quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

LINGUAGEM,LÍNGUA E FALA

LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA

Benedita Azevedo - Recanto das Letras

LINGUAGEM: é todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos de comunicação. Pode ser verbal e não-verbal.

a). verbal: aquela cujos sinais são as palavras
b). não-verbal: aquela que utiliza outros sinais que não as palavras. LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais, o conjunto dos sinais de trânsito, mímica etc. constituem tipos de linguagem não-verbal.

LÍNGUA: é um tipo de linguagem; é a única modalidade de linguagem baseado em palavras. O alemão e o português são línguas diferentes.

Língua é a linguagem verbal utilizada por um grupo de indivíduos que constitui uma comunidade.

FALA: é a realização concreta da língua, feita por um indivíduo da comunidade num determinado momento. É um ato individual que cada membro pode efetuar com o uso da linguagem.


NÍVEIS DE LINGUAGEM

A linguagem tem normas, princípios que precisam ser obedecidos. Geralmente, achamos que essas regras dizem respeito apenas à gramática normativa. Para a grande maioria das pessoas, expressar-se corretamente em língua portuguesa significa não cometer erros de ortografia, concordância verbal, acentuação etc. Há, no entanto, outro erro, mais comprometedor do que o gramatical, que é o de inadequação de linguagem ao contexto.
Em casa ou com amigos, nós empregamos uma linguagem mais informal do que nas provas da escola ou em uma entrevista para emprego. Ao conversar com os avós, não convém utilizar algumas gírias, pois eles poderiam ter dificuldades em nos compreender. Numa dissertação solicitada num vestibular ou um concurso público já precisamos empregar um vocabulário mais formal. Esses fatos nos levam a concluir que existem níveis de linguagem.
Vejamos alguns níveis de linguagem:

a) NÍVEL FORMAL-CULTO OU PADRÃO: trata-se de uma linguagem mais formal, que segue os princípios da gramática normativa. É empregada na escola, no trabalho, nos jornais e nos livros em geral. Observe este trecho de jornal:

A polêmica não é nova, nem deve extinguir-se tão cedo. Afinal qual a legitimidade e o limite do uso de recursos públicos para salvaguardar a integridade do sistema financeiro? (...)
( Folha de São Paulo, 14 de março de 1996, Editorial)

b) NÍVEL COLOQUIAL-POPULAR: é a linguagem empregada no cotidiano. Geralmente é informal, incorpora gírias e expressões populares e não obedece às regras da gramática normativa. Veja estes exemplos:
“Sei lá! Acho que tudo vai ficar legal. Pra que então ficar esquentando muito? Me parece que as coisas no fim sempre dão certo”.

Estou preocupado. ( norma culta)
Tô preocupado. ( língua popular)
Tô grilado. ( gíria, limite da língua popular )


c) PROFISSIONAL OU TÉCNICO: é a linguagem que alguns profissionais, como advogados, economistas, médicos, dentistas etc. utilizam no exercício de suas atividades.

d) ARTÍSTICO OU LITERÁRIO: é a utilização da linguagem com finalidade expressiva pelos artistas da palavra ( poetas e romancistas, por exemplo) alguns gramáticos já incluem este item na linguagem culta ou padrão.

Dominar uma língua, portanto, não significa apenas conhecer normas gramaticais, mas, sobretudo empregar adequadamente essa língua em várias situações do dia-a-dia: na escola, no trabalho, com os amigos, num exame de seleção, no trabalho.

BIBLIOGRAFIA
1. MAIA.João Domingues, Português ,Novo Ensino Médio, vol. Único,Editora Ática,SP, 3a edição, 2000.
2. CADORE. Luís Agostinho, Curso Prático De Português,, volume único, Editora Ática, SP, 3a ed., 1995.
3. PLATÃO ET FIORIN, Lições de textos: leitura e redação, Editora Ática, SP, ,3a edição, 1998.
4. INFANTE. Ulisses, Curso de Gramática Aplicada aos textos, 2ª edição, SP, Scipione, 1995.
5. MESQUITA. Roberto Melo, Gramática da Língua Portuguesa, 3ª edição, SP, Saraiva, 1995.

TÉCNICAS DE REDAÇÃO

Fonte:nevesco25.no.comunidade.net

COESÃO TEXTUAL:

Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto. Percebemos tal definição quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao outro. Os elementos de coesão determinam a transição de idéias entre as frases e os parágrafos.

Observe a coesão presente no texto a seguir:

“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país, porque consideram injusta a atual distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-terra."

As palavras destacadas no texto têm o papel de ligar as partes do texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do texto. Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os principais são:

Palavras de transição: são palavras responsáveis pela coesão do texto, estabelecem a inter-relação entre os enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções, alguns advérbios e locuções adverbiais.

Veja algumas palavras e expressões de transição e seus respectivos sentidos:

Na descrição não há sucessão de acontecimentos no tempo, de sorte que não haverá transformações de estado da pessoa, coisa ou ambiente que está sendo descrito diferentemente da narração, mas sim a apresentação pura e simples do estado do ser descrito em um determinado momento.

A descrição se caracteriza por ser o retrato de pessoas, objetos ou cenas. Para produzir o retrato de um ser, de um objeto ou de uma cena, podemos utilizar a linguagem não-verbal, como no caso das fotos, pinturas e gravuras, ou a linguagem verbal (oral ou escrita). A utilização de uma dessas linguagens não exclui necessariamente a outra: pense, por exemplo, nas fotos ou ilustrações com legendas, em que a linguagem verbal é utilizada como complemento da linguagem não-verbal. Pense também num anúncio de animal de estimação perdido em que, ao lado da descrição verbal, também seja apresentada, como complemento àquela informação, a sua foto.

A Descrição Verbal:

A descrição verbal também trabalha com imagens, representadas por palavras devidamente organizadas em frases. Essas imagens podem ou não vir associadas a informações.

Pode-se entender a descrição como um tipo de texto em que, por meio da enumeração de detalhes e da relação de informações, dados e características, vai-se construindo a imagem verbal daquilo que se pretende descrever. A descrição, entretanto, não se resume a uma enumeração pura e simples.

Uma observação:

Dificilmente você encontrará um texto exclusivamente descrito (isso ocorre em catálogos, manuais e demais textos instrucionais). O mais comum é haver trechos descritivos inseridos em textos narrativos e dissertativos. Em romances, por exemplo, que são textos narrativos por excelência, você pode perceber várias passagens descritivas, tanto de personagens como de ambientes.

O Ponto de Vista:

O Ponto de vista é a posição que escolhemos para melhor observar o ser ou o objeto que vamos descrever. No entanto, nas descrições, além da posição física, é fundamental a atitude, ou seja, a predisposição psicológica que temos com relação àquilo que vamos descrever. o ponto de vista (físico e psicológico) que adotarmos acabará determinando os recursos expressivos (vocabulário, figuras, tipo de frase) que utilizaremos na descrição. O ponto de vista físico vai determinar a ordem da apresentação dos detalhes, que devem ser apresentados progressivamente.

Nunca é, por exemplo, boa norma apresentar todos os detalhes acumulados em um só período. Deve-se, ao contrário, oferecê-los ao leitor pouco a pouco, verificando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as. Na descrição de uma pessoa, por exemplo, podemos, inicialmente, passar uma visão geral e depois, aproximando-se dela, a visão dos detalhes: como são seus olhos, seu nariz, sua boca, seu sorriso, o que esse sorriso revela (inquietação, ironia, desprezo, desespero...), etc.

Na descrição de objetos, é importante que, além da imagem visual, sejam transmitidas ao leitor outras referências sensoriais, como as táteis (o objeto é liso ou áspero?), as auditivas (o som que ele emite é grave ou agudo?), as olfativas (o objeto exala algum cheiro?).

A descrição de paisagens (uma planície, uma praia, por exemplo) ou de ambientes (como uma sala, um escritório) -- as cenas -- também não devem se limitar a uma visão geral. É preciso ressaltar seus detalhes, e isso não é percebido apenas pela visão. Certamente, numa paisagem ou ambiente haverá ruídos, sensações térmicas, cheiros, que deverão ser transmitidos ao leitor, evitando que a descrição se transforme numa fria e pouco expressiva fotografia. Também poderão integrar a cena pessoas, vultos, animais ou coisas, que lhe dão vida. É, portanto, fundamental destocar esses elementos.

DISSERTAÇÃO:

A todo instante nos deparamos com situações que exigem a exposição de idéias, argumentos e pontos de vista, muitas vezes precisamos expor aquilo que pensamos sobre determinado assunto.
Em muitas situações somos induzidos a organizar nossos pensamentos e idéias e utilizar a linguagem para dissertar.

Mas o que é dissertar?

Dissertar é, através da organização de palavras, frases e textos, apresentar idéias, desenvolver raciocínio, analisar contextos, dados e fatos. Neste momento temos a oportunidade de discutir, argumentar e defender o que pensamos através da fundamentação, justificação, explicação, persuasão e de provas.

A elaboração de textos dissertativos requer domínio da modalidade escrita da língua, desde a questão ortográfica ao uso de um vocabulário preciso e de construções sintáticas organizadas, além de conhecimento do assunto que se vai abordar e posição crítica (pessoal) diante desse assunto.
A atividade dissertadora desenvolve o gosto de pensar e escrever o que pensa, de questionar o mundo, de procurar entender e transformar a realidade.

