifrar / dissesse.
D. dizer / holandês / groenlandeses.
E. futebolísticos / diligentes / comparecimento.
5. Verificamos a presença de um hiato em:
A. entendia.
B. trabalho.
C. conjeturou.
D. mais.
E. saguão.
6. A alternativa que apresenta certa dificuldade de distinção entre ditongo crescente e hiato é:
A. pai-saúde-mau-juízo.
B. Saara-preencher-cruel-doer.
C. faísca-degrau-chapéu-voo.
D. piada-miolo-poente-miudeza.
E. frear-foi-saída-rei.
7. A alternativa que apresenta uma incorreção é:
A. "chapéu" possui um dígrafo e um ditongo decrescente.
B. "guerreiro" possui dois dígrafos e um ditongo decrescente.
C. "mangueira" possui dois dígrafos e um ditongo decrescente.
D. "enxagüei" possui dois dígrafos e um tritongo.
E. "exato" não possui dígrafos e nem encontro vocálico.
8. A alternativa em que as letras sublinhadas nas palavras constituem, respectivamente, dígrafo e encontro consonantal é:
A. exceção / étnico
B. banho / desça
C. seguir / nascimento
D. aquático / psicologia
E. occipital / represa
Nas questões 9 e 10, observe os encontros vocálicos e os dígrafos e assinale a única afirmativa incorreta:
9.
A. na palavra cãibra ocorre um ditongo nasal decrescente.
B. na palavra frequente ocorre um ditongo oral crescente.
C. na palavra radiouvinte ocorre um tritongo oral.
D. na palavra pneumonia ocorrem um ditongo decrescente e um hiato.
E. na palavra zoologia ocorrem dois hiatos.
10.
A. a palavra discente tem dígrafo consonantal e um dígrafo vocálico.
B. a palavra entranhas tem um dígrafo vocálico e um dígrafo consonantal.
C. a palavra também tem dois dígrafos vocálicos.
D. a palavra tranqüilo tem um dígrafo vocálico e não apresenta dígrafo consonantal.
E. a palavra borracha tem dois dígrafos consonantais.
11. O vocábulo cujo número de letras é igual ao número de fonemas está em:
A. sucedida.
B. habitando.
C. grandes.
D. espinhos.
E. ressoou.
12. A palavra que apresenta ditongo crescente é:
A. acordou.
B. teriam.
C. noites.
D. jamais.
E. quando.
13. Só não existe hiato em:
A. atoleiros.
B. miaram.
C. ruído.
D. defendiam.
E. haviam.
14. Indique a palavra que tem 5 fonemas:
A. ficha.
B. molhado.
C. guerra.
D. fixo.
E. hulha.
15. Assinale o vocábulo com ditongo nasal decrescente:
A. quando.
B. zangou.
C. misteriosos.
D. vitória.
E. moravam.
16. A palavra "charuto" apresenta:
A. um dígrafo e seis fonemas.
B. um dígrafo e sete fonemas.
C. sete letras e sete fonemas.
D. sete letras e dois dígrafos.
E. sete letras e cinco fonemas.
17. Marque o item que apresenta erro na divisão silábica:
A. téc-ni-co
B. de-ce-pção
C. ad-jun-to
D. con-fec-ção
E. obs-tá-cu-lo
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
ORTOÉPIA,METAFONIA E PROSÓDIA.VÍCIOS DE SINTAXE.
FONTE:PORTAL SÃO FRANCISCO
Ortoépia
Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos.
A ortoépia está relacionada com: a perfeita emissão das vogais, a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos.
Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia. Alguns exemplos:
a- pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre:
pronúncia correta, timbre fechado (ê, ô):
• omelete
• alcova
• crosta...
pronúncia errada, timbre aberto (é, ó):
• omelete
• alcova
• crosta...
b- omitir fonemas:
• cantar/ canta
• trabalhar/trabalha
• amor/amo
• abóbora/abóbra,prostrar/ prostar, reivindicar/revindicar...
c- acréscimo de fonemas:
• pneu/peneu
• freada/ freiada
• bandeja/ bandeija...
d- substituição de fonemas:
• cutia/cotia
• cabeçalho/ cabeçário
• bueiro/ boeiro
e- troca de posição de um ou mais fonemas:
• caderneta/ cardeneta
• bicarbonato/ bicabornato
• muçulmano/ mulçumano
f- nasalização de vogais
• sobrancelha/ sombrancelha
• mendigo/ mendingo
• bugiganga/ bungiganga ou buginganga
g- pronunciar a crase:
• A aula iria acabar às cinco horas./ A aula iria acabar àas cinco horas
h- ligar as palavras na frase de forma incorreta:
correta:
• A aula/ iria acabar/ às cinco horas.
exemplo de ligação incorreta:
• A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.
PROSÓDIA
A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta.
Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que freqüentemente geram dúvidas quanto à prosódia:
1) oxítonas:
• cateter
• Cister
• condor
• hangar
• mister
• negus
• Nobel
• novel
• recém
• refém
• ruim
• sutil
• ureter
2) paroxítonas:
• avaro
• avito
• barbárie
• caracteres
• cartomancia
• ciclope
• erudito
• ibero
• gratuito
• ônix
• poliglota
• pudico
• rubrica
• tulipa
3) proparoxítonas:
• aeródromo
• alcoólatra
• álibi
• âmago
• antídoto
• elétrodo
• lêvedo
• protótipo
• quadrúmano
• vermífugo
• zéfiro
Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto, oscilante, mesmo na língua culta.
Exemplos
• acrobata e acróbata
• crisântemo e crisantemo
• Oceânia e Oceania
• réptil e reptil
• xerox e xérox
• e outras
Outras assumem significados diferentes, de acordo a acentuação:
Exemplos
• valido/ válido
• Vivido /Vívido
Fonte: www.portugues.com.br
ORTOÉPIA E PROSÓDIA
Ortoepia (ou ortoépia) e prosódia são partes da gramática que, relacionadas à fonética e à fonologia, registram a pronúncia correta de determinadas palavras.
A ortoepia (ou ortoépia) trata da correta enunciação da palavra. Assim, manda que se observe bem a pronúncia das consoantes, e não diga escrevê, mas escrever; nem pissicologia, mas psicologia, com p brando. Manda também que se observe bem a pronúncia das vogais, e não se troque seu timbre; assim, devemos pronunciar sempre: socórrus, e não socôrrus; chofér e não chofêr, etc. Manda finalmente que os ditongos sejam emitidos de modo claro e correto: eu rôubu, e não róbu; eu me intêiru, e não intéru; Rorãima, e não Roáima etc.
A prosódia trata da correta acentuação tônica as palavras. Ao erro prosódico se dá o nome de silabada.
Exemplos:
• Filantropo e não filântropo
• gratúito e não gratuíto
• recórde e não récorde
• etc
A entonação também é objeto de estudo da prosódia.
Plurais metafônicos
Nossa língua possui inúmeras palavras que mudam o timbre da vogal tônica, ao serem pluralizadas, fenômeno conhecido pelo nome de metafonia.
Exemplos
• ôlho / ólhos
• pôsto / póstos
Estes são os principais plurais metafônicos:
• aposto / apostos
• caroço / caroços
• choco / chocos
• corcovo / corcovos
• corno / cornos
• coro / coros
• despojo / despojos
• destroço / destroços
• esforço / esforços
• fogo / fogos
• forno / fornos
• fosso / fossos
• grosso / grossos
• imposto / impostos
• jogo / jogos
• miolo / miolos
• morto / mortos
• novo / novos
• olho / olhos
• osso / ossos
• ovo / ovos
• poço / poços
• porco / porcos
• posto / postos
• povo / povos
• rebordo / rebordos
• reforço / reforços
• rogo / rogos
• socorro / socorros
• tijolo / tijolos
• torto / tortos
• troco / trocos
• troço / troços
Todos as palavras terminadas em – oso e em – posto sofrem metafonia no plural:
• amistoso / amistosos
• bondoso / bondosos
• corajoso / corajosos
• teimoso / teimosos
• disposto / dispostos
• preposto / prepostos
• etc
BIBLIOGRAFIA
1. MAIA.João Domingues, Português ,Novo Ensino Médio, vol. Único,Editora Ática, SP,3a edição, 2000. 2. CADORE. Luís Agostinho, Curso Prático De Português,, volume único, Editora Ática, SP, 3a ed., 1995. 3. PLATÃO ET FIORIN, Lições de textos: leitura e redação, Editora Ática, São Paulo, 3a edição, 1998. 4. INFANTE. Ulisses, Curso de Gramática Aplicada aos textos, 2ª edição, São Paulo, Scipione, 1995. 5. MESQUITA. Roberto Melo, Gramática da Língua Portuguesa, 3ª edição, São Paulo, Saraiva, 1995.