Passos para escrever o texto dissertativo:

O texto deve ser produzido de forma a satisfazer os objetivos que o escritor se propôs a alcançar.
Há uma estrutura consagrada para a organização desse tipo de texto.
Consiste em organizar o material obtido em três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

Introdução: A introdução deve apresentar de maneira clara o assunto que será tratado e delimitar as questões, referentes ao assunto, que serão abordadas.
Neste momento pode-se formular uma tese, que deverá ser discutida e provada no texto, propor uma pergunta, cuja resposta deverá constar no desenvolvimento e explicitada na conclusão.

Desenvolvimento: É a parte do texto em que as idéias, pontos de vista, conceitos, informações de que dispõe serão desenvolvidas; desenroladas e avaliadas progressivamente.

Conclusão: É o momento final do texto, este deverá apresentar um resumo forte de tudo o que já foi dito. A conclusão deve expor uma avaliação final do assunto discutido.

Cada uma dessa partes se relaciona umas com as outras, seja preparando-as ou retomando-as, portanto, não são isoladas. A produção de textos dissertativos está ligada à capacidade argumentativa daquele que se dispõe a essa construção.

Importante destacar que a obtenção de informações, referentes aos diversos assuntos seja através da leitura, de conversas, de viagens, de experiências do dia-a-dia e dos mais variados veículos de informação podem sanar a carência de informações e consequentemente darem suporte ao produzir um texto.

Os Elementos da Narrativa:

Os elementos que compõem a narrativa são:

*Foco narrativo (1º e 3º pessoa);
*Personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante);
*Narrador (narrador-personagem, narrador-observador).
*Tempo (cronológico e psicológico);
*Espaço.

ARGUMENTAÇÃO:

A argumentação é um recurso que tem como propósito convencer alguém, para que esse tenha a opinião ou o comportamento alterado.Sempre que argumentamos, temos o intuito de convencer alguém a pensar como nós.No momento da construção textual, os argumentos são essenciais, esses serão as provas que apresentaremos, com o propósito de defender nossa idéia e convencer o leitor de que essa é a correta.Há diferentes tipos de argumentos, a escolha certa consolida o texto.

Argumentação por citação:

Sempre que queremos defender uma idéia, procuramos pessoa ‘consagradas’, que pensam como nós acerca do tema em evidência. Apresentamos no corpo de nosso texto a menção de uma informação extraída de outra fonte. A citação pode ser apresentada assim: Assim parece ser porque, para Piaget, “toda moral consiste num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras” (Piaget, 1994, p.11). A essência da moral é o respeito às regras. A capacidade intelectual de compreender que a regra expressa uma racionalidade em si mesma equilibrada.O trecho citado deve estar de acordo com as idéias do texto, assim tal estratégia poderá funcionar bem.

Argumentação por comprovação:

A sustentação da argumentação se dará a partir das informações apresentadas (dados, estatísticas, percentuais) que o acompanham. Esse recurso é explorado quando o objetivo é contestar um ponto de vista equivocado.

Veja:

O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lança hoje o Mapa da Exclusão Educacional. O estudo do Inep, feito a partir de dados do IBGE e do Censo Educacional do Ministério da Educação, mostra o número de crianças de sete a catorze anos que estão fora das escolas em cada Estado.Segundo o mapa, no Brasil, 1,4 milhão de crianças, ou 5,5 % da população nessa faixa etária (sete a catorze anos), para a qual o ensino é obrigatório, não freqüentam as salas de aula.O pior índice é do Amazonas: 16,8% das crianças do estado, ou 92,8 mil, estão fora da escola. O melhor, o Distrito Federal, com apenas 2,3% (7 200) de crianças excluídas, seguido por Rio Grande do Sul, com 2,7% (39 mil) e São Paulo, com 3,2% (168,7 mil).

(Mônica Bergamo. Folha de S. Paulo, 3.12.2003)

Nesse tipo de citação o autor precisa de dados que demonstre sua tese.

Argumentação por raciocínio lógico:

A criação de relações de causa e efeito é um recurso utilizado para demonstrar que uma conclusão (afirmada no texto) é necessária, e não fruto de uma interpretação pessoal que pode ser contestada.Observe que na construção de um bom texto argumentativo se faz necessário o conhecimento sobre a questão proposta, fundamentação para serem realizados com sucesso.

Protagonistas e Antagonistas:

A narrativa é centrada num conflito vivido pelos personagens. Diante disso, a importância dos personagens na construção do texto é evidente.Podemos dizer que existe um protagonista (personagem principal) e um antagonista (personagem que atua contra o protagonista, impedindo-o de alcançar seus objetivos). Há também os adjuvantes ou coadjuvantes, esses são personagens secundários que também exercem papéis fundamentais na história.

Narração e Narratividade:

Em nosso cotidiano encontramos textos narrativos; contamos e/ou ouvimos histórias o tempo todo.
Mas os textos que não pertencem ao campo da ficção não são considerados narração, pois essas não têm como objetivo envolver o leitor pela trama, pelo conflito.Podemos dizer que nesses relatos há narratividade, que quer dizer, o modo de ser da narração.

Os Elementos da Narrativa:

Os elementos que compõem a narrativa são:

*Foco narrativo (1º e 3º pessoa);
*Personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante);
*Narrador (narrador-personagem, narrador-observador).
*Tempo (cronológico e psicológico);
*Espaço.

CONSTRUÇÃO DO ENREDO:

Enredo é a seqüência de acontecimentos da história, a rede de situações que as personagens vivem, a trama das ações que elas fazem ou que elas sofrem.Podemos identificar quatro partes que compõe o enredo:

1-Apresentação: É a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história, como o momento e o lugar em que a ação se desenvolverá.Cria-se um cenário e uma marcação de tempo para os personagens iniciarem suas ações.Nem todo texto narrativo tem esta primeira parte; há casos em que já de início se mostra a ação em desenvolvimento.

2–Complicação: É a parte do enredo em que as ações, os conflitos são desenvolvidos, conduzindo o enredo ao clímax.

3–Clímax: É o ponto em que a ação atinge seu momento crítico, momento de maior tensão, tornando o desfecho inevitável.

4–Desfecho: É a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens.Se não houver conflito, a narrativa fica reduzida a um relato, a uma seqüência de fatos que, não despertarão o interesse dos leitores.

CRÔNICA:

A crônica é um gênero que tem relação com a idéia de tempo e consiste no registro de fatos do cotidiano em linguagem literária, conotativa.A origem da palavra crônica é grega, vem de chronos (tempo), é por isso que uma das características desse tipo de texto é o caráter contemporâneo.

A crônica pode receber diferentes classificações:

*a lírica, em que o autor relata com nostalgia e sentimentalismo;
*a humorística, em que o autor faz graça com o cotidiano;
*a crônica-ensaio, em que o cronista, ironicamente, tece uma crítica ao que acontece nas relações sociais e de poder;
*a filosófica, reflexão a partir de um fato ou evento;
*e jornalística, que apresenta aspectos particulares de notícias ou fatos, pode ser policial, esportiva, política etc.
























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LINGUAGEM,LÍNGUA,FALA

LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA

Benedita Azevedo - Recanto das Letras

LINGUAGEM: é todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos de comunicação. Pode ser verbal e não-verbal.

a). verbal: aquela cujos sinais são as palavras
b). não-verbal: aquela que utiliza outros sinais que não as palavras. LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais, o conjunto dos sinais de trânsito, mímica etc. constituem tipos de linguagem não-verbal.

LÍNGUA: é um tipo de linguagem; é a única modalidade de linguagem baseado em palavras. O alemão e o português são línguas diferentes.

Língua é a linguagem verbal utilizada por um grupo de indivíduos que constitui uma comunidade.

FALA: é a realização concreta da língua, feita por um indivíduo da comunidade num determinado momento. É um ato individual que cada membro pode efetuar com o uso da linguagem.


NÍVEIS DE LINGUAGEM

A linguagem tem normas, princípios que precisam ser obedecidos. Geralmente, achamos que essas regras dizem respeito apenas à gramática normativa. Para a grande maioria das pessoas, expressar-se corretamente em língua portuguesa significa não cometer erros de ortografia, concordância verbal, acentuação etc. Há, no entanto, outro erro, mais comprometedor do que o gramatical, que é o de inadequação de linguagem ao contexto.
Em casa ou com amigos, nós empregamos uma linguagem mais informal do que nas provas da escola ou em uma entrevista para emprego. Ao conversar com os avós, não convém utilizar algumas gírias, pois eles poderiam ter dificuldades em nos compreender. Numa dissertação solicitada num vestibular ou um concurso público já precisamos empregar um vocabulário mais formal. Esses fatos nos levam a concluir que existem níveis de linguagem.
Vejamos alguns níveis de linguagem:

a) NÍVEL FORMAL-CULTO OU PADRÃO: trata-se de uma linguagem mais formal, que segue os princípios da gramática normativa. É empregada na escola, no trabalho, nos jornais e nos livros em geral. Observe este trecho de jornal:

A polêmica não é nova, nem deve extinguir-se tão cedo. Afinal qual a legitimidade e o limite do uso de recursos públicos para salvaguardar a integridade do sistema financeiro? (...)
( Folha de São Paulo, 14 de março de 1996, Editorial)

b) NÍVEL COLOQUIAL-POPULAR: é a linguagem empregada no cotidiano. Geralmente é informal, incorpora gírias e expressões populares e não obedece às regras da gramática normativa. Veja estes exemplos:
“Sei lá! Acho que tudo vai ficar legal. Pra que então ficar esquentando muito? Me parece que as coisas no fim sempre dão certo”.

Estou preocupado. ( norma culta)
Tô preocupado. ( língua popular)
Tô grilado. ( gíria, limite da língua popular )


c) PROFISSIONAL OU TÉCNICO: é a linguagem que alguns profissionais, como advogados, economistas, médicos, dentistas etc. utilizam no exercício de suas atividades.

d) ARTÍSTICO OU LITERÁRIO: é a utilização da linguagem com finalidade expressiva pelos artistas da palavra ( poetas e romancistas, por exemplo) alguns gramáticos já incluem este item na linguagem culta ou padrão.

Dominar uma língua, portanto, não significa apenas conhecer normas gramaticais, mas, sobretudo empregar adequadamente essa língua em várias situações do dia-a-dia: na escola, no trabalho, com os amigos, num exame de seleção, no trabalho.

BIBLIOGRAFIA
1. MAIA.João Domingues, Português ,Novo Ensino Médio, vol. Único,Editora Ática,SP, 3a edição, 2000.
2. CADORE. Luís Agostinho, Curso Prático De Português,, volume único, Editora Ática, SP, 3a ed., 1995.
3. PLATÃO ET FIORIN, Lições de textos: leitura e redação, Editora Ática, SP, ,3a edição, 1998.
4. INFANTE. Ulisses, Curso de Gramática Aplicada aos textos, 2ª edição, SP, Scipione, 1995.
5. MESQUITA. Roberto Melo, Gramática da Língua Portuguesa, 3ª edição, SP, Saraiva, 1995.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

A origem da Língua Portuguesa

FORMAÇÃO HISTÓRICA DA LÍNGUA PORTUGUESA

I. ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA
A língua portuguesa está intimamente relacionada com os acontecimentos históricos que se sucederam na Península Ibérica.
Pouco se sabe acerca dos povos que teriam habitado o solo peninsular antes da chegada dos romanos (séc. III a. C.). De entre esses faz-se referência aos iberos, aos celtas, aos fenícios, aos gregos e aos cartagineses.
A Península Hispânica fora habitada, em tempos muito remotos, pelos Iberos, povo agrícola e pacífico. Por volta do século VI antes de Cristo, este território fora invadido pelos Celtas, um povo turbulento e guerreiro. E a prolongada permanência provocou o cruzamento entre estes dois povos, dando origem à denominação de Celtiberos.
Depois, os Fenícios, os Gregos e os Cartagineses estabeleceram colônias comerciais em vários pontos da Península.
Como estes últimos pretendiam apoderar-se de todo o solo peninsular, os Celtiberos pediram socorro aos Romanos.
ROMANIZAÇÃO DA PENÍNSULA IBÉRICA
É assim que os Romanos invadem a Península, no século III antes de Cristo, com o intuito de travar a expansão dos Cartagineses, dado que estes constituíam uma séria ameaça ao domínio do mundo mediterrâneo pretendido por Roma.
Vencidos os Cartagineses, os Romanos acabaram por dominar toda a Península, tanto no aspecto político-militar quanto no aspecto cultural, nomeadamente no que respeita à língua. A civilização latina foi-se impondo através da abertura de escolas, da construção de estradas e de templos, pela incrementação do comércio, pelo serviço de correio, etc. Consequentemente, a sua língua, o Latim tornou-se indispensável e obrigatório, suplantando os idiomas já existentes.
Mas como é fácil prever, o Latim dos soldados romanos não era o mesmo dos escritores. Era o Latim usado pelo povo, chamado Latim Vulgar.
Já o povo peninsular se encontrava totalmente romanizado, quando, no século V da era cristã, a Península voltara a ser invadida e assolada, desta vez pelo povos bárbaros germanos (alanos, suevos, vândalos, visigodos), gente essencialmente guerreira e de cultura inferior à alcançada ao longo do processo de romanização. Daí que os bárbaros, apesar de vencedores, acabassem por adoptar a civilização e a língua latinas. Mas isto não impediu a dissolução da unidade política do império, uma vez que os bárbaros, baseados no pressuposto de que a instrução fragilizava o espírito bélico dos soldados, decretaram o encerramento das escolas.
Se este fato motivou o enfraquecimento da nobreza romana, somar-se-lhe-ia entretanto um outro que a condenaria ao seu desaparecimento: as letras latinas, preservadas e cultivadas no silêncio dos mosteiros, viriam a ser proibidas por um cristianismo radical e exacerbadamente purificador, por as considerar contaminadas pelo espírito pagão.
TRANSFORMAÇÃO DO LATIM VULGAR EM DIALECTO
À queda e fragmentação do Império Romano sucede-se a supressão dos elementos unificadores do idioma. Isto é, o Latim Vulgar, já substancialmente modificado pela ação do substrato linguístico peninsular, perde progressivamente terreno e desenvolve-se diferentemente em cada região. Isto equivalerá a dizer que o Latim vulgar se dialetou, sobretudo devido à invasão bárbaro-germânica.
Chegados ao século VII, os árabes, vindos do Norte de África, invadiram a Península. Como a sua cultura era superior à que o povo peninsular possuía, eles tentaram impor a sua língua como oficial. Porém, os habitantes da Península, sentindo as enormes oposições de raça, de língua e de religião que os separavam do povo vencedor, não aceitaram a sua civilização e continuaram a falar o "romance" (o Latim Vulgar, contaminado por diversos substratos). No entanto, algumas povoações acabaram por receber diretamente a influência dos árabes, formando uma espécie de comunidades mistas, denominadas "moçárabes", mas mantendo independência quanto ao culto religioso.
Por estas razões se compreende que o povo árabe, cultural e civilizacionalmente superior, não tenha tido, ao longo dos mais de sete séculos de ocupação peninsular (expulsos em 1492, por Fernando de Aragão e Isabel de Castela), uma forte influência no tocante à língua portuguesa. A maioria dos vocábulos que o nosso idioma absorveu desse povo caracterizam-se pelo prefixo AL, que corresponde ao artigo definido árabe, como documentam os seguintes exemplos: álgebra, algibeira, álcool,alcatifa, alface, algarismo, alfazema, alcachofra, almofada, alfinete, algema,algodão, alqueire, etc.
II. O DESPERTAR DA EMANCIPAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA
O processo de expulsão do povo árabe da Península foi longo e penoso. Nos finais do século XI, sob a bandeira de D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, muitos fidalgos acorreram em auxílio do monarca para libertar o reino da presença do infiel. Entre eles destaca-se D. Henrique, conde de Borgonha, que, pelos serviços à coroa e à causa cristã, recebera em casamento a filha do rei, D. Tareja, e, por dote, o governo do Condado Portucalense, um pequeno território situado na costa ocidental da Península, entre os rios Douro e Minho.
D. Afonso Henriques, filho do conde D. Henrique, continuou a luta contra os mouros, pretendendo transformar o reino de Leão e Castela num estado independente. De entre os inúmeros combates, ganhou particular importância a batalha de Ourique, em 1139, quer pela vitória alcançada sobre os árabes, quer também pelo facto de os soldados, antes de se iniciar o combate, terem aclamado D. Afonso Henriques de rei de Portugal. Mas só em 1143 seria reconhecida a independência do Condado Portucalense e D. Afonso Henriques proclamado rei. E daqui nasceria Portugal.
Nessa região, onde fora fundada a monarquia portuguesa, falava-se um dialecto denominado galaico-português, expressão linguística comum à Galiza e Portugal. Mas, à medida que Portugal alargava os seus domínios para Sul, ia absorvendo os falares (ou romances) que aí existiam e, consequentemente, ia-se diferenciando do galego, até se constituirem como línguas independentes: o galego acabou por ser absorvido pela unidade castelhana, e o português, continuando a sua evolução, tornar-se-ia a língua de uma nação.
III. FASES DE EVOLUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Segundo Leite de Vasconcelos, há a considerar na evolução da língua portuguesa três fases: pré-histórica, proto-histórica e histórica.
__ Fase Pré-Histórica: começa com as origens da língua e vai até ao século IX. Entre o século V e o século IX temos o que geralmente se denomina romancelusitânico. Ao longo deste período encontramos somente documentação em Latim Vulgar.
__ Fase Proto-histórica: estende-se do século IX ao século XIII. Nesta fase encontram-se já, nos documentos redigidos em Latim Bárbaro (o Latim dos notários e tabliães da Idade Média), palavras e expressões originárias dos romances locais, entre os quais aquele que dera origem ao Português. Donde se deduz que a língua já era falada, mas não escrita.
__ Fase Histórica: inicia-se no século XII e estende-se até aos nossos dias. Esta fase compreende dois períodos:
1. Período do Português Arcaico: vai do século XII ao século XV.
O primeiro texto inteiramente redigido em português data do século XII. Pensou-se durante muito tempo tratar-se da Cantiga da Guarvaya, também chamada "Cantiga da Ribeirinha", porque dedicada a D. Maria Paes Ribeiro, a «Ribeirinha», amante de D. Sancho I:
"No mundo non me sei parelha,
mentre me for' como me uay
ca ia moiro por uos e ay!
mha senhor branca e uermelha,
queredes que uos retraya
quando uos eu ui en saya!
Mao dia me leuantei,
que uos enton non ui fea!
E, mha senhor, des aquel di' ay!
me foi a mi muyn mal,
e uos, filha de don Paay
Moniz, e ben uus semelha
d' auer eu por uos guaruaya
pois eu, mha senhor, d' alfaya
nunca de uos ouue nem ei
ualia d' üa correa." (colocámos o ü por não dispormos de meios para grafar u com til.)
Cancioneiro da Ajuda
[VOCABULÁRIO: parelha = semelhante, igual; mentre = enquanto,entrementes; ca = pois, porque; moiro = morro; queredes = quereis; retraya =retrate, evoque; que uos enton non ui fea = que então vos vi linda (por litote); mi= mim; semelha = parece; guaruaya = manto escarlate próprio dos reis.]
Porém, o tempo veio provar que o autor desta composição, Paio Soares de Taveirós, se situa no segundo terço do século XIII e não no século XII, como Carolina Micaëlis havia suposto, ao considerar esta cantiga como escrita em 1189 ou 1198.
Para já, tudo parece indiciar que a a Notícia de Torto (antes de 1211?) e o Testamento de Afonso II (1214) serão os mais antigos documentos não literários escritos em Português. Quanto às composições de carácter literário, pensa-se que João Soares de Paiva, a quem se deve uma cantiga de maldizer, segundo López Aydillo datada de 1196, terá sido o primeiro poeta a escrever em idioma português.
A partir dessa altura, aparecem outros textos de poesia e, mais tarde, surgem os primeiros textos em prosa.
As poesias reunidas nos "Cancioneiros" e as "Crónicas" de Fernão Lopes, Gomes Eanes de Zurara e Rui de Pina são textos que documentam este período arcaico.
Em 1290, D. Dinis, o rei 'Trovador', torna obrigatório o uso da língua portuguesa e funda, em Coimbra, a primeira Universidade.
2. Período do Português Moderno: do século XVI até aos nossos dias.
Por influência dos humanistas do Renascimento, o século XV ficou marcado por um aperfeiçoamento e enriquecimento linguísticos. Ao mesmo tempo que se procurava, ao nível das artes e das Letras, imitar os modelos latinos, tentava-se igualmente aproximar a Língua Portuguesa da língua-mãe. Como a coroar esse processo, aparece, em 1572, a obra de Luís de Camões, «Os Lusíadas», marco histórico do nosso idioma e monumento literário e linguístico.
É neste mesmo século que surgem as primeiras tentativas de gramaticalização da língua. Fernão de Oliveira edita, em 1536, a primeira Gramática da língua portuguesa, intitulada «Gramatica da Lingoagem Portugueza». Em 1540, João de Barros escreve, com o mesmo título, a segunda gramática da língua portuguesa.
A partir do século XV, através da expansão marítima, os portugueses descobrem novas terras e a elas levam a sua língua, estendendo deste modo o espaço geográficoem que a Língua Portuguesa serve, com mais ou menos alterações relativamente à do povo que a divulgou, de língua de comunicação em várias nações do mundo.