Fonte: recantodasletras.uol.com.br
ORTOÉPIA E PROSÓDIA
A ortoépia trata da pronúncia correta das palavras. Quando as palavras são pronunciadas incorretamente, comete-se cacoépia.
É comum encontrarmos erros de ortoépia na linguagem popular, mais descuidada e com tendência natural para a simplificação.
Podemos citar como erros de ortoépia:
• “guspe” em vez de cuspe.
• “adevogado” em vez de advogado.
• “estrupo” em vez de estupro.
• “cardeneta” em vez de caderneta.
• “peneu” em vez de pneu.
• “abóbra” em vez de abóbora.
• “prostrar” em vez de prostar.
A prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras.
Cometer erro de prosódia é transformar uma palavra paroxítona em oxítona, ou uma proparoxítona em paroxítona etc.
• “rúbrica” em vez de rubrica.
• “sútil” em vez de sutil.
• “côndor” em vez de condor.
Fonte: redacaoescola.blogspot.com
ORTOÉPIA E PROSÓDIA
Ortoepia trata da correta pronúncia das palavras.
Exemplo
• "advogado", e não "adevogado" (o d é mudo).
Prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras.
Exemplo
• "rubrica" (palavra paroxítona), e não "rúbrica" (palavra proparoxítona).
Dessa forma, segue abaixo uma lista das principais palavras que normalmenteapresentam dúvidas quanto à sua pronúncia e tonicidade corretas.
ACRÓBATA / ACROBATA
Esta palavra, COMO MUITAS OUTRAS DE NOSSAlÍNGUA, admite as duas pronúncias: acróbata, com ênfase na sílaba "cró", ou acrobata,com força na sílaba "ba". Também é indiferente dizer Oceânia ou Oceania, transístor outransistor (com força na sílaba "tor", com o "ô" fechado).ALGOZ: (carrasco): palavra oxítona, cuja pronúncia do "o" deve ser fechada (algôz, =arroz).
AUTÓPSIA / NECROPSIA
Apesar de autópsia ter como vogal tônica o "ó", a formanecropsia, que possui o mesmo significado, deve ser pronunciada com ênfase no "i"
AZÁLEA / AZALÉIA
Segundo os melhores dicionários, estas duas formas sãoaceitáveis
AVARO (indivíduo muito apegado ao dinheiro)
Deve ser pronunciada comoparoxítona (acento tônico na sílaba va), e por terminar em "o", não deve ser acentuada.BOÊMIA: de origem francesa, relativa à cidade de Boéme, esta palavra tem sua sílabaforte no "ê", e não no "mi"
CARÁTER
Paroxítona que apresenta o plural caracteres, tendo o acréscimo da letra"c", e o deslocamento do acento tônico da sílaba "ra" para a sílaba "te", sem o empregode acento gráfico.
CATETER, MISTER e URETER
Todas possuindo sua acentuação tônica na últimasílaba (tér), sendo assim oxítonas.
CHICLETE / CHOPE / CLIPE / DROPE
Quando se referindo a uma só unidade decada um destes produtos, deve-se falar "um chiclete, um chope, um clipe, um drope", enão "um chicletes, um chopes, um clipes, um dropes". Existe, ainda, a variante "chiclé"(um chiclé, dois chiclés).
CUPIDO e CÚPIDO
A primeira forma (paroxítona e sem acento) significa o deus aladodo amor; a segunda (proparoxítona) tem o sentido de ávido de dinheiro, ambicioso,também pode ser usada como possuído de desejos amorosos.
EXTINGUIR
A sílaba "guir" desta palavra deve ser pronunciada como nas palavras"perseguir", "seguir", "conseguir". Isso também vale para "distinguir".
FLUIDO
Pronuncia-se como a forma verbal "cuido", verbo cuidar (com força no u).Assim também GRATUITO, CIRCUITO, INTUITO, fortuito. No entanto, o particípiodo verbo fluir é "fluído", acontecendo aqui um hiato, onde a vogal tônica agora passa aser o "í"
IBERO
Pronuncia-se como paroxítona (ênfase na sílaba BE, IBÉRO)
INEXORÁVEL: (= austero, rígido, inabalável...):
Esse "x" lê-se como os de exemplo,exame, exato, exercício, isto é, com o som de "z".
LÁTEX
Tendo seu acento tônico na penúltima sílaba e terminando com a letra x, é umapalavra paroxítona, e como tal deve ser pronunciada e acentuada.
MAQUINARIA
O acento tônico deve recair na sílaba "ri", e não sobre a sílaba "na"
NÉON
Muitos dicionários apresentam esta palavra como paroxítona, sendo acentuadapor terminar em "n"; no entanto, o dicionário Michaelis Melhoramentos, recentementeeditado, traz as duas grafias: néon (paroxítona) e neon (oxítona).
NOVEL e NOBEL
Palavras oxítonas que não devem ser acentuadas.
OBESO
Palavra paroxítona que deve ser pronunciada com o "e" aberto (obéso).Também são abertos o "e" de outras paroxítonas como "coeso" (coéso), "obsoleto"(obsoléto), o "o" de "dolo" (dólo), o "e" de "extra" (éxtra) e o "e" de "blefe" (bléfe).Apresentam-se, porém, fechados o "e" de "nesga" (nêsga), o de "destro" (dêstro), e o "o""torpe" (tôrpe).
OPTAR
Ao se conjugar este verbo na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo,deve-se pronunciar "ópto", e não "opito". Assim também em relação às formas verbais"capto, adapto, rapto" - todas com força na sílaba que vem antes do "p".
PROJÉTIL / PROJETIL
Ambas as formas têm o mesmo significado, apesar de aprimeira ser paroxítona e a segunda oxítona. Plurais: PROJÉTEIS / PROJETIS.PUDICO: (aquele que tem pudor, envergonhado): palavra paroxítona (ênfase na sílaba"di").
RECORDE
Deve ser pronunciada como paroxítona (recórde).
RÉPTIL / REPTIL
Mesmo caso da palavra PROJÉTIL. Plurais. RÉPTEIS / REPTIS.RUBRICA: palavra paroxítona, e não proparoxítona como se costuma pensar (ênfase nasílaba "bri").
RUIM
Palavra oxítona (ruím)
RUPIA / RÚPIA
A primeira forma se refere à moeda utilizada na Indonésia (força no"i") e a segunda é relativa a uma planta aquática (com ênfase no "ú").
SUBSÍDIOS
A pronúncia correta é com som de "ss", e não "z" (subssídios).
SUTIL e SÚTI
A primeira forma, sendo oxítona, significa "tênue, delicado, hábil"; asegunda, paroxítona, significa "tudo aquilo que é composto de pedaços costurados".
TÓXICO
Pronuncia-se com o som de "cs" = tócsico.NotaExiste alguma discordância quanto ao som do "x" de "hexa-". O Dicionário Aurélio -Século XXI, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - da Academia Brasileirade Letras, e o dicionário de Caldas Aulete dizem que esse "x" deve ter o som de "cs", edeve ser pronunciado como o "x" de "fixo", "táxi", "tóxico", etc. Já o "Houaiss" diz queesse "x" corresponde a "z", portanto deve ser lido como o "x" de "exame", "exercício","êxodo", etc.. Na língua falada do Brasil, nota-se interessante ambigüidade: o "x" de"hexágono" normalmente é lido como "z", mas o de "hexacampeão" costuma ser lidocomo "cs".