texto: Guilherme Ribeiro
in: http://esjmlima.prof2000.pt/hist_evol_lingua/R_GRU-C.HTM

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

EXERCÍCIOS HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS - FONÉTICA2

1. Marque a frase em que deve ser empregada a primeira das duas palavras que aparecem entre parênteses:

a) Essas hipóteses _________ das circunstâncias (emergem - imergem) ;
b) Nunca o encontro na _________ em que trabalha (sessão - seção);
c) Já era decorrido um _______ que ela havia partido, (lustre - lustro);
d) O prazo já estava _______ (prescrito - proscrito);
e) O fato passou completamente ________ (desapercebido- despercebido).

2. Marque a frase que se completa com o segundo elemento do parênteses:

a) A recessão econômica do país faz com que muitos _________ (emigrem - imigrem);
b) Antes de ser promulgada, a Constituição já pedia muitos ________ (consertos - concertos);
c) A ditadura _________ muitos políticos de oposição; (caçou - cassou);
d) Ao sair do barco, o assaltante foi preso em___________ (flagrante - fragrante);
e) O juiz _________ expulsou o atleta violento (incontinenti- incontinente).

3. Marque a alternativa que se completa corretamente com o segundo elemento do parênteses:

a) O sapato velho foi restaurado com a aplicação de algumas ________ (tachas-taxas);
b) Sílvio _________ na floresta para caçar macacos (imergiu-emergiu);
c) Para impedir a corrente de ar, Luís _______ a porta (cerrou-serrou);
d) Bonifácio ________ pelo buraco da fechadura (expiava-espiava);
e) Quando foi realizado o último ________ ? (censosenso).

4. Marque a alternativa que se completa com o primeiro elemento do parênteses:

a) A polícia federal combate o _________ de cocaína (tráfego-tráfico);
b) No Brasil é vedada a ________ racial; embora haja quem a pratique (discriminação-descriminação);
c) Você precisa melhorar seu __________ de humor (censo-senso);
d) O presidente _________ antecipou a queda do muro de Berlim (ruço-russo);
e) O balão, tremelizindo _________ para o céu estrelado (acendeu-ascendeu).

5.Em “o prefeito deferiu o requerimento do contribuinte”, o termo grifado poderia perfeitamente ser substituído por:

a) apreciou;
b) arquivou;
c) despachou favoravelmente;
d) invalidou;
e) despachou negativamente.

6.As idéias liberais saíram incólumes, ainda que se pensasse que seriam dilapidadas, completamente. Os termos grifados são antônimos, respectivamente de:

a) arrasadas - dilaceradas;
b) intactas - arrasadas;
c) intactas - dilaceradas;
d) depauperadas - prestigiadas;
e) N.R.A.

7.Complete as lacunas com a expressão correta (entre parênteses):

“O _______ (cervo - servo) prendia-se nos arbustos, fugindo dos _______ (cartuchos - cartuxos) que pipocavam por toda a _______ (área - aria);

a) cervo – cartuxos – área;
b) servo – cartuchos – aria;
c) cervo – cartuchos – área;
d) servo – cartuchos – área;
e) servo – cartuchos – aria.

8. Complete as lacunas, com a expressão necessária, que consta nos parênteses:

É necessário ________ (cegar-segar) os galhos salientes do _______ (bucho-buxo), de modo a que se possa fazer _____ (xá-chá) com as folhas mais novas.”

a) segar – buxo – chá;
b) segar – bucho – xá;
c) cegar – buxo – xá;
d) cegar – bucha – chá;
e) segar – bucha – xá.

9.O __________ (emérito-imérito) causídico ____________ (dilatou-delatou) o plano de fuga do meliante, que se encontrava na __________(eminência-iminência) de escapar da prisão:

a) emérito – delatou – iminência;
b) imérito – dilatou – eminência;
c) emérito – dilatou – iminência;
d) imérito – delatou – iminência;
e) emérito – dilatou – eminência.

10.O ________ (extrato-estrato) da conta bancária é, por si só, insuficiente para cobrir o _________(cheque-xeque), ainda que haja algum capital (incerto-inserto).

a) extrato – xeque – inserto;
b) estrato – cheque – incerto;
c) extrato – cheque – inserto;
d) estrato – xeque – incerto;
e) extrato – xeque – incerto.

11.Complete as lacunas usando adequadamente (mas / mais / mal / mau):
“Pedro e João ____ entraram em casa, perceberam que as coisas não iam bem,pois sua irmã
caçula escolhera um ____ momento para comunicar aos pais que iria viajar nas férias; _____ seus, dois irmãos deixaram os pais _____ sossegados quando disseram que a jovem iria com os primos e a tia.”

a) mau - mal - mais - mas;
b) mal - mal - mais - mais;
c) mal - mau - mas - mais;
d) mal - mau -mas - mas;
e) mau - mau - mas - mais.

12. Marque a alternativa que completa corretamente as lacunas:
“Estou ________ de que tais _______ deveriam ser _______ a bem da moralidade do serviço público.”

a) cônscio – privilégios – extintos;
b) côncio – privilégios – estintos;
c) cônscio – privilégios – estintos;
d) côncio – previlégios – estintos;
e) cônscio – previlégios – extintos.

13. Observe as orações seguintes:

I - Por que não apontas a vendedora por que foste ludibriado?
II - A secretária não informa por que linha, de ônibus chega-se ao escritório.
III - Por que será que o governo não divulga o porquê da inflação.

Há erro na grafia:
a) na I apenas;
b) em duas apenas;
c) na II apenas;
d) na III apenas;
e) em nenhuma.

14.Complete as lacunas com (estada / estadia /onde / aonde):
“_______ quer que eu me hospede, procuro logo saber o preço da _______, quanto custa a _______de um carro alugado, bem como _______ se possa ir à noite.”

a) aonde – estadia – estada – onde;
b) onde – estada – estadia – aonde;
c) onde – estadia – estada – aonde;
d) aonde – estada – estadia – onde;
e) onde – estadia – estadia – aonde.

15. Leia as frases abaixo:

1 - Assisti ao ________ do balé Bolshoi;
2 - Daqui ______ pouco vão dizer que ______ vida em Marte.
3 - As _________ da câmara são verdadeiros programas de humor.
4 - ___________ dias que não falo com Alfredo.

Escolha a alternativa que oferece a seqüência correta de vocábulos para as lacunas existentes:

a) concerto – há – a – cessões – há;
b) conserto – a – há – sessões – há;
c) concerto – a – há – seções – a;
d) concerto – a – há – sessões – há;
e) conserto – há – a – sessões – a .

16. Indique a alternativa que contém a seqüência necessária para completar as lacunas abaixo:
“A ______ de uma guerra nuclear provoca uma grande _______ na humanidade e a deixa _______com relação ao futuro da vida na terra.”

a) espectativa – tensão – exitante;
b) espectativa – tenção – hesitante;
c) expectativa – tensão – hesitante;
d) expectativa – tensão – hezitante;
e) espectativa – tenção – exitante.

17. Complete corretamente as lacunas:

“O _______ de veículos de grande porte, em vias urbanas, provoca ________ no trânsito; forçando a que os motoristas dos carros menores ________,muitas delas, completamente sem _________ ;

a) tráfico – infrações – inflijam – concerto;
b) tráfego – infrações – inflijam – conserto;
c) tráfego – inflações – infrinjam – conserto;
d) tráfego – infrações – infrações – conserto;
e) tráfico – infrações – infrações – concerto.


GABARITO


1. A 2. A 3. D 4. B 5. C 6. B 7. C 8. A 9. A 10. C
11. C 12. A 13. E 14. B 15. D 16. C 17. D

1) Assinale o item em que se trocou, ou não, o emprego adequado de uma das palavras homófonas.
A) Ele trabalha na oitava seção (sessão, seção, cessão) da primeira zona eleitoral.
B) Na repartição todos o taxam (taxam, tacham) de relapso.
C) Sua entrevista está inserta (inserta, incerta) nos maiores jornais do país.
D) Desculpemos sua inexperiência, afinal todo jovem incipiente (incipiente, insipiente) merece nossa compreensão.
E) NDA

2) Veja se há erro ou não na classificação à direita das palavras à esquerda. Assinale-o se houver.
A) Ratificar / retificar - Parônimos.
B) Lima (fruta) / lima (objeto) - Homônimos.
C) Seção /sessão / cessão - Homófonas.
D) Infligir / infrigir - Homógrafos.
E) NDA

3) Assinale, se houver, o item em que se trocou o termo adequado de acordo com o sentido da 1a frase à esquerda.
A) O valente herói não receia o perigo (intemerato)
B) Não deviam transgredir a lei (infrigir)
C) Por isso corrigi o texto (retifiquei)
D) Deixou a pátria (emigrou)
E) NDA

4) Assinale, se houver, o item em que se teria trocado o emprego dos parônimos de acordo com o sentido da frase.
A) A medida não sortiu efeito.
B) Respondeu com acerto à pergunta.
C) Tal fato não me passou desapercebido.
D) O fim do ano está iminente.
E) NDA

5) Assinale, se ocorrer ou não, erro em alguns dos itens abaixo em relação à grafia das homófonas.
A) Pagou a taxa de serviço ontem.
B) Tacharam-no de corrupto.
C) Pregue a tacha com este martelo.
D) Os dicionários registram tacho (subst.) como vaso de metal.
E) NDA

6) Assinale o item em que ocorre, ou não, erro no emprego das homófonas há, a.
A) Já estou em Brasília há 25 anos.
B) Daqui a dois meses ele voltará.
C) Já iniciamos a sessão há quinze minutos.
D) Ele devia ter avisado há mais tempo.
E) NDA

7) Idem para há cerca de, a cerca de, acerca.
A) Não falarei acerca desse assunto.
B) Falaram de um assunto acerca do qual nada sabia.
C) Cerca de dez mil pessoas assistiram ao comício.
D) Há cerca de dez anos me aposentei.
E) NDA

8) Assinale, se houve erro ou não, na classificação semântica das palavras abaixo.
A) Deferir/diferir - parônimas.
B) Expiar/espiar - homófonas.
C) O acordo/eu acordo - homônimas.
D) Concordância/discordância - antônimas.
E) NDA

9) Assinale o item em que há erro, ou não, no emprego de parônimas de acordo com o sentido.
A) O médico proscreveu rigorosa dieta.
B) O sinônimo de confirmar é ratificar.
C) A empresa é nova, por isso os serviços estão incipientes.
D) É um político notável digno de nosso preito.
E) NDA

10) Em "ilidir a sentença" o significado da expressão em aspas é:
A) aceitar.
B) refutar.
C) confirmar
D) ocultar.
E) NDA
GABARITO DAS QUESTÕES SOBRE HOMONÍMIA
Questão 1: Resposta correta: Letra B
Questão 2: Resposta correta: Letra D
Questão 3: Resposta correta: Letra A
Questão 4: Resposta correta: Letra A
Questão 5: Resposta correta: Letra E
Questão 6: Resposta correta: Letra E
Questão 7: Resposta correta: Letra E
Questão 8: Resposta correta: Letra C
Questão 9: Resposta correta: Letra A
Questão 10: Resposta correta: Letra B





Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave.
Fomos à piscina
à artigo e preposição
Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição a e outro termo que aceite o artigo a.
Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos alguns artifícios:
I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Temos amor à arte.
(Temos amor ao estudo)
Respondi às perguntas.
(Respondi aos questionário)
II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase:
Exemplos:
Contarei uma estória a você.
(Contarei uma estória para você.)
Fui à Holanda
(Fui para a Holanda)
3. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Iremos a Curitiba.
(Voltaremos de Curitiba)
Iremos à Bahia
(Voltaremos da Bahia)
Não ocorre a Crase
a) antes de verbo
Voltamos a contemplar a lua.
b) antes de palavras masculinas
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.
c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.
d) antes de pronomes em geral:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.
e) em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos frente a frente
Estamos cara a cara.
f) quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:
Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.
Crase facultativa
1. Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Julinana.
2. Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua fazenda.
3. Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.
Casos particulares
1. Casa
Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não ocorre a crase.
Exemplos:
Regressaram a casa para almoçar
Regressaram à casa de seus pais
2. Terra
Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não ocorre crase.
Exemplos:
Regressaram a terra depois de muitos dias.
Regressaram à terra natal.
3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo.
Se o tempo que antecede um desse pronomes demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase.
Exemplos:
Está é a nação que me refiro.
(Este é o país a que me refiro.)
Esta é a nação à qual me refiro.
(Este é o país ao qual me refiro.)
Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.
(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.)
Houve um sugestão anterior à que você deu.
(Houve um palpite anterior ao que você me deu.)
Ocorre também a crase
a) Na indicação do número de horas:
Chegamos às nove horas.
b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta:
Usam sapatos à (moda de) Luís XV.
c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento:
Chegou à tarde (tempo).
Falou à vontade (modo).
d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...
OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:
Há - indica tempo passado.
Moramos aqui há seis anos
A - indica tempo futuro e distância.
Daqui a dois meses, irei à fazenda.
Moro a três quarteirões da escola
Síntese:
A síntese de texto é um tipo especial de composição que consiste em reproduzir, em poucas palavras, o que o autor expressou amplamente. Desse modo, só devem ser aproveitadas as idéias essenciais, dispensando-se tudo o que for secundário.
Procedimentos:
1. Leia atentamente o texto, a fim de conhecer o assunto e assimilar as idéias principais;
2. Leia novamente o texto, sublinhando as partes mais importantes, ou anotando à parte os pontos que devem ser conservados;
3. Resuma cada parágrafo separadamente, mantendo a seqüência de idéias do texto original;
4. Agora, faça seu próprio resumo, unindo os parágrafos, ou fazendo quaisquer adaptações conforme desejar;
5. Evite copiar partes do texto original. Procure exercitar seu vocabulário. Mantenha, porém, o nível de linguagem do autor;
6. Não se envolva nem participe do texto. Limite-se a sintetizá-lo.
Resumo:
Ler não é apenas passar os olhos no texto. É preciso saber tirar dele o que é mais importante, facilitando o trabalho da memória. Saber resumir as idéias expressas em um texto não é difícil. Resumir um texto é reproduzir com poucas palavras aquilo que o autor disse.
Para se realizar um bom resumo, são necessárias algumas recomendações:
1. Ler todo o texto para descobrir do que se trata.
2. Reler uma ou mais vezes, sublinhando frases ou palavras importantes. Isto ajuda a identificar.
3. Distinguir os exemplos ou detalhes das idéias principais.
4. Observar as palavras que fazem a ligação entre as diferentes idéias do texto, também chamadas de conectivos: "por causa de", "assim sendo", "além do mais", "pois", "em decorrência de", "por outro lado", "da mesma forma".
5. Fazer o resumo de cada parágrafo, porque cada um encerra uma idéia diferente.
6. Ler os parágrafos resumidos e observar se há uma estrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bem encadeadas e se formam um todo.
7. Num resumo, não se devem comentar as idéias do autor. Deve-se registrar apenas o que ele escreveu, sem usar expressões como "segundo o autor", "o autor afirmou que".
8. O tamanho do resumo pode variar conforme o tipo de assunto abordado. É recomendável que nunca ultrapasse vinte por cento da extensão do texto original.
9. Nos resumos de livros, não devem aparecer diálogos, descrições detalhadas, cenas ou personagens secundárias. Somente as personagens, os ambientes e as ações mais importantes devem ser registrados.

sábado, 27 de agosto de 2011

EXERCÍCIOS: LITERATURA DE INFORMAÇÃO - LITERATURA DE CATEQUESE - HUMANISMO - CLASSICISMO (COLA DA WEB)

L I T E R A T U R A D E I N F O R M A Ç Ã O E L I T E R A T U R A D E C A T E Q U E S E
Questões:
01. As primeiras manifestações literárias que se registram na Literatura Brasileira referem-se a:

a) Literatura informativa sobre o Brasil (crônica) e literatura didática, catequética (obra dos jesuítas).(A)
b) Romances e contos dos primeiros colonizadores.
c) Poesia épica e prosa de ficção.
d) Obras de estilo clássico, renascentista.
e) Poemas românticos indianistas.


02. A literatura de informação corresponde às obras:

a) barrocas;
b) arcádicas;
c) de jesuítas, cronistas e viajantes;(C)
d) do Período Colonial em geral;
e) n.d.a.