Por: Eduardo Fernandes Paes
Fonte: vilayara.ca.g12.br
VÍCIOS DE SINTAXE
BARBARISMO
É o emprego de vocábulos, expressões e constru‡ões alheias ao idioma. Os estrangeirismos que entram no idioma por um processo natural de assimilação de cultura assumem aspecto de sentimento político-patriótico que, aos olhos dos puristas extremados, trazem o selo da subserviência e da degradação do país.
Esquecem-se de que a língua, como produto social, registra, em tais estrangeirismos, os contactos de povos. Este tipo de patriotismo lingüístico (Leo Spitzer lhe dava pejorativamente o nome de "patriotite") é antigo e revela reflexos de antigas dissensões históricas. Bréal lembra que os filólogos gregos que baniam os vocábulos turcos do léxico continuavam, à sua moda, a guerra da independência. Entre nós o repúdio ao francesismo ou galicismo nasceu da repulsa, aliás, justa, dos portugueses aos excessos dos soldados de Juno quando Napoleão ordenou a invasão de Portugal.
O que se deve combater é o excesso de importação de línguas estrangeiras, mormente aquela desnecessária por se encontrarem no vernáculo vocábulos equivalentes.
CACÓFATO
Palavra de origem grega que significa "mau som", RESULTANTE DA aproximação das sílabas finais de uma palavra com as iniciais de outra, formando uma terceira de "som desagradável".
Exemplos:
Durante a Olimpíada de Atlanta, um repórter afirmou com muita ênfase: "Até hoje, o atletismo era o esporte que havia dado mais medalhas para o Brasil."
Na transmissão do jogo Brasil x Coréia, ouviu-se: "Flávio Conceição pediu a bola e Cafu deu."
Cacófatos mais conhecidos:
"Uma prima minha...", "Na boca dela...", "Na vez passada...", "Eu vi ela...", "Teu time nunca ganha", entre outros.
Segundo o gramático e filólogo Napoleão Mendes de Almeida "Só haverá cacofonia quando a palavra produzida for torpe, obscena ou ridícula. É infundado o exagerado escrúpulo de quem diz haver cacófato em 'por cada', 'ela tinha' e 'só linha'." No mesmo caso podemos incluir "uma mão" e "já tinha".
No meio empresarial, corre uma história muito curiosa. Dizem que uma engenheira química, durante visita a uma indústria, recebeu a seguinte pergunta: "Que a senhora faria se este problema ocorresse em sua fábrica?" Ela respondeu secamente: "Eu mandaria um químico meu." A resposta causou constrangimento. Todos disfarçaram e continuaram a reunião. Lá pelas tantas, nova pergunta: "E neste caso?" Nova resposta: "Eu mandaria um outro químico meu." Foram tantos "químico meu" que um diretor mais preocupado perguntou: "Mas...foi a fábrica toda?" Ela deve ter voltado para casa sem saber o porquê de tanto sucesso.
REDUNDÂNCIA
Palavra ou expressão desnecessária, por indicar idéia que já faz parte de outra passagem do texto.
Exemplos:
Você sabe o que significa "elo"? Além de sinônimo de argola, figurativamente elo pode significar "ligação, união". Então "elo de ligação" é outro belíssimo caso de redundância. Basta dizer que alguma coisa funciona como elo, e não que funciona como "elo de ligação".
O mesmo raciocínio se aplica em casos como o de "criar mil novos empregos". Pura redundância. Basta dizer "criar mil empregos".
Se é consenso, é geral. É redundante dizer "Há consenso geral em relação a isso". Basta dizer que há consenso.
Prefiro mais é errado. A força do prefixo (pre) dispensa o advérbio (mais). Diga sempre: prefiro sair sozinha; prefiro comer carne branca. Nada mais!
Outros exemplos de redundância:
"Acabamento final" (O acabamento vem no fim mesmo) "Criar novas teorias" (O que se cria é necessariamente novo) "Derradeira última esperança" (Derradeira é sinônimo de última) "Ele vai escrever a sua própria autobiografia" (Autobiografia é a biografia de si mesmo) "Houve contatos bilaterais entre as duas partes" (Basta: "bilaterais entre as partes") "O nível escolar dos alunos está se degenerando para pior" (É impossível degenerar para melhor) "O concurso foi antecipado para antes da data marcada" (Será que dá para antecipar para depois?) "Ganhe inteiramente grátis" (Se ganhar só pode ser grátis, imagine inteiramente grátis. Parece que alguém pode ganhar alguma coisa parcialmente grátis) "Por decisão unânime de toda a diretoria" (Boa foi a decisão unânime só da metade da diretoria!) "O juiz deferiu favoravelmente" (Se não fosse favoravelmente, o juiz tinha indeferido) "Não perca neste fim de ano, as previsões para o futuro" (Ainda estamos para ver as previsões para o passado!)
SOLECISMO
Colocação inadequada de algum termo, contrariando as regras da norma culta em relação à sintaxe (parte da gramática que trata da disposição das palavras na frase e das frases no período).
Exemplos:
Me esqueci (em lugar de: Esqueci-me).
Não falou-me sobre o assunto (em lugar de: Não me falou sobre o assunto)
Eu lhe abracei (por: Eu o abracei)
A gente vamos (por: A gente vai)
Tu fostes (por: Tu foste)
ALGUMAS MANEIRAS DE FALAR OU ESCREVER ERRADO (TAUTOLOGIA)
A tautologia é um dos vícios de linguagem que consiste em dizer ou escrever a mesma coisa, por formas diversas, meio parecida com pleonasmo ou redundância. O exemplo clássico é o famoso subir para cima ou descer para baixo. Mas há ainda muitos outros.
Observe a lista abaixo. Se vir alguma que já usou, procure não utilizar mais.
- Acabamento final; - Quantia exata; - Nos dias 8, 9 e 10, inclusive; - Superávit positivo; - Todos foram unânimes; - Habitat natural; - Certeza absoluta; - Quantia exata; - Sugiro, conjecturalmente; - Nos dias , e inclusive; - Como prêmio extra; - Juntamente com; - Em caráter esporádico; - Expressamente proibido; - Terminantemente proibido; - Em duas metades iguais; - Destaque excepcional; - Sintomas indicativos; - Há anos atrás; - Vereador da cidade; - Outra alternativa; - Detalhes minuciosos / pequenos detalhes; - A razão é porque; - Interromper de uma vez; - Anexo (a) junto a carta; - De sua livre escolha; - Superávit positivo; - Vandalismo criminoso; - Palavra de honra; - Conviver junto; - Exultar de alegria; - Encarar de frente; - Comprovadamente certo; - Fato real; - Multidão de pessoas; - Amanhecer o dia; - Criar novos empregos; - Retornar de novo; - Freqüentar constantemente; - Empréstimo temporário; - Compartilhar conosco; - Surpresa inesperada; - Completamente vazio; - Colocar algo em seu respectivo lugar; - Escolha opcional; - Continua a permanecer; - Passatempo passageiro; - Atrás da retaguarda; - Planejar antecipadamente; - Repetir outra vez / de novo; - Sentido significativo; - Voltar atrás; - Abertura inaugural; - Pode possivelmente ocorrer; - A partir de agora; - Última versão definitiva; - Obra-prima principal; - Gritar/ Bradar bem alto; - Propriedade característica; - Comparecer em pessoa; - Colaborar com uma ajuda / auxílio; - Matriz cambiante; - Com absoluta correção/ exatidão; - Demasiadamente excessivo; - Individualidade inigualável; - A seu critério pessoal; - Abusar demais; - Preconceito intolerante; - Medidas extremas de último caso; - De comum acordo; - Inovação recente; - Velha tradição; - Beco sem saída; - Discussão tensa; - Imprensa escrita; - Sua autobiografia; - Sorriso nos lábios; - Goteira no teto; - General do Exército; (Só existem generais no Exército) - Brigadeiro da Aeronáutica; (Só existem brigadeiros na Aeronáutica) - Almirante da Marinha; (Só existem almirantes na Marinha) - Manter o mesmo time; - Labaredas de fogo; - Erário público; (Os dicionários ensinam que erário é o tesouro público, por isso, basta dizer somente erário) - Despesas com gastos; - Monopólio exclusivo; - Ganhar grátis; - Países do mundo; - Viúva do falecido; - elo de ligação; - criação nova; - exceder em muito; - Expectativas, planos ou perspectivas para o futuro.