03. Qual das afirmações não corresponde à Carta de Caminha?

a) Observação do índio como um ser disposto à catequização.
b) Deslumbramento diante da exuberância da natureza tropical.
c) Mistura de ingenuidade e malícia na descrição dos índios e seus costumes.
d) Composição sob forma de diário de bordo.
e) Aproximações barrocas no tratamento literário e no lirismo das descrições.(E)


04. (UNISA) A “literatura jesuíta”, nos primórdios de nossa história:

a) tem grande valor informativo;
b) marca nossa maturação clássica;
c) visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e moral;(C)
d) está a serviço do poder real;
e) tem fortes doses nacionalistas.


05. A importância das obras realizadas pelos cronistas portugueses do século XVI e XVII é:

a) determinada exclusivamente pelo seu caráter literário;
b) sobretudo documental;(B)
c) caracterizar a influência dos autores renascentistas europeus;
d) a deterem sido escritas no Brasil e para brasileiros;
e) n.d.a.


06. Anchieta só não escreveu:

a) um dicionário ou gramática da língua tupi;
b) sonetos clássicos, à maneira de Camões, seu contemporâneo;(B)
c) poesias em latim, portugueses, espanhol e tupi;
d) autos religiosos, à maneira do teatro medieval;
e) cartas, sermões, fragmentos históricos e informações.


07. São características da poesia do Padre José de Anchieta:

a) a temática, visando a ensinar os jovens jesuítas chegados ao Brasil;
b) linguagem cômica, visando a divertir os índios; expressão em versos decassílabos, como a dos poetas clássicos do século XVI;
c) temas vários, desenvolvidos sem qualquer preocupação pedagógica ou catequética;
d) função pedagógica; temática religiosa; expressão em redondilhas, o que permitia que fossem cantadas ou recitadas facilmente.(D)
e) n.d.a.


08. (UNIV. FED. DE SANTA MARIA) Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:

a) É formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese.
b) Inicia com Prosopopéia, de Bento Teixeira.
c) É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuítica.(C)
d) Os textos que a constituem apresentam evidente preocupação artística e pedagógica.
e) Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo.


09. (UFV) Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:

Dos vícios já desligados
nos pajés não crendo mais,
nem suas danças rituais,
nem seus mágicos cuidados.

(ANCHIETA, José de. O auto de São Lourenço [tradução e adaptação de Walmir Ayala] Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.]p. 110)

Assinale a afirmativa verdadeira, considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos índios em procissão:

a) Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do qual participaram com igual empenho a Coroa
Portuguesa e a Companhia de Jesus.(A)

b) A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa.

c) Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés.

d) Os meninos índios são figura alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes da dramaturgia renascentista.

e) Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem querem libertar-se tão logo seja possível.





C L A S S I C I S M O
Questões:
01. Os Lusíadas - Luís de Camões - Justifique a afirmação: O discurso do “Velho Restelo” está em oposição a certas concepções dominantes na sociedade portuguesa da época dos grandes descobrimentos, expressas pelo discurso que exalta a empresa navegadora posta em marcha pela Coroa Lusitana.

Resolução:

Esse velho, descontente com o empreendimento português de buscar do mundo novas partes, destrói ponto por ponto os ideais que levaram à epopéia das grandes navegações. Começa por desmitificar o ideal da fama, dizendo que ela nada mais é que a vontade de poder, fraude com que os poderosos atiçam as massas para fazê-las apoiar sua política expansionista.
“Chamam-te Fama e Glória soberana / Nomes com que se o povo néscio engana. Esse desejo de mandar só produz danos. Mostra que o projeto ultramarino será um desastre para a sociedade portuguesa, ocasionando o despovoamento e o enfraquecimento do país, já que os homens válidos estarão mortos ou em outras terras e, em Portugal, estarão os velhos, as mulheres, os órfãos. Para ele, a empresa navegadora produzirá somente pobreza, adultério, desamparo. Execra ainda os chamados heróis civilizadores, aqueles que fizeram progredir a sociedade humana, por exemplo: Prometeu, que roubou o fogo do céu e deu aos homens; Dédalo, grande arquiteto que fabricou para seu filho Ícaro umas asas, presas com cera nos ombros, com cujo auxílio pretendeu voar. Considera todo avanço técnico intrinsecamente mau, porque ocasionam a ruína de seus empreendedores.


02. Identifique a alternativa que não contenha ideais clássicos de arte:

a) Universalismo e racionalismo.
b) Formalismo e perfeccionismo.
c) Obediência às regras e modelos e contenção do lirismo.
d) Valorização do homem (do aventureiro, do soldado, do sábio e do amante) e verossimilhança (imitação da verdade e da natureza).
e) Liberdade de criação e predomínio dos impulsos pessoais.(E)


03. O culto aos valores universais – o Belo, o Bem, a Verdade e a Perfeição – e a preocupação com a forma aproximaram o Classicismo de duas escolas literárias posteriores. Aponte a alternativa que identifica essas escolas:

a) Barroco e Simbolismo;
b) Arcadismo e Parnasianismo;(B)
c) Romantismo e Modernismo;
d) Trovadorismo e Humanismo;
e) Realismo e Naturalismo.


04. Não se relaciona à medida nova:

a) versos decassílabos;
b) influência italiana;
c) predileção por formas fixas;
d) sonetos, tercetos, oitavas e odes;
e) cultura popular, tradicional.(E)


05. O Classicismo propriamente dito, tem por limites cronológicos, em Portugal, as datas de:

a) 1500 e 1601.
b) 1434 e 1516.
c) 1502 e 1578.
d) 1527 e 1580.(D)
e) 1198 e 1434.


06. Assinale a incorreta sobre Camões:

a) Sua obra compreende os gêneros épico, lírico e dramático.
b) A lírica de Camões permaneceu praticamente inédita. Sua primeira compilação e póstumas, datada de 1595, e organizada sob o título de As Rimas de Luis de Camões, por Fernão Rodrigues Lobo Soropita.
c) Sua lírica compõe-se exclusivamente de redondilhas e sonetos.(C)
d) Apesar de localizada no período clássico-renascentista, a obra de citações barrocas.
e) Representa a amadurecimento de língua portuguesa, sua estabilização e a maior manifestação de sua excelência literária.


07. Ainda sobre Camões, assinale a incorreta:

a) Não há um texto definitivo de lírica camoniana. Atribuem-se-lhe cerca de 380 composições líricas,
destacando-se os cerca de 200 sonetos, alguns de autoria controversa.

b) Camões teria reunido sua lírica sob o titulo de O Parnaso Lusitano, que se perdeu, e do qual há algumas referências nas cartas do poetas.

c) As redondilhas de Camões seguem os moldes da poesia palaciana do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende e , mesmo na medida velha, o poeta superou seus contemporâneos e antecessores.

d) A lírica na medida velha, tradicional, medieval, vale-se dos motes glosados, das redondilhas e são de cunho galante, alegre madrigalesco.

e) A principal diferença entre a poesia lírica e a poesia épica é formal e manifesta-se da utilização de versos de diferentes metros.(E)


08. Não são modalidade da medida nova:

a) canção e elegia;
b) soneto e ode;
c) terceto e oitava;
d) écloga e sextina;
e) trova e vilancete.(E)


09. (FUVEST-SP) Na Lírica de Camões:

a) o verso usado para a composição dos sonetos é o redondilho maior;
b) encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos;
c) cantar a pátria é o centro das preocupações;
d) encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX;(D)
e) a mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de espiritualidade.


10. (MACKENZIE-SP) Sobre o poema Os Lusíadas, é incorreto afirmar que:

a) quando a ação do poema começa, as naus portuguesas estão navegando em pleno Oceano Índico,
portanto no meio da viagem;
b) na Invocação, o poeta se dirige às Tágides, ninfas do rio Tejo;
c) Na ilha dos Amores, após o banquete, Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha, onde lhe
descenda a “máquina do mundo”;
d) Tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama, a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias;
e) É composto em sonetos decassílabos, mantendo em 1.102 estrofes o mesmo esquemas de rimas.(E)



H U M A N I S M O - E X E R C Í C I O S

Questões:
01. Sobre o Humanismo, identifique a alternativa falsa:

a) Em sentido amplo, designa a atitude de valorização do homem, de seus atributos e realizações.
b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”.
c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo.
d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período especifico da evolução da cultura ocidental.
e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará, e de que só a transcendência liberta o homem de seu insignificância terrena.(E)


02. Ainda sobre o Humanismo, assinale a afirmação incorreta:

a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representou a base filosófica e cultural do Renascimento.
b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursor Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca.
c) Denomina-se também Pré-Renascentismo, ou Quatrocentismo, e corresponde ao século XV.
d) Representa o apogeu da cultura provençal que se irradia da França para os demais países, por meio dos trovadores e jograis.(D)
e) Retorna os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade, Beleza e Perfeição.


03. Sobre a poesia palaciana, assinale a alternativa falsa:

a) É mais espontânea que a poesia trovadoresca, pela superação da influência provençal, pela ausência de normas para a composição poética e pelo retorno á medida velha.(A)

b) A poesia, que no trovadorismo era canto, separa-se da música, passando a ser fala. Destina-se à leitura individual ou à recitação, sem o apoio de instrumentos musicais.

c) A diversidade métrica da poesia trovadoresca foi praticamente reduzida a duas medidas: os versos de 7 sílabas métricas (redondilhas menores).

d) A utilização sistemática dos versos redondilhas denominou-se medida velha, por oposição à medida nova, denominação que recebemos os versos decassílabos, trazidos da Itália por Sá de Miranda, em 1527.

e) A poesia palaciana foi compilada em 1516, por Garcia de Resende, no Cancioneiro Geral, antologia que reúne 880 composições, de 286 autores, dos quais 29 escreviam em castelhano. Abrange a produção poética dos reinados de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I – O Venturoso (1495-1521).


04. O Cancioneiro Geral não contém:

a) Composições com motes e glosas.
b) Cantigas e esparsas.
c) Trovas e vilancetes.
d) Composições na medida velha.
e) Sonetos e canções.(E)


05. A obra de Fernão Lopes tem um caráter:

a) Puramente científico, pelo tratamento documental da matéria histórica;
b) Essencialmente estético pelo predomínio do elemento ficcional;
c) Basicamente histórico, pela fidelidade à documentação e pela objetividade da linguagem científica;
d) Histórico-literário, aproximando-se do moderno romance histórico, pela fusão do real com o imaginário.
e) Histórico-literário, pela seriedade da pesquisa histórica, pelas qualidades do estilo e pelo tratamento literário, que reveste a narrativa histórica de um tom épico e compõe cenas de grande realismo plástico, além do domínio da técnica dramática de composição.(E)


06. (FUVEST) Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:

a) Compôs peças de caráter sacro e satírico.(A)
b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal.
c) Escreveu a novela Amadis de Gaula.
d) Só escreveu peças e português.
e) Representa o melhor do teatro clássico português.


07. (FUVEST-SP) Caracteriza o teatro de Gil Vicente:

a) A revolta contra o cristianismo.
b) A obra escrita em prosa.
c) A elaboração requintada dos quadros e cenários apresentados.
d) A preocupação com o homem e com a religião.(D)
e) A busca de conceitos universais.


08. (FUVEST-SP) Indique a afirmação correta sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:

a) É intricada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com a inesperado de cada situação.
b) O moralismo vicentino localiza os vícios, não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas.(B)
c) É complexa a critica aos costumes da época, já que o autor primeiro a relativizar a distinção entre Bem e o Mal.
d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares mais ridicularizadas e as mais severamente punidas.
e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo.


09. (FUVEST-SP) Diabo, Companheiro do Diabo, Anjo, Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Brísida Vaz, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.

Analise as informações abaixo e selecione a alternativa incorreta cujas características não descrevam
adequadamente a personagem.

a) O Onzeneiro idolatra o dinheiro, é agiota e usurário; de tudo que juntara, nada leva para a morte, ou
melhor, leva a bolsa vazia.

b) O Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte; leva a amante e as armas de esgrima.

c) O Diabo, capitão da barca do inferno, é quem apressa o embarque dos condenados; é dissimulado e irônico.

d) O Anjo, capitão da barca do céu, é quem elogia a morte pela fé; é austero e inflexível.

e) O Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação integra e exata das leis; leva papéis e processos.(E)


10. Leia com atenção o fragmento do Auto da Barco do Inferno, de Gil Vicente:

Parvo - - Hou, homens dos breviários,
Rapinastis coelhorum
Et pernis perdigotorum
E mijais nos campanários.

Não é correto afirmar sobre o texto:

a) As falas do Parvo, como esta, sempre são repletas de gracejos e de palavrões, com intenção satírica.
b) Nesta fala, o Parvo está denunciando a corrupção do Juiz e do Procurador.
c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródia dessa língua.
d) Por meio de seu latim, o Parvo afasta-se de seu simplicidade, mostrando-se conhecedor de outra línguas.(D)
e) Ao misturar um falso latim com palavrões, Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão.




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Exercícios - Verbo

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1. Há verbos chamados abundantes, porque têm mais de uma forma, especialmente para o particípio, como expulso e expulsado. Assinale o par em que os dois verbos não têm os dois particípios no uso corrente da língua:


a) aceitar – acender;
b) fazer – ver;
c) emitir – incorrer;
d) soltar – romper;
e) prender – extinguir.


2.Os períodos que possuem verbos auxiliares:


I - É mister trabalharmos mais.
II - Já vem raiando a madrugada.
III. Ela ficava filosofando, ao contemplar as estrelas.


a) I e II;
b) II e III;
c) I e III;
d) I, II e III;
e) nenhum possui verbo auxiliar.


3.Em “ _____ como se tivéssemos vivido sempre juntos”, a forma verbal está no:


a) imperfeito do subjuntivo;
b) futuro do presente composto;
c) mais-que-perfeito composto do indicativo;
d) mais-que-perfeito composto do subjuntivo;
e) futuro composto do subjuntivo.




4. Assinale a alternativa correta quanto ao uso de verbos abundantes:
a) foi elegido pelas mulheres, apesar de haver eleito a maioria dos homens;
b) por haver aceitado as condições do acordo, seus documentos foram entregues ao escrivão;
c) antes de chover, ele tinha cobrido o carro;
d) tem fazido muito calor ultimamente;
e) por ter morto um animal indefeso, o caçador foi matado pelos índios.


5. “Acredito que Maria tenha feito a lição”, passando-se a oração sublinhada para a voz passiva, o verbo ficará assim:


a) foi feita;
b) tenha sido feita;
c) esteja sendo feita;
d) tenha estado feita;
e) seja feita.




6. Transportando para a voz passiva a frase “eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro”, obtém-se a forma verbal . . .


a) ia revendo;
b) estava sendo revisto;
c) seriam revistas;
d) comecei a rever;
e) estavam sendo revistas.




7. Assinale a alternativa que contém voz passiva:
a) tínhamos apresentado diversas opções;
b) dorme-se bem naquele hotel;
c) precisa-se de gerentes de vendas;
d) difundia-se o boato de que haveria racionamento;
e) N. R. A




8. Transportando para a voz ativa a oração “os sócios foram convocados para uma reunião”. Obtém-se
a forma verbal:
a) convocaram-se;
b) convocaram;
c) convocar-se-ia;
d) haviam sido convocados;
e) haverão de ser convocados.


9. Transpondo para a voz ativa a frase “O processo deve ser revisto pelos dois funcionários”, obtém-se a forma verbal:


a) deve-se rever;
b) devem rever;
c) será revisto;
d) reverão;
e) rever-se-á.




10.Complete as frases abaixo com o presente do subjuntivo dos verbos indicados entre parênteses:


A) Como os preços baixaram, é necessário que nós ________ o orçamentos (refaz);
B) É importante que nossa tentativa _______ o esforço (valer);
C) Convém que ele ______ um novo acordo (propor);
D) Para que não nomeemos é necessário que nós _________ o que elas pensam (saber);
E) Espero que todos os responsáveis _________ a culpa (assumir).


a) refaçamos - valha - proponha - saibamos - assumam;
b) refazemos - valha - proponham - sabemos - assumam;
c) refaçamos - valham - proponha - soubemos - assumem;
d) refazemos - valha - proponha - saibamos - assumam;
e) N.D.A.


11. Assinale a alternativa em que todas as formas verbais pedidas estejam certas:
Haver (presente subjuntivo, 1ª pessoa do singular);
Crer (presente indicativo, 3ª pessoa do plural);
Passear (presente subjuntivo, 2ª pessoa do plural).
a) haja – crêem – passeeis;
b) haje – crêm – passeieis;
c) haje – creem – passeais;
d) hajai – creim – passeiais;
e) haja – creiem – passeies.




12. “As linhas ______ para um ponto e depois se ______ no infinito”.
a) convergem – esvão;
b) convirgem – esvaem;
c) convergem – esvaiem;
d) convergem – esvaem;
e) convirgem – esvão.


13. Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços em branco:
“É preciso que _______ novidades interessantes
que _____ e ______ ao mesmo tempo”.
a) surjam – divertem – instruam;
b) surjam – divirtam – instruam;
c) surjam – divirtam – instruem;
d) surgem – divertem – instruem;
e) surgem – divirtam – instruam.




14. Considere as frases:
1) “Eles querem que nós (fazer) o trabalho”.
2) “Fazemos esforços para que todos (caber) na sala”.


Flexionando corretamente os verbos indicados, teremos:
a) façamos – cabem;
b) fazemos – caibam;
c) fazemos – coubessem;
d) façamos – caberem;
e) façamos – caibam.


15. Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal:
a) os esportes entretêm a quem os pratica;
b) ele antevira o desastre;
c) só ficarei tranqüilo quando vir o resultado;
d) eles se desavinham freqüentemente;
e) ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.




16. Das frases que seguem, uma traz errado emprego da forma verbal. Assinale-a:
a) cumpre teus deveres, e terás a consciência tranqüila;
c) nada do que se possui com gosto se perde sem desconsolação;
d) não voltes atrás, pois é fraqueza desistir-se da coisa começada;
e) dizia Rui Barbosa: “Fazeis o que vos manda a consciência, e não fazeis o que convém ao apetites.


17. Assinale o item que contém as formas verbais corretas:
a) reouve – intervi;
b) reouve – intervim;
c) rehouve – intervim;
d) reavi – intervi;
e) rehavi – intervim.


18. Que alternativa contém as palavras adequadas para o preenchimento das lacunas?
“Do lugar de onde eles ________, _______ diversas romarias”.
a) provém – afluem;
b) provém – aflue;
c) provém – aflui;
d) provêem – afluem;
e) provêm – afluem.


19. A frase “Procure compreender seus pais” está na 3ª pessoa do singular. Passando-a à 2ª pessoa do singular, teremos:
a) procuras compreender vossos pais;
b) procurai compreender teus pais;
c) procura compreender seus pais;
d) procura compreender teus pais;
e) N.R.A.