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
VÍCIOS DE LINGUAGEM
DEFINIÇÃO
São alterações defeituosas que sofre a língua em sua pronúncia e escrita devidas à ignorância do povo ou ao descaso de alguns escritores. São devidas, em grande parte, à suposta idéia da afinidade de forma ou pensamento.
Os vícios de linguagem são: barbarismo, anfibologia, cacofonia, eco, arcaísmo, vulgarismo, estrangeirismo, solecismo, obscuridade, hiato, colisão, neologismo, preciosismo, pleonasmo.
BARBARISMO
É o vício de linguagem que consiste em usar uma palavra errada quanto à grafia, pronúncia, significação, flexão ou formação. Assim sendo, divide-se em: gráfico, ortoépico, prosódico, semântico, morfológico e mórfico.
Gráficos: hontem, proesa, conssessiva, aza, por: ontem, proeza, concessiva e asa.
Ortoépicos: interesse, carramanchão, subcistir, por: interesse, caramanchão, subsistir.
Prosódicos: pegada, rúbrica, filântropo, por: pegada, rubrica, filantropo.
Semânticos: Tráfico (por tráfego) indígena (como sinônimo de índio, em vez de autóctone).
Morfológicos: cidadões, uma telefonema, proporam, reavi, deteu, por: cidadãos, um telefonema, propuseram, reouve, deteve.
Mórficos: antidiluviano, filmeteca, monolinear, por: antediluviano, filmoteca, unlinear.
OBS.: Diversos autores consideram barbarismo palavras, expressões e construções estrangeiras, mas, nesta apostila, elas serão consideradas "estrangeirismos."
AMBIGÜIDADE OU ANFIBOLOGIA
É o vício de línguagem que consiste em usar diversas palavras na frase de maneira a causar duplo sentido na sua interpretação.
Ex.: Não se convence, enfim, o pai, o filho, amado. O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia. (nos dois casos, não se sabe qual dos dois é autor, ou paciente).
CACOFONIA
Vício de linguagem caracterizado pelo encontro ou repetição de fonemas ou sílabas que produzem efeito desagradável ao ouvido. Constituem cacofonias:
A coli
Ex.: Meu Deus não seja já.
O eco
Ex.: Vicente mente consantemente.
o hia
Ex.: Ela iria à aula hoje, se não chovesse
O cacófato
Ex.: Tem uma mão machucada: A aliteração - Ex.: Pede o Papa paz ao povo. O antônimo é a "eufonia".
ECO:
Espécie de cacofonia que consiste na seqüência de sons vocálicos, idênticos, ou na proximidade de palavras que têm a mesma terminação. Também se chama assonância.
Ex.: É possível a aprovação da transação sem concisão e sem associação.
Na poesia, a "rima" é uma forma normal de eco. São expressivas as repetições vocálicas a curto intervalo que visam à musicalidade ou à imitação de sons da natureza (harmonia imitativa); "Tíbios flautins finíssimos gritavam" (Bilac).
ARCAÍSMO:
Palavras, expressões, construções ou maneira de dizer que deixaram de ser usadas ou passaram a ter emprego diverso.
Na língua viva contemporânea: asinha (por depressa), assi (por assim) entonces (por então), vosmecê (por você), geolho (por joelho), arreio (o qual perdeu a significação antiga de enfeite), catar (perdeu a significação antiga de olhar), faria-te um favor (não se coloca mais o pronome pessoal átono depois de forma verbal do futuro do indicativo), etc.
VULGARISMO:
É o uso lingüístico popular em contraposição às doutrinas da linguagem culta da mesma região.
O vulgarismo pode ser fonético, morfológico e sintático.
Fonético:
A queda dos erres finais: anda, comê, etc. A vocalização do "L" final nas sílabas.
Ex.: mel = meu , sal = saú etc.
A monotongação dos ditongos.
Ex.: estoura = estóra, roubar = robar.
A intercalação de uma vogal para desfazer um grupo consonantal.
Ex.: advogado = adevogado, rítmo = rítimo, psicologia = pissicologia.
Morfológico e sintático:
Temos a simplificação das flexões nominais e verbais. Ex.: Os aluno, dois quilo, os homê brigou.
Também o emprego dos pronomes pessoais do caso reto em lugar do oblíquo. Ex.: vi ela, olha eu, ó gente, etc.
ESTRANGEIRISMO:
Todo e qualquer emprego de palavras, expressões e construções estrangeiras em nosso idioma recebe denominação de estrangeirismo. Classificam-se em: francesismo, italianismo, espanholismo, anglicismo (inglês), germanismo (alemão), eslavismo (russo, polaço, etc.), arabismo, hebraísmo, grecismo, latinismo, tupinismo (tupi-guarani), americanismo (línguas da América) etc...
O estrangeirismo pode ser morfológico ou sintático.
Estrangeirismos morfológicos: Francesismo: abajur, chefe, carnê, matinê etc...
Italianismos: ravioli, pizza, cicerone, minestra, madona etc...
Espanholismos: camarilha, guitarra, quadrilha etc...
Anglicanismos: futebol, telex, bofe, ringue, sanduíche breque.
Germanismos: chope, cerveja, gás, touca etc...
Eslavismos: gravata, estepe etc...
Arabismos: alface, tarimba, açougue, bazar etc...
Hebraísmos: amém, sábado etc...
Grecismos: batismo, farmácia, o limpo, bispo etc...
Latinismos: index, bis, memorandum, quo vadis etc...
Tupinismos: mirim, pipoca, peteca, caipira etc...
Americanismos: canoa, chocolate, mate, mandioca etc...
Orientalismos: chá, xícara, pagode, kamikaze etc...
Africanismos: macumba, fuxicar, cochilar, samba etc...
Estrangeirismos Sintáticos:
Exemplos:
Saltar aos olhos (francesismo);
Pedro é mais velho de mim. (italianismo);
O jogo resultou admirável. (espanholismo);
Porcentagem (anglicanismo), guerra fria (anglicanismo) etc...
SOLECISMOS:
São os erros que atentam contra as normas de concordância, de regência ou de colocação.
Exemplos:
Solecimos de regência:
Ontem assistimos o filme (por: Ontem assistimos ao filme).
Cheguei no Brasil em 1923 (por: Cheguei ao Brasil em 1923).
Pedro visava o posto de chefe (correto: Pedro visava ao posto de chefe).
Solecismo de concordância:
Haviam muitas pessoas na festa (correto: Havia muitas pessoas na festa)
O pessoal já saíram? (correto: O pessoal já saiu?).
Solecismo de colocação:
Foi João quem avisou-me (correto: Foi João quem me avisou).
Me empresta o lápis (Correto: Empresta-me o lápis).
OBSCURIDADE:
Vício de linguagem que consiste em construir a frase de tal modo que o sentido se torne obscuro, embaraçado, ininteligível. Em um texto, as principais causas da obscuridade são: o abuso do arcaísmo e o neologismo, o provincianismo, o estrangeirismo, a elipse, a sínquise (hipérbato vicioso), o parêntese extenso, o acúmulo de orações intercaladas (ou incidentes) as circunlocuções, a extensão exagerada da frase, as palavras rebuscadas, as construções intrincadas e a má pontuação.
Ex.: Foi evitada uma efusão de sangue inútil (Em vez de efusão inútil de sangue).
NEOLOGISMO:
Palavra, expressão ou construção recentemente criadas ou introduzidas na língua. Costumam-se classificar os neologismos em:
Extrínsecos: que compreendem os estrangeirismos.
Intrínsecos: (ou vernáculos), que são formados com os recursos da própria língua. Podem ser de origem culta ou popular. Os neologismos de origem culta subdividem-se em:
Científicos ou técnicos: aeromoça, penicilina, telespectador, taxímetro (redução: táxi), fonemática, televisão, comunista, etc...
Literários ou artísticos: olhicerúleo, sesquiorelhal, paredro (= pessoa importante, prócer), vesperal, festival, recital, concretismo, modernismo etc...
OBS.: Os neologismos populares são constituídos pelos termos de gíria. "Manjar" (entender, saber do assunto), "a pampa", legal (excelente), Zico, biruta, transa, psicodélico etc...
PRECIOSISMO:
Expressão rebuscada. Usa-se com prejuízo da naturalidade do estilo. É o que o povo chama de "falar difícil", "estar gastando".
Ex.: "O fulvo e voluptoso Rajá celeste derramará além os fugitivos esplendores da sua magnificência astral e rendilhara d’alto e de leve as nuvens da delicadeza, arquitetural, decorativa, dos estilos manuelinos."
OBS.: O preciosismo também pode ser chamado de PROLEXIDADE.
PLEONASMO:
Emprego inconsciente ou voluntário de palavras ou expressões involuntárias, desnecessárias, por já estar sua significação contida em outras da mesma frase.
O pleonasmo, como vício de linguagem, contém uma repetição inútil e desnecessária dos elementos.
Exemplos:
Voltou a estudar novamente.
Ele reincidiu na mesma falta de novo.
Primeiro subiu para cima, depois em seguida entrou nas nuvens.
O navio naufragou e foi ao fundo. Neste caso, também se chama perissologia ou tautologia.
Fonte: www.rainhadapaz.g12.br
Ortoépia
Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos.
A ortoépia está relacionada com: a perfeita emissão das vogais, a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos.
Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia. Alguns exemplos:
a- pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre:
pronúncia correta, timbre fechado (ê, ô):
• omelete
• alcova
• crosta...
pronúncia errada, timbre aberto (é, ó):
• omelete
• alcova
• crosta...
b- omitir fonemas:
• cantar/ canta
• trabalhar/trabalha
• amor/amo
• abóbora/abóbra,prostrar/ prostar, reivindicar/revindicar...
c- acréscimo de fonemas:
• pneu/peneu
• freada/ freiada
• bandeja/ bandeija...
d- substituição de fonemas:
• cutia/cotia
• cabeçalho/ cabeçário
• bueiro/ boeiro
e- troca de posição de um ou mais fonemas:
• caderneta/ cardeneta
• bicarbonato/ bicabornato
• muçulmano/ mulçumano
f- nasalização de vogais
• sobrancelha/ sombrancelha
• mendigo/ mendingo
• bugiganga/ bungiganga ou buginganga
g- pronunciar a crase:
• A aula iria acabar às cinco horas./ A aula iria acabar àas cinco horas
h- ligar as palavras na frase de forma incorreta:
correta:
• A aula/ iria acabar/ às cinco horas.
exemplo de ligação incorreta:
• A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.
PROSÓDIA
A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta.
Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que freqüentemente geram dúvidas quanto à prosódia:
1) oxítonas:
• cateter
• Cister
• condor
• hangar
• mister
• negus
• Nobel
• novel
• recém
• refém
• ruim
• sutil
• ureter
2) paroxítonas:
• avaro
• avito
• barbárie
• caracteres
• cartomancia
• ciclope
• erudito
• ibero
• gratuito
• ônix
• poliglota
• pudico
• rubrica
• tulipa
3) proparoxítonas:
• aeródromo
• alcoólatra
• álibi
• âmago
• antídoto
• elétrodo
• lêvedo
• protótipo
• quadrúmano
• vermífugo
• zéfiro
Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto, oscilante, mesmo na língua culta.
Exemplos
• acrobata e acróbata
• crisântemo e crisantemo
• Oceânia e Oceania
• réptil e reptil
• xerox e xérox
• e outras
Outras assumem significados diferentes, de acordo a acentuação:
Exemplos
• valido/ válido
• Vivido /Vívido
Fonte: www.portugues.com.br
ORTOÉPIA E PROSÓDIA
Ortoepia (ou ortoépia) e prosódia são partes da gramática que, relacionadas à fonética e à fonologia, registram a pronúncia correta de determinadas palavras.
A ortoepia (ou ortoépia) trata da correta enunciação da palavra. Assim, manda que se observe bem a pronúncia das consoantes, e não diga escrevê, mas escrever; nem pissicologia, mas psicologia, com p brando. Manda também que se observe bem a pronúncia das vogais, e não se troque seu timbre; assim, devemos pronunciar sempre: socórrus, e não socôrrus; chofér e não chofêr, etc. Manda finalmente que os ditongos sejam emitidos de modo claro e correto: eu rôubu, e não róbu; eu me intêiru, e não intéru; Rorãima, e não Roáima etc.
A prosódia trata da correta acentuação tônica as palavras. Ao erro prosódico se dá o nome de silabada.
Exemplos:
• Filantropo e não filântropo
• gratúito e não gratuíto
• recórde e não récorde
• etc
A entonação também é objeto de estudo da prosódia.
Plurais metafônicos
Nossa língua possui inúmeras palavras que mudam o timbre da vogal tônica, ao serem pluralizadas, fenômeno conhecido pelo nome de metafonia.
Exemplos
• ôlho / ólhos
• pôsto / póstos
Estes são os principais plurais metafônicos:
• aposto / apostos
• caroço / caroços
• choco / chocos
• corcovo / corcovos
• corno / cornos
• coro / coros
• despojo / despojos
• destroço / destroços
• esforço / esforços
• fogo / fogos
• forno / fornos
• fosso / fossos
• grosso / grossos
• imposto / impostos
• jogo / jogos
• miolo / miolos
• morto / mortos
• novo / novos
• olho / olhos
• osso / ossos
• ovo / ovos
• poço / poços
• porco / porcos
• posto / postos
• povo / povos
• rebordo / rebordos
• reforço / reforços
• rogo / rogos
• socorro / socorros
• tijolo / tijolos
• torto / tortos
• troco / trocos
• troço / troços
Todos as palavras terminadas em – oso e em – posto sofrem metafonia no plural:
• amistoso / amistosos
• bondoso / bondosos
• corajoso / corajosos
• teimoso / teimosos
• disposto / dispostos
• preposto / prepostos
• etc
BIBLIOGRAFIA
1. MAIA.João Domingues, Português ,Novo Ensino Médio, vol. Único,Editora Ática, SP,3a edição, 2000. 2. CADORE. Luís Agostinho, Curso Prático De Português,, volume único, Editora Ática, SP, 3a ed., 1995. 3. PLATÃO ET FIORIN, Lições de textos: leitura e redação, Editora Ática, São Paulo, 3a edição, 1998. 4. INFANTE. Ulisses, Curso de Gramática Aplicada aos textos, 2ª edição, São Paulo, Scipione, 1995. 5. MESQUITA. Roberto Melo, Gramática da Língua Portuguesa, 3ª edição, São Paulo, Saraiva, 1995.
Fonte: recantodasletras.uol.com.br
ORTOÉPIA E PROSÓDIA
A ortoépia trata da pronúncia correta das palavras. Quando as palavras são pronunciadas incorretamente, comete-se cacoépia.
É comum encontrarmos erros de ortoépia na linguagem popular, mais descuidada e com tendência natural para a simplificação.
Podemos citar como erros de ortoépia:
• “guspe” em vez de cuspe.
• “adevogado” em vez de advogado.
• “estrupo” em vez de estupro.
• “cardeneta” em vez de caderneta.
• “peneu” em vez de pneu.
• “abóbra” em vez de abóbora.
• “prostrar” em vez de prostar.
A prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras.
Cometer erro de prosódia é transformar uma palavra paroxítona em oxítona, ou uma proparoxítona em paroxítona etc.
• “rúbrica” em vez de rubrica.
• “sútil” em vez de sutil.
• “côndor” em vez de condor.