20. Assinale a alternativa que completa corretamente a frase abaixo. Observe que na primeira lacuna a forma verbal é do imperativo afirmativo e, na segunda, a forma verbal é do imperativo negativo. Além disso, note que é a forma verbal “Vencerás” que determina a pessoa gramatical a ser usada nas duas formas do imperativo.


“ ________, não _________ e vencerás”


a) lute – desista;
b) lutai – desisti;
c) luta – desistas;
d) lutas – desiste;
e) lutai – desista.


21. A relação dos verbos que completam, convenientemente e em correspondência com as frases, as respectivas com lacunas:


1 - “eles ______ melhor, sentados aqui”
2 - “todos ainda ______ nisso”
3 - “este produto ______ os mesmos fatores”


a) vêm – creêm – contém;
b) vêem – crêm – contém;
c) vêem – crêem – contém;
d) vêm – crêem – contém;
e) vêem – crêem – contêm.


22. “Se você _________ e o seu amigo ________ talvez você __________ os seus bens”.
a) requisesse – intervisse – reavesse;
b) requeresse – intervisse – reavessse;
c) requeresse – interviesse – reouvesse;
d) requeresse – interviesse – reavesse;
e) requisesse – intervisse – reouvesse.




23. “No desempenho de tuas funções, ________ atencioso com todos, _________ ser útil sempre e não _________ as tuas responsabilidades”.




a) sê – procure – negue;
b) seja – procura – negue;
c) seja – procure – negues;
d) sê – procura – negues;
e) seja – procura – negues.


24. “Caso __________ realmente interessado, ele não ___________ de falar”.
a) estiver – haja;
b) esteja – houvesse;
c) estivesse – haveria;
d) estivesse – havia;
e) estiver – houver.


25. Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase: “Quando _________ mais aperfeiçoado, o computador certamente ___________ um eficiente meio de controle de
toda a vida social”.
a) estivesse – será;
b) estiver – seria;
c) esteja – era;
d) estivesse – era;
e) estiver – será.




26.O modo verbal que expressa uma atitude duvidosa, incerta é o:
a) indicativo;
b) imperativo;
c) subjuntivo;
d) imperativo e subjuntivo;
e) N. D. A.




27. Aponte a alternativa, em que a segunda forma está incorreta como plural da primeira:
a) tu ris – vós rides;
b) ele lê – eles lêem;
c) ele tem – eles têm;
d) ele vem – eles vêem;
e) eu ceio – nós ceamos.


28. Assinale a alternativa que completa adequadamente a frase: “__________ em ti, mas nem sempre ___________ dos outros”.


a) creias - duvides;
b) crê - duvidas;
c) creais - duvidas;
d) creia - duvide;
e) crê - duvides.




29. Se ele ________ (ver) o nosso trabalho __________(fazer) um elogio
a) ver – fará;
b) visse – fará;
c) ver – fazerá;
d) vir – fará;
e) vir – faria.




30. É importante que vocês ____________ se eles não se ______________ durante o depoimento”.
a) averigüem – contradisseram;
b) averigüem – contradizeram;
c) averigúem – contradisseram;
d) averíguem – contradisseram;
e) averigúem – contradizeram,


31. “Não me tragam estéticas !” – As formas da 2ª pessoa do imperativo negativo e afirmativo de trazer são:
b) não traga, não tragai-traga – trazei;
c) não tragas, não tragais – traze-trazei;
d) não tragas, não tragais – traga-tragai;
e) não traze, não trazei – traga – tragais.




32. Observando a correlação temporal entre a forma verbal destacada na frase e a forma verbal que você iria colocar no espaço, complete as frases abaixo:




A - teremos amigos quando nós _______ ricos (ficar)
B - teríamos amigos, se nós __________ ricos (ficar)
C - tínhamos amigos quando nós ________ ricos (ser)
D - tivemos amigos quando nós _________ ricos (ser)
E - temos amigos enquanto __________ ricos (ser)


a) ficamos – ficássemos – seremos – seremos – somos;


b) ficamos – ficarmos – fomos – somos – fomos;
c) fiquemos – ficássemos – éramos – somos – somos;
d) ficarmos – ficamos – somos – fumos – samos;
e) ficarmos – ficássemos – éramos – fomos – samos.


33. Observando a correlação temporal, assinale a alternativa que completa a frase:
“Era provável que eles ______ hoje”.
a) virão;
b) venham;
c) viessem;
d) vêem;
e) vinham.




34. Assinale a frase em que está correta a correlação verbal:
a) se você interferisse, ele faria o trabalho sozinho;
b) se você não interferir, ele fazia o trabalho sozinho;
c) se você não interferir, ele faria o trabalho sozinho;
d) se você não interfere, ele fazia o trabalho sozinho;
e) se você não interferisse ele faz o trabalho sozinho.




35. Diz a regra: “exprimindo embora o resultado de uma ação acabada, o particípio não indica por si próprio se a ação em causa é presente, passada ou futura. Só o contexto a que pertence pode precisar sua relação temporal”. Nos exemplos seguintes:


I - desenterrada a batata, só nos restava assá-la.
II - desenterrada a batata, só nos resta assá-la.
III - desenterrada á batata, só nos restará assá-la.


A mesma forma expressa ação passada, presente e futura, respectivamente em:
a) I, II, III;
b) II, III, I;
c) III, II, I;
d) I, III, II;
e) II, I, III.

GABARITO


1. C 2. B 3. D 4. B 5. B 6. E 7. D 8. B 9. B 10. A
11. A 12. D 13. B 14. E 15. E 16. E 17. B 18. E 19. D 20. C
21. C 22. C 23. D 24. C 25. E 26. C 27. D 28. E 29. D 30. C
31. C 32. E 33. C 34. A 35. A




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Questões:01. (MED – SANTOS) Assinale a frase inteiramente correta:

a) Se você requisesse e seu advogado intervisse, talvez reavesse todos os seus bens.
b) Se você requeresse e seu advogado interviesse, talvez reouvesse todos os seus bens.
c) Se você requizesse e seu advogado intervesse, talvez reaveria todos os seus bens.
d) Se você requisesse e seu advogado intervesse, talvez reaveria todos os seus bens.
e) Se você requeresse e seu advogado intervisse, talvez reouvesse todos os seus bens.


02. (MED – SANTOS) A forma que pode estar no futuro do subjuntivo é:

a) Quando virdes a realidade dos fatos...
b) Se irmos diretamente ao assunto...
c) Quando vos verdes em idênticas situações...
d) Se susterdes a palavra...
e) Se vós imposerdes a vossa idéia...


03. (UFF) Assinale a frase em que há um erro de conjugação verbal:

a) Requeiro-lhe um atestado de bons antecedentes.
b) Ele interviu na questão.
c) Eles foram pegos de surpresa.
d) O vendeiro proveu o seu armazém do necessário.
e) Os meninos desavieram-se por causa do jogo.


04. (UFF) Assinale a série em que estão devidamente classificadas as formas verbais destacadas:

“Ao chegar da fazenda, espero que já tenha terminado a festa”.

a) futuro do subjuntivo, pretérito perfeito do subjuntivo
b) infinitivo, presente do subjuntivo
c) futuro do subjuntivo, presente do subjuntivo
d) infinitivo, pretérito imperfeito do subjuntivo
e) infinitivo, pretérito perfeito do subjuntivo


05. (ENG – MACK) Só muito mais tarde vim, a saber, que a chuva os ___________ na estrada e que não _________ ninguém que ______________.

a) detera; houve; os ajudasse;
b) detivera; houve; os ajudasse;
c) detera; teve; ajudasse eles;
d) detivera; houve; ajudasse eles;
e) detivera; teve; os ajudasse.


06. (FEB) “Ele ___________ o carro a tempo, mas não ____________ a irritação e ___________ - se com o outro motorista”.

a) freou – conteve – desaveio
b) freiou – conteu – desaveu
c) freou – conteve – desaviu
d) freiou – conteve – desaveio
e) N. D. A.


07. (FEB) Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas:

“Visto que a democratização do ensino é uma necessidade, a escola pública ___________ de ser realmente apoiada e defendida, embora muitos _______________ pois abaixamento de nível”.

a) tenha – contestem – haveria
b) tem – contestam – há
c) tem – contestam – haveria
d) tem – contestem – haveria
e) N.D.A.


08. Se ele _________, não ___________ de rogado, ___________ que não os receberei.

a) vir – te faças – diz-lhe
b) vier – te faz – diz-lhe
c) vir – te faça – dizer-lhe
d) vier – te faças – dize-lhe
e) ier – te faças – diga-lhe


09. (CESGRANRIO) No trecho: “...fui obrigado a dá-lo de presente a um bandido, seu amigo, quando, provou que completara na véspera o seu vigésimo nono assassinato”, o mais-que-perfeito foi empregado com seu valor normal; na linguagem literária ele pode também aparecer no valor de:

a) imperativo afirmativo
b) pretérito imperfeito do subjuntivo
c) pretérito perfeito do indicativo
d) infinito pretérito
e) futuro do pretérito composto


10. (CESGRANRIO) “Acesas” é particípio adjetivo de “acender”, verbo chamado abundante, porque possui dupla forma de particípio (acendido e aceso). Em abundância, que é geralmente do particípio, em alguns verbos ocorre em outras formas. Assim, por exemplo, é o caso de:

a) coser
b) olhar
c) haver
d) vir
e) dançar



Resolução:


01. B 02. A 03. B 04. E
05. B 06. A 07. D 08. D
09. B 10. C