Fonte: redacaoescola.blogspot.com
ORTOÉPIA E PROSÓDIA
Ortoepia trata da correta pronúncia das palavras.
Exemplo
• "advogado", e não "adevogado" (o d é mudo).
Prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras.
Exemplo
• "rubrica" (palavra paroxítona), e não "rúbrica" (palavra proparoxítona).
Dessa forma, segue abaixo uma lista das principais palavras que normalmenteapresentam dúvidas quanto à sua pronúncia e tonicidade corretas.
ACRÓBATA / ACROBATA
Esta palavra, COMO MUITAS OUTRAS DE NOSSAlÍNGUA, admite as duas pronúncias: acróbata, com ênfase na sílaba "cró", ou acrobata,com força na sílaba "ba". Também é indiferente dizer Oceânia ou Oceania, transístor outransistor (com força na sílaba "tor", com o "ô" fechado).ALGOZ: (carrasco): palavra oxítona, cuja pronúncia do "o" deve ser fechada (algôz, =arroz).
AUTÓPSIA / NECROPSIA
Apesar de autópsia ter como vogal tônica o "ó", a formanecropsia, que possui o mesmo significado, deve ser pronunciada com ênfase no "i"
AZÁLEA / AZALÉIA
Segundo os melhores dicionários, estas duas formas sãoaceitáveis
AVARO (indivíduo muito apegado ao dinheiro)
Deve ser pronunciada comoparoxítona (acento tônico na sílaba va), e por terminar em "o", não deve ser acentuada.BOÊMIA: de origem francesa, relativa à cidade de Boéme, esta palavra tem sua sílabaforte no "ê", e não no "mi"
CARÁTER
Paroxítona que apresenta o plural caracteres, tendo o acréscimo da letra"c", e o deslocamento do acento tônico da sílaba "ra" para a sílaba "te", sem o empregode acento gráfico.
CATETER, MISTER e URETER
Todas possuindo sua acentuação tônica na últimasílaba (tér), sendo assim oxítonas.
CHICLETE / CHOPE / CLIPE / DROPE
Quando se referindo a uma só unidade decada um destes produtos, deve-se falar "um chiclete, um chope, um clipe, um drope", enão "um chicletes, um chopes, um clipes, um dropes". Existe, ainda, a variante "chiclé"(um chiclé, dois chiclés).
CUPIDO e CÚPIDO
A primeira forma (paroxítona e sem acento) significa o deus aladodo amor; a segunda (proparoxítona) tem o sentido de ávido de dinheiro, ambicioso,também pode ser usada como possuído de desejos amorosos.
EXTINGUIR
A sílaba "guir" desta palavra deve ser pronunciada como nas palavras"perseguir", "seguir", "conseguir". Isso também vale para "distinguir".
FLUIDO
Pronuncia-se como a forma verbal "cuido", verbo cuidar (com força no u).Assim também GRATUITO, CIRCUITO, INTUITO, fortuito. No entanto, o particípiodo verbo fluir é "fluído", acontecendo aqui um hiato, onde a vogal tônica agora passa aser o "í"
IBERO
Pronuncia-se como paroxítona (ênfase na sílaba BE, IBÉRO)
INEXORÁVEL: (= austero, rígido, inabalável...):
Esse "x" lê-se como os de exemplo,exame, exato, exercício, isto é, com o som de "z".
LÁTEX
Tendo seu acento tônico na penúltima sílaba e terminando com a letra x, é umapalavra paroxítona, e como tal deve ser pronunciada e acentuada.
MAQUINARIA
O acento tônico deve recair na sílaba "ri", e não sobre a sílaba "na"
NÉON
Muitos dicionários apresentam esta palavra como paroxítona, sendo acentuadapor terminar em "n"; no entanto, o dicionário Michaelis Melhoramentos, recentementeeditado, traz as duas grafias: néon (paroxítona) e neon (oxítona).
NOVEL e NOBEL
Palavras oxítonas que não devem ser acentuadas.
OBESO
Palavra paroxítona que deve ser pronunciada com o "e" aberto (obéso).Também são abertos o "e" de outras paroxítonas como "coeso" (coéso), "obsoleto"(obsoléto), o "o" de "dolo" (dólo), o "e" de "extra" (éxtra) e o "e" de "blefe" (bléfe).Apresentam-se, porém, fechados o "e" de "nesga" (nêsga), o de "destro" (dêstro), e o "o""torpe" (tôrpe).
OPTAR
Ao se conjugar este verbo na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo,deve-se pronunciar "ópto", e não "opito". Assim também em relação às formas verbais"capto, adapto, rapto" - todas com força na sílaba que vem antes do "p".
PROJÉTIL / PROJETIL
Ambas as formas têm o mesmo significado, apesar de aprimeira ser paroxítona e a segunda oxítona. Plurais: PROJÉTEIS / PROJETIS.PUDICO: (aquele que tem pudor, envergonhado): palavra paroxítona (ênfase na sílaba"di").
RECORDE
Deve ser pronunciada como paroxítona (recórde).
RÉPTIL / REPTIL
Mesmo caso da palavra PROJÉTIL. Plurais. RÉPTEIS / REPTIS.RUBRICA: palavra paroxítona, e não proparoxítona como se costuma pensar (ênfase nasílaba "bri").
RUIM
Palavra oxítona (ruím)
RUPIA / RÚPIA
A primeira forma se refere à moeda utilizada na Indonésia (força no"i") e a segunda é relativa a uma planta aquática (com ênfase no "ú").
SUBSÍDIOS
A pronúncia correta é com som de "ss", e não "z" (subssídios).
SUTIL e SÚTI
A primeira forma, sendo oxítona, significa "tênue, delicado, hábil"; asegunda, paroxítona, significa "tudo aquilo que é composto de pedaços costurados".
TÓXICO
Pronuncia-se com o som de "cs" = tócsico.NotaExiste alguma discordância quanto ao som do "x" de "hexa-". O Dicionário Aurélio -Século XXI, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - da Academia Brasileirade Letras, e o dicionário de Caldas Aulete dizem que esse "x" deve ter o som de "cs", edeve ser pronunciado como o "x" de "fixo", "táxi", "tóxico", etc. Já o "Houaiss" diz queesse "x" corresponde a "z", portanto deve ser lido como o "x" de "exame", "exercício","êxodo", etc.. Na língua falada do Brasil, nota-se interessante ambigüidade: o "x" de"hexágono" normalmente é lido como "z", mas o de "hexacampeão" costuma ser lidocomo "cs".
Por: Eduardo Fernandes Paes
Fonte: vilayara.ca.g12.br
VÍCIOS DE SINTAXE
BARBARISMO
É o emprego de vocábulos, expressões e constru‡ões alheias ao idioma. Os estrangeirismos que entram no idioma por um processo natural de assimilação de cultura assumem aspecto de sentimento político-patriótico que, aos olhos dos puristas extremados, trazem o selo da subserviência e da degradação do país.
Esquecem-se de que a língua, como produto social, registra, em tais estrangeirismos, os contactos de povos. Este tipo de patriotismo lingüístico (Leo Spitzer lhe dava pejorativamente o nome de "patriotite") é antigo e revela reflexos de antigas dissensões históricas. Bréal lembra que os filólogos gregos que baniam os vocábulos turcos do léxico continuavam, à sua moda, a guerra da independência. Entre nós o repúdio ao francesismo ou galicismo nasceu da repulsa, aliás, justa, dos portugueses aos excessos dos soldados de Juno quando Napoleão ordenou a invasão de Portugal.
O que se deve combater é o excesso de importação de línguas estrangeiras, mormente aquela desnecessária por se encontrarem no vernáculo vocábulos equivalentes.
CACÓFATO
Palavra de origem grega que significa "mau som", RESULTANTE DA aproximação das sílabas finais de uma palavra com as iniciais de outra, formando uma terceira de "som desagradável".
Exemplos:
Durante a Olimpíada de Atlanta, um repórter afirmou com muita ênfase: "Até hoje, o atletismo era o esporte que havia dado mais medalhas para o Brasil."
Na transmissão do jogo Brasil x Coréia, ouviu-se: "Flávio Conceição pediu a bola e Cafu deu."
Cacófatos mais conhecidos:
"Uma prima minha...", "Na boca dela...", "Na vez passada...", "Eu vi ela...", "Teu time nunca ganha", entre outros.
Segundo o gramático e filólogo Napoleão Mendes de Almeida "Só haverá cacofonia quando a palavra produzida for torpe, obscena ou ridícula. É infundado o exagerado escrúpulo de quem diz haver cacófato em 'por cada', 'ela tinha' e 'só linha'." No mesmo caso podemos incluir "uma mão" e "já tinha".
No meio empresarial, corre uma história muito curiosa. Dizem que uma engenheira química, durante visita a uma indústria, recebeu a seguinte pergunta: "Que a senhora faria se este problema ocorresse em sua fábrica?" Ela respondeu secamente: "Eu mandaria um químico meu." A resposta causou constrangimento. Todos disfarçaram e continuaram a reunião. Lá pelas tantas, nova pergunta: "E neste caso?" Nova resposta: "Eu mandaria um outro químico meu." Foram tantos "químico meu" que um diretor mais preocupado perguntou: "Mas...foi a fábrica toda?" Ela deve ter voltado para casa sem saber o porquê de tanto sucesso.
REDUNDÂNCIA
Palavra ou expressão desnecessária, por indicar idéia que já faz parte de outra passagem do texto.
Exemplos:
Você sabe o que significa "elo"? Além de sinônimo de argola, figurativamente elo pode significar "ligação, união". Então "elo de ligação" é outro belíssimo caso de redundância. Basta dizer que alguma coisa funciona como elo, e não que funciona como "elo de ligação".
O mesmo raciocínio se aplica em casos como o de "criar mil novos empregos". Pura redundância. Basta dizer "criar mil empregos".
Se é consenso, é geral. É redundante dizer "Há consenso geral em relação a isso". Basta dizer que há consenso.
Prefiro mais é errado. A força do prefixo (pre) dispensa o advérbio (mais). Diga sempre: prefiro sair sozinha; prefiro comer carne branca. Nada mais!
Outros exemplos de redundância:
"Acabamento final" (O acabamento vem no fim mesmo) "Criar novas teorias" (O que se cria é necessariamente novo) "Derradeira última esperança" (Derradeira é sinônimo de última) "Ele vai escrever a sua própria autobiografia" (Autobiografia é a biografia de si mesmo) "Houve contatos bilaterais entre as duas partes" (Basta: "bilaterais entre as partes") "O nível escolar dos alunos está se degenerando para pior" (É impossível degenerar para melhor) "O concurso foi antecipado para antes da data marcada" (Será que dá para antecipar para depois?) "Ganhe inteiramente grátis" (Se ganhar só pode ser grátis, imagine inteiramente grátis. Parece que alguém pode ganhar alguma coisa parcialmente grátis) "Por decisão unânime de toda a diretoria" (Boa foi a decisão unânime só da metade da diretoria!) "O juiz deferiu favoravelmente" (Se não fosse favoravelmente, o juiz tinha indeferido) "Não perca neste fim de ano, as previsões para o futuro" (Ainda estamos para ver as previsões para o passado!)
SOLECISMO
Colocação inadequada de algum termo, contrariando as regras da norma culta em relação à sintaxe (parte da gramática que trata da disposição das palavras na frase e das frases no período).
Exemplos:
Me esqueci (em lugar de: Esqueci-me).
Não falou-me sobre o assunto (em lugar de: Não me falou sobre o assunto)
Eu lhe abracei (por: Eu o abracei)
A gente vamos (por: A gente vai)
Tu fostes (por: Tu foste)
ALGUMAS MANEIRAS DE FALAR OU ESCREVER ERRADO (TAUTOLOGIA)
A tautologia é um dos vícios de linguagem que consiste em dizer ou escrever a mesma coisa, por formas diversas, meio parecida com pleonasmo ou redundância. O exemplo clássico é o famoso subir para cima ou descer para baixo. Mas há ainda muitos outros.
Observe a lista abaixo. Se vir alguma que já usou, procure não utilizar mais.
- Acabamento final; - Quantia exata; - Nos dias 8, 9 e 10, inclusive; - Superávit positivo; - Todos foram unânimes; - Habitat natural; - Certeza absoluta; - Quantia exata; - Sugiro, conjecturalmente; - Nos dias , e inclusive; - Como prêmio extra; - Juntamente com; - Em caráter esporádico; - Expressamente proibido; - Terminantemente proibido; - Em duas metades iguais; - Destaque excepcional; - Sintomas indicativos; - Há anos atrás; - Vereador da cidade; - Outra alternativa; - Detalhes minuciosos / pequenos detalhes; - A razão é porque; - Interromper de uma vez; - Anexo (a) junto a carta; - De sua livre escolha; - Superávit positivo; - Vandalismo criminoso; - Palavra de honra; - Conviver junto; - Exultar de alegria; - Encarar de frente; - Comprovadamente certo; - Fato real; - Multidão de pessoas; - Amanhecer o dia; - Criar novos empregos; - Retornar de novo; - Freqüentar constantemente; - Empréstimo temporário; - Compartilhar conosco; - Surpresa inesperada; - Completamente vazio; - Colocar algo em seu respectivo lugar; - Escolha opcional; - Continua a permanecer; - Passatempo passageiro; - Atrás da retaguarda; - Planejar antecipadamente; - Repetir outra vez / de novo; - Sentido significativo; - Voltar atrás; - Abertura inaugural; - Pode possivelmente ocorrer; - A partir de agora; - Última versão definitiva; - Obra-prima principal; - Gritar/ Bradar bem alto; - Propriedade característica; - Comparecer em pessoa; - Colaborar com uma ajuda / auxílio; - Matriz cambiante; - Com absoluta correção/ exatidão; - Demasiadamente excessivo; - Individualidade inigualável; - A seu critério pessoal; - Abusar demais; - Preconceito intolerante; - Medidas extremas de último caso; - De comum acordo; - Inovação recente; - Velha tradição; - Beco sem saída; - Discussão tensa; - Imprensa escrita; - Sua autobiografia; - Sorriso nos lábios; - Goteira no teto; - General do Exército; (Só existem generais no Exército) - Brigadeiro da Aeronáutica; (Só existem brigadeiros na Aeronáutica) - Almirante da Marinha; (Só existem almirantes na Marinha) - Manter o mesmo time; - Labaredas de fogo; - Erário público; (Os dicionários ensinam que erário é o tesouro público, por isso, basta dizer somente erário) - Despesas com gastos; - Monopólio exclusivo; - Ganhar grátis; - Países do mundo; - Viúva do falecido; - elo de ligação; - criação nova; - exceder em muito; - Expectativas, planos ou perspectivas para o futuro.
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
VÍCIOS DE LINGUAGEM
DEFINIÇÃO
São alterações defeituosas que sofre a língua em sua pronúncia e escrita devidas à ignorância do povo ou ao descaso de alguns escritores. São devidas, em grande parte, à suposta idéia da afinidade de forma ou pensamento.
Os vícios de linguagem são: barbarismo, anfibologia, cacofonia, eco, arcaísmo, vulgarismo, estrangeirismo, solecismo, obscuridade, hiato, colisão, neologismo, preciosismo, pleonasmo.
BARBARISMO
É o vício de linguagem que consiste em usar uma palavra errada quanto à grafia, pronúncia, significação, flexão ou formação. Assim sendo, divide-se em: gráfico, ortoépico, prosódico, semântico, morfológico e mórfico.
Gráficos: hontem, proesa, conssessiva, aza, por: ontem, proeza, concessiva e asa.
Ortoépicos: interesse, carramanchão, subcistir, por: interesse, caramanchão, subsistir.
Prosódicos: pegada, rúbrica, filântropo, por: pegada, rubrica, filantropo.
Semânticos: Tráfico (por tráfego) indígena (como sinônimo de índio, em vez de autóctone).
Morfológicos: cidadões, uma telefonema, proporam, reavi, deteu, por: cidadãos, um telefonema, propuseram, reouve, deteve.
Mórficos: antidiluviano, filmeteca, monolinear, por: antediluviano, filmoteca, unlinear.
OBS.: Diversos autores consideram barbarismo palavras, expressões e construções estrangeiras, mas, nesta apostila, elas serão consideradas "estrangeirismos."
AMBIGÜIDADE OU ANFIBOLOGIA
É o vício de línguagem que consiste em usar diversas palavras na frase de maneira a causar duplo sentido na sua interpretação.
Ex.: Não se convence, enfim, o pai, o filho, amado. O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia. (nos dois casos, não se sabe qual dos dois é autor, ou paciente).
CACOFONIA
Vício de linguagem caracterizado pelo encontro ou repetição de fonemas ou sílabas que produzem efeito desagradável ao ouvido. Constituem cacofonias:
A coli
Ex.: Meu Deus não seja já.
O eco
Ex.: Vicente mente consantemente.
o hia
Ex.: Ela iria à aula hoje, se não chovesse
O cacófato
Ex.: Tem uma mão machucada: A aliteração - Ex.: Pede o Papa paz ao povo. O antônimo é a "eufonia".
ECO:
Espécie de cacofonia que consiste na seqüência de sons vocálicos, idênticos, ou na proximidade de palavras que têm a mesma terminação. Também se chama assonância.
Ex.: É possível a aprovação da transação sem concisão e sem associação.
Na poesia, a "rima" é uma forma normal de eco. São expressivas as repetições vocálicas a curto intervalo que visam à musicalidade ou à imitação de sons da natureza (harmonia imitativa); "Tíbios flautins finíssimos gritavam" (Bilac).
ARCAÍSMO:
Palavras, expressões, construções ou maneira de dizer que deixaram de ser usadas ou passaram a ter emprego diverso.
Na língua viva contemporânea: asinha (por depressa), assi (por assim) entonces (por então), vosmecê (por você), geolho (por joelho), arreio (o qual perdeu a significação antiga de enfeite), catar (perdeu a significação antiga de olhar), faria-te um favor (não se coloca mais o pronome pessoal átono depois de forma verbal do futuro do indicativo), etc.
VULGARISMO:
É o uso lingüístico popular em contraposição às doutrinas da linguagem culta da mesma região.
O vulgarismo pode ser fonético, morfológico e sintático.
Fonético:
A queda dos erres finais: anda, comê, etc. A vocalização do "L" final nas sílabas.
Ex.: mel = meu , sal = saú etc.
A monotongação dos ditongos.
Ex.: estoura = estóra, roubar = robar.
A intercalação de uma vogal para desfazer um grupo consonantal.
Ex.: advogado = adevogado, rítmo = rítimo, psicologia = pissicologia.
Morfológico e sintático:
Temos a simplificação das flexões nominais e verbais. Ex.: Os aluno, dois quilo, os homê brigou.
Também o emprego dos pronomes pessoais do caso reto em lugar do oblíquo. Ex.: vi ela, olha eu, ó gente, etc.
ESTRANGEIRISMO:
Todo e qualquer emprego de palavras, expressões e construções estrangeiras em nosso idioma recebe denominação de estrangeirismo. Classificam-se em: francesismo, italianismo, espanholismo, anglicismo (inglês), germanismo (alemão), eslavismo (russo, polaço, etc.), arabismo, hebraísmo, grecismo, latinismo, tupinismo (tupi-guarani), americanismo (línguas da América) etc...
O estrangeirismo pode ser morfológico ou sintático.
Estrangeirismos morfológicos: Francesismo: abajur, chefe, carnê, matinê etc...
Italianismos: ravioli, pizza, cicerone, minestra, madona etc...
Espanholismos: camarilha, guitarra, quadrilha etc...
Anglicanismos: futebol, telex, bofe, ringue, sanduíche breque.
Germanismos: chope, cerveja, gás, touca etc...
Eslavismos: gravata, estepe etc...
Arabismos: alface, tarimba, açougue, bazar etc...
Hebraísmos: amém, sábado etc...
Grecismos: batismo, farmácia, o limpo, bispo etc...
Latinismos: index, bis, memorandum, quo vadis etc...
Tupinismos: mirim, pipoca, peteca, caipira etc...
Americanismos: canoa, chocolate, mate, mandioca etc...
Orientalismos: chá, xícara, pagode, kamikaze etc...
Africanismos: macumba, fuxicar, cochilar, samba etc...
Estrangeirismos Sintáticos:
Exemplos:
Saltar aos olhos (francesismo);
Pedro é mais velho de mim. (italianismo);
O jogo resultou admirável. (espanholismo);
Porcentagem (anglicanismo), guerra fria (anglicanismo) etc...
SOLECISMOS:
São os erros que atentam contra as normas de concordância, de regência ou de colocação.
Exemplos:
Solecimos de regência:
Ontem assistimos o filme (por: Ontem assistimos ao filme).
Cheguei no Brasil em 1923 (por: Cheguei ao Brasil em 1923).
Pedro visava o posto de chefe (correto: Pedro visava ao posto de chefe).
Solecismo de concordância:
Haviam muitas pessoas na festa (correto: Havia muitas pessoas na festa)
O pessoal já saíram? (correto: O pessoal já saiu?).
Solecismo de colocação:
Foi João quem avisou-me (correto: Foi João quem me avisou).
Me empresta o lápis (Correto: Empresta-me o lápis).
OBSCURIDADE:
Vício de linguagem que consiste em construir a frase de tal modo que o sentido se torne obscuro, embaraçado, ininteligível. Em um texto, as principais causas da obscuridade são: o abuso do arcaísmo e o neologismo, o provincianismo, o estrangeirismo, a elipse, a sínquise (hipérbato vicioso), o parêntese extenso, o acúmulo de orações intercaladas (ou incidentes) as circunlocuções, a extensão exagerada da frase, as palavras rebuscadas, as construções intrincadas e a má pontuação.
Ex.: Foi evitada uma efusão de sangue inútil (Em vez de efusão inútil de sangue).
NEOLOGISMO:
Palavra, expressão ou construção recentemente criadas ou introduzidas na língua. Costumam-se classificar os neologismos em:
Extrínsecos: que compreendem os estrangeirismos.
Intrínsecos: (ou vernáculos), que são formados com os recursos da própria língua. Podem ser de origem culta ou popular. Os neologismos de origem culta subdividem-se em:
Científicos ou técnicos: aeromoça, penicilina, telespectador, taxímetro (redução: táxi), fonemática, televisão, comunista, etc...
Literários ou artísticos: olhicerúleo, sesquiorelhal, paredro (= pessoa importante, prócer), vesperal, festival, recital, concretismo, modernismo etc...
OBS.: Os neologismos populares são constituídos pelos termos de gíria. "Manjar" (entender, saber do assunto), "a pampa", legal (excelente), Zico, biruta, transa, psicodélico etc...
PRECIOSISMO:
Expressão rebuscada. Usa-se com prejuízo da naturalidade do estilo. É o que o povo chama de "falar difícil", "estar gastando".
Ex.: "O fulvo e voluptoso Rajá celeste derramará além os fugitivos esplendores da sua magnificência astral e rendilhara d’alto e de leve as nuvens da delicadeza, arquitetural, decorativa, dos estilos manuelinos."
OBS.: O preciosismo também pode ser chamado de PROLEXIDADE.
PLEONASMO:
Emprego inconsciente ou voluntário de palavras ou expressões involuntárias, desnecessárias, por já estar sua significação contida em outras da mesma frase.
O pleonasmo, como vício de linguagem, contém uma repetição inútil e desnecessária dos elementos.
Exemplos:
Voltou a estudar novamente.
Ele reincidiu na mesma falta de novo.
Primeiro subiu para cima, depois em seguida entrou nas nuvens.
O navio naufragou e foi ao fundo. Neste caso, também se chama perissologia ou tautologia.
Fonte: www.rainhadapaz.g12.br
Assinar:
Postagens (Atom